Tráfico de órgãos é terceiro crime organizado mais lucrativo no mundo, segundo Polícia Federal. Veja mais detalhes em Biodireito Medicina sobre este crime internacional e o Brasil.

 

Tráfico de órgãos é terceiro crime organizado mais lucrativo no mundo, segundo Polícia Federal

 

Sempre que se tenta investigar denúncias de tráfico de órgãos, jogam a investigação contra a fila de transplante. Na CPI fomos acusados de estar prestando um desserviço à sociedade. É um crime de alta complexidade que envolve médicos e outros profissionais de saúde

Tráficodeórgãos é o terceiro crime organizado mais lucrativo no mundo. Só perde para o de drogas e o de armas”. A declaração é do coordenador de operações especiais de fronteiras da Polícia Federal, Mauro Sposito. Ele participou de audiência pública sobre Tráfico de Órgãos na Amazônia, realizada pelas Comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O evento atendeu as solicitações dos deputados Carlos Souza (PP-AM) pela CAINDR e Raul Jungmann (PPS-PE) pela CSPCCO.

Os deputados solicitantes da audiência, a presidente da CAINDR, deputada Vanessa Grazziotin (PCdo-AM) e a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), que também contribuiu com informações sobre casos de mortes no Estado do Pará, definiram que será feito um levantamento de todas as Leis que tramitam na Casa sobre essa questão. A partir desse levantamento, eles pretendem contribuir com o Ministério da Saúde no que se refere a melhorias para o Sistema Nacional de Transplantes.

Mauro Sposito explicou que existem vários formas do crime organizado de tráfico de órgãos acontecer: brasileiros vão ao exterior e, por necessidade financeira, vendem seus órgãos lá; órgãos são extraídos no Brasil e enviados para o exterior; estrangeiros vem ao Brasil e vendem seus órgãos aqui; brasileiros extraem seus órgãos no Brasil e os comercializam aqui mesmo. Segundo ele, a Polícia Federal está investigando todas essas práticas.

Porém, com relação a Amazônia, assunto específico da audiência, Sposito disse que assim que foram feitas, as denúncias foram investigadas e continuam sendo. Porém, nada foi comprovado. Ele acredita que as informações veiculadas na mídia podem estar escondendo algo mais grave. “Essa investigação é uma das nossas prioridades na região. Mas até agora não evidência concreta da retirada de órgãos de índios. As investigações mostram que as denúncias decorrem muito provavelmente de lendas e rituais antigos dos índios”, ressaltou.

Tanto a representante do Ministério da Saúde, Camila Carlone Gaspar, como o deputado Neucimar Fraga (PR-ES), que presidiu a CPI do Tráfico de Órgãos Humanos, realizada em 2004 na Câmara, disseram ser muito difícil que ocorra tráfico de órgãos na Amazônia, destinados a transplante, devido a complexidade de equipamentos necessários para o acondicionamento desses órgãos. Mas Neucimar Fraga lembrou que órgãos humanos são usados também por faculdades para estudos.

Camila Gaspar informou que o Sistema de Transplante só está agora chegando na Amazônia. Segundo ela, até o ano passado só existiam Centrais de Transplantes no Amazonas e no Pará. “Este ano é que estamos chegando ao Acre, Roraima e Amapá. Sabemos que o Sistema ainda tem muito a melhorar”, reconheceu.

A técnica esclareceu ainda que a CPI contribuiu para alguns avanços no Sistema de Transplantes. “Integrou-se o Sistema em todas os Estados e não existem mais as listas duplas. Em 2005 modificou-se a legislação com relação às Comissões intra-hospitalares, órgãos responsáveis por coordenar as ações de transplantes. Hoje, para concedermos autorização para um hospital trabalhar com transplante, o mesmo tem que comprovar que possui a Comissão e que ela funciona”, enfatizou.

O deputado Neucimar Fraga falou sobre a dificuldades de investigar esse assunto no Brasil. “Sempre que se tenta investigar denúncias de tráfico de órgãos, jogam a investigação contra a fila de transplante. Na CPI fomos acusados de estar prestando um desserviço a sociedade. É um crime de alta complexidade que envolve médicos e outros profissionais de saúde”, desabafou.

