A população mundial vai começar a descender ao redor de 2050.

A população mundial vai começar a descender ao redor de 2050.

Population Research Institute
Boletim 68 (08/04/2009)
Disponível em
http://www.lapop.org/content/view/272/33/

Caro Amigo:
Mais uma vez, querem-nos apresentar o mundo como perigosamente superpoblado. A pessoa que atualmente está soltando estes disparates é a Assessora de Ciências do Presidente Obama, quem está absolutamente convencida de que o problema somos “nós, as pessoas”.
Steven W. Mosher
Presidente

Dr. Nina Fedoroff

Segundo opinião de Nina Fedoroff, a Assessora de Ciências e Tecnologia dos Estados Unidos, todos deveríamos ter muito mas muito medo.

Em uma entrevista para o programa radial da BBC “One Planet” (Um Planeta), Fedoroff se mostrou como toda uma discípula de Thomas Malthus ou Paul Ehrlich. Afirmou que “os seres humanos têm excedido os ´limites de sustentabilidade´ da Terra.” Insistiu que “precisamos seguir diminuindo a taxa de crescimento da população mundial,” e enfatizou que “o planeta não pode manter mais gente.”

E qual é a situação dos 6.8 milhões de pessoas que o mundo já mantém? perguntou-lhe a BBC. “Há, provavelmente já, muita gente no planeta,” respondeu Fedoroff. No Population Research Institute, devemos admitir que os comentários de Nina Fedoroff nos fazem ficar nervosos, mas não porque acreditamos na afirmação de que o mundo está com pessoas demais. As estatísticas de maior credibilidade sobre a quantidade de seres humanos e seu crescimento são as recolhidas pela Divisão de População das Nações Unidas, e estas demonstram que a taxa de fertilidade cai em todo mundo e que a população mundial vai começar a descender ao redor de 2050.

Contudo, a razão pela qual Nina Fedoroff nos põe nervosos é devido a quem ela é, e a quem ela assessora. Se ela vem dizendo ao Presidente Obama o que temos escutado (e sem dúvida o deve estar fazendo), então será o cientista principal de Obama quem está sussurrando ao seu ouvido que seus problemas econômicos e ambientais se agravam pelo fato de que há muita gente, de que somos gente demais. E sem importar, o que ela proponha, isto será levado a cabo através da intervenção do governo sobre a família, reduzindo o número de meninas e meninos, como já está acontecendo ao nosso redor.

Nina Fedoroff é também uma firme crente da influência antropogênica sobre o clima, o que quer dizer que os seres humanos em conjunto somos responsáveis pelo aquecimento global. Com certeza, ao parecer acredita que somos a causa exclusiva da mudança climática, posição evitada pela grande maioria que reconhecem outros fatores, com exceção dos mais radicais grupos do aquecimento global. Em efeito a maioria reconhece outros fatores como as variações nas radiações solares (pensemos por exemplo nas manchas solares). Em tudo isto, Fedoroff deve estar predispondo a seu chefe para que veja as pessoas como o grande inimigo a exterminar.

Por comparação, Fedoroff parece quase razoável falando dos extraordinários incrementos na produção de alimentos que vemos do início da Revolução Ecológica. Censura aos que querem retroceder sobre estes avanços científicos e “retornar ao século XIX,” dizendo “Não pensaríamos em ir a nosso doutor e lhe dizer ´Me trate da mesma maneira em que os doutores tratavam às pessoas no século XIX´, e isso é o que estamos reclamando na produção de alimentos.”

E neste ponto ela está certa. A Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas informa um “progresso notável” no tema de alimentar ao mundo, alcançando um excesso de alimentos a nível mundial. Se ainda existem os que se deitam com fome cada noite devido à guerra, à fome ou a um governo opressivo, este número vai diminuindo progressivamente.

Se Fedoroff acreditar que estamos no caminho correto para acabar com a fome, como pode ao mesmo tempo opinar que existem muitos de nós? depois de tudo, estamos produzindo mais do que nunca, mais alimentos em menos terra.

A apreensão da Assessora de Ciência de Obama respeito das pessoas provém das idéias antiquadas que incrementam a condição de consumidor de um ser humano, em detrimento de sua condição de produtor. Em lugar de tentar controlar o aumento da população, um caminho que sempre conduziu a abusos maciços contra os direitos humanos, ela deveria alentar maiores avanços científicos, o fluxo livre de informação, e a proteção dos direitos à propriedade intelectual, entre outras coisas.

Nina Fedoroff pode entender ou não que o que mais faz descer as taxas de natalidade são os níveis de vida cada vez mais altos. Mas ali está seu problema, como o de Obama. Os níveis de vida crescentes geralmente significam maior consumo de energia, ao qual eles se opõem devido a sua crença no “aquecimento global, ” e seus laços próximos ao movimento radical do meio ambiente.

E então como farão que desçam as taxas de natalidade sem desenvolvimento econômico? A resposta é aplicando o esquema da política de um só filho como na China. Assim pensarão fazê-lo. Os comentários de Fedoroff sugerem que a administração de Barack Obama se inclina diretamente para a intervenção nas decisões sobre o número de filhos que os norte-americanos queiram ter. Assim pensam desativar a mítica “bomba demográfica” e combater um “aquecimento global” não demonstrado. Tenham medo, muito, mas muito medo disso.

Steven W. Mosher é o Presidente do Population Research Institute.
Colin Mason é o Diretor de Comunicações do Population Research Institute.

Steve Mosher é Presidente do Population Research Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a desfazer a mentira da superpopulação no mundo.

(c) 2007 Population Research Institute.
Permissão para reprodução concedida. Redistribuição de forma estendida. Os créditos são necessários.

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boletin@lapop.org

Nada do que foi escrito aqui deve ser interpretado como uma tentativa de ajudar ou dificultar a aprovação de projetos de lei no Congresso.

O Population Research Institute dedica-se a acabar com os abusos contra os direitos humanos cometidos em nome do planejamento familiar e acabar com os contrários paradigmas sociais e econômicos derivados da mentira da “superpopulação”.

Na América Latina pode-se entrar em contato com:
Carlos Polo Samaniego
Diretor do Escritório para a América Latina
E-mail: carlospolo@lapop.org
Telefone: (511) 719-6147
Jhenny Hurtado Oré
Publicações – Escritório para a América Latina
Correo Electrónico: jhenny@lapop.org

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