Entre os principais pontos dificultadores para que o tema seja investigado profundamente, Fraga citou o corporativismo médico. Para ele, existe a necessidade que esse assunto seja levado mais a sério pelos Ministérios envolvidos na questão e pela Polícia Federal.

Para o deputado Carlos Souza, seja qual for o motivo que leve pessoas a aparecerem mortas sem seus órgãos, tem que ser investigado. Ele citou o caso da índia de 20 anos que foi encontrada morta com o abdômen costurado de forma grosseira e sem parte de seus órgãos.

Para o deputado Raul Jungmann, é urgente que seja delimitado qual a extensão desse processo. De tudo que foi exposto, ele concluiu que essas denúncias ficam numa zona muito obscura. “Podem ser rituais satânicos, podem ser problemas entre comunidades indígenas ou podem ser tráfico de órgãos. Mas a verdade é que a freqüência das denúncias tanto no Norte como no Nordeste aponta no sentido de que há máfia detráfico sim e isso precisa ser investigado rigorosamente”, ressaltou.

Bety Rita Ramos
Assessoria de Imprensa

http://www2.camara.gov.br/comissoes/caindr/audiencias/trafico-de-orgaos-e-terceiro-crime-mais-lucrativo-segundo-policia-federal

Tráfico de Órgãos: Família brasileira procura refúgio em Itália
http://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/02/12/trafico-de-orgaos-familia-brasileira-procura-refugio-em-italia/

Tráfico de órgãos pode movimentar 13 bilhões por ano
http://www.direito2.com.br/acam/2003/nov/3/trafico-de-orgaos-pode-movimentar-us-13-bilhoesano

A terceira atividade mais lucrativa do crime organizado negocia vidas
http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/maio/quanto-vale-ou-e-por-quilo/

Tráfico de órgãos humanos volta à pauta da Câmara
“ONU está preocupada com o problema. Brasil é um dos países fornecedores de órgãos humanos para suprir o comércio clandestino, até de primeiro mundo”
http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1036&Itemid=364

Na tríplice fronteira
http://www.agenciaamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1036&Itemid=364

 
 
 
 

Tráfico de órgãos pode movimentar US$ 13 bilhões por ano

Com a autorização de Dr. Celso Galli Coimbra, Objeto Dignidade republica esta  página de Biodireito Medicina.

Tráfico de órgãos pode movimentar US$ 13 bilhões por ano

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Esta movimentação já deve ser maior,  porque a notícia não é recente,  mas ainda é necessário lembrar que órgãos humanos constituem-se um bem de valor altíssimo por todas as razões óbvias.  Todo bem que tem uma tão especial utilidade, como manter a vida ou a qualidade de vida para seu proprietário natural ou terceiros, sempre terá PREÇO para estes terceiros que tiverem condições de compra, e se este bem não puder ser legalmente comprado, como os bens para o Direito considerado não comerciáveis, ele será evidentemente obtido através de meios ilegais, através de tráfico.  Isto é o ÓBVIO que passa despercebido, quando insistem em dizer que no Brasil “não tem tráfico de órgãos”.
 
Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
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Denúncias da ocorrência de tráfico de órgãos no Brasil, mercado que movimenta de 7 bilhões a 13 bilhões de dólares no mundo a cada ano, levaram a Câmara a propor uma CPI para investigar o crime. Segundo o autor da proposta (RCP 22/03), Neucimar Fraga (PL-ES), há indícios do comércio ilegal em pelo menos dois estados (Minas Gerais e São Paulo), mas as investigações não avançaram.


A comissão de inquérito, que será a próxima instalada na Casa após o término da CPI dos Combustíveis, tem como principal objetivo esclarecer indícios de tráfico detectados por um Grupo de Trabalho formado pela Comissão de Segurança em abril deste ano.

 
VARGINHA
 
Alguns dos casos que devem ser apurados pela CPI ocorreram em Varginha (MG). Segundo o deputado Neucimar Fraga, recentemente o Ministério da Saúde pediu à Polícia Federal da cidade a abertura de oito inquéritos contra médicos que comprovadamente fizeram transplante de forma irregular. De acordo com a denúncia, os prontuários dos que tiveram os órgãos retirados não comprovam a ocorrência de morte encefálica, o que gera a suspeita de que houve aceleração das mortes.
 
POÇOS DE CALDAS

Um dos casos a ser investigado é o de um garoto de 10 anos que pode ter sido vítima da máfia, em Poços de Caldas, Minas Gerais. O pai do garoto, Paulo Pavese, revelou ao grupo que autorizou a doação de órgãos do filho, depois de ter sido informado pela equipe médica que o menino teve morte encefálica, em abril de 2000. Ele diz que foi enganado e afirma ter documentos que comprovam que o menino não estava morto no momento do transplante e, portanto, foi assassinado.

TAUBATÉ

Na cidade de Taubaté (SP), os deputados encontraram denúncias feitas pelo médico Roosevelt Kalume do envolvimento de outros cinco médicos no tráfico de órgãos no Hospital Universitário. A revelação foi feita há 15 anos e os profissionais foram condenados por crime doloso, mas ainda estão soltos.

Um desses médicos também foi acusado do crime no município de Franco da Rocha. Ele venderia órgãos de cadáveres para uso em faculdades. Vários corpos foram exumados na cidade por ordem do Delegado Marco Antonio Dario, que constatou a retirada ilegal dos órgãos.

CRIME ORGANIZADO

Neucimar Fraga lembra que, no mundo todo, a demanda legal por órgãos é superior à oferta, transformando o tráfico de órgãos em uma das mais lucrativas atividades exploradas pelo crime organizado. “Esse é um mercado próspero, pois pessoas milionárias que necessitam de transplante sabem que podem morrer no aguardo da vez nas filas das listas oficiais. A alternativa é apelar para o mercado clandestino, operado pelo crime organizado transnacional”, diz o deputado.

O parlamentar afirma também que, de acordo com relato da imprensa, as quadrilhas vendem no mercado clandestino um coração por R$ 150 mil; uma córnea por R$ 20 mil; o rim por R$ 10 mil e um fígado por até R$ 30 mil.

Além disso, no Brasil, o Ministério Público de vários estados investigam o desaparecimento de crianças, que deixaram o País sob o pretexto de adoção internacional. O deputado informa que há levantamentos oficiais do Governo brasileiro, juntamente com a Interpol, de um mapa da rota do tráfico de órgãos.

Fraga destaca a importância do transplante de órgãos, mas recomenda aos familiares ou amigos de eventuais doadores que procurem certificar-se do credenciamento dos hospitais e equipes médicas e, principalmente, da veracidade da morte encefálica.
 

Fonte: matéria de 2003,
http://direito2.com/acam/2003/nov/3/trafico-de-orgaos-pode-movimentar-us-13-bilhoesano
Da Redação/DA
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Médicos acusados de tráfico de orgãos em Taubaté são condenados a 17 anos e 6 meses de prisão

Médicos acusados de tráfico de orgãos em Taubaté são condenados a 17 anos de prisão
Após quatro dias de julgamento e cerca de 40 horas de debates, os três médicos do caso Kalume foram condenados a 17 anos e seis meses de prisão nesta quinta (20). Os médicos são acusados de terem retirado os rins de pacientes ainda vivos para usá-los em transplantes particulares em Taubaté (SP).
 
Os médicos condenados por homicídio doloso saíram do fórum criminal sem gravar entrevistas.
 
O caso aconteceu na década de 1980 e ficou conhecido como Kalume em referência ao médico Roosevelt Sá Kalume, autor das denúncias e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté na época. Os médicos acusados são Mariano Fiore Junior, Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas.
 
O urologista Sacramento desmaiou após a leitura da sentença e teve de ser socorrido, sendo também amparado pela mulher e filhos que acompanhavam os trabalhos do júri.
 
O juiz de direito Marco Antônio Montemór não conversou com os jornalistas, mas, antes do anúncio da decisão, definiu o caso como sendo uma “tragédia”.
 
O promotor Márcio Friggi demonstrou satisfação com a pena aplicada aos réus, e descartou a possibilidade levantada pela defesa de anular o processo. “A justiça foi feita, e a decisão foi histórica, principalmente por todos os acusados se tratarem de doutores”, disse.
 
Por se tratarem de réus primários, os condenados poderão recorrer em liberdade.
 
Desde as 15h40, os sete jurados – quatro mulheres e três homens – estavam reunidos na sala secreta para responder às 60 perguntas formuladas pela promotoria e pela defesa: 20 para cada um dos réus. A primeira delas questiona se as vítimas foram submetidas à extração dos rins sem a efetiva constatação de morte encefálica. Caso os jurados respondessem “não”, o réu teria sido absolvido. Caso prevalecesse o “sim”, o juiz faria a pergunta seguinte.
 
O terceiro dia do julgamento, nesta quarta-feira (19), foi marcado pelo embate entre o promotor Mário Friggi e a defesa dos médicos. Friggi argumentou que havia em Taubaté um centro captador de rins –e não um programa de transplantes–, usado por hospitais particulares e intermediado pelo médico Emil Sabagga, um dos pioneiros de transplantes renais na América Latina. O equivalente a cerca de R$ 35 mil teria sido pago por um paciente ao hospital por um transplante. O promotor criticou o sistema brasileiro, que levou dez anos para encerrar o inquérito policial, e ironizou o fato de os réus negarem os fatos. “Não aconteceu nada aqui em Taubaté. Está tudo certo”, disse Friggi.

Ao se dirigir aos jurados, o promotor deu o tom do que deve ser a sua tese de acusação. Ele quis desqualificar a tentativa da defesa de apontar que a denúncia de Kalume tenha sido feita por ciúme e pela disputa de poder. “Será que tudo o que aconteceu aqui, toda a repercussão na mídia, foi apenas porque o dr. Kalume queria execrar publicamente essas pessoas?”, indagou.
 
Mariano Fiore Junior afirmou ter falado várias vezes à polícia sobre o sumiço de documento do prontuário dos pacientes. “O delegado prevaricou?”, disse o promotor. Fiori respondeu que essa era uma palavra “muito forte”. Após ter prestado depoimento, na segunda, Kalume foi internado no Hospital Regional, em Taubaté, onde foi submetido a um cateterismo. Ele está internado, sem alterações no quadro clínico.
 
UOL

SP: Médicos acusados de retirar órgãos de pacientes ainda vivos são condenados

Tráfico de pessoas, células, orgaos e tecidos humanos. Qual é o valor da vida, o ser humano é tratado como objeto de compra e venda, qual é o nosso valor agora? Onde está a moral disso tudo – homicídio por dinheiro – e veremos falar em ética onde matam um igual em carne e osso…
 

SP: Médicos acusados de retirar órgãos de pacientes ainda vivos são condenados

O médico que denunciou o caso, Roosevelt Kalume, à direita, em foto de 1986 - Reprodução de imagem/VNews
 
Publicada em 20/10/2011 às 21h54m

VNews, O Globo
SÃO PAULO – O Tribunal do Júri condenou, após quatro dias de julgamento em Taubaté, a 134 km de São Paulo, os três médicos acusados de retirarem órgãos de pacientes ainda vivos para alimentar uma rede de transplantes ilegais em São Paulo. A sentença foi lida no Fórum da cidade, por volta das 21h15m desta quinta-feira, pelo juiz Marco Montemor. Pedro Henrique Masjuan Torrecillas, Mariano Fiore Júnior e Rui Noronha Sacramento foram condenados a 17 anos e seis meses de prisão. Eles poderão recorrer da sentença em liberdade, pois o magistrado levou em consideração o fato dos médicos não terem antecedentes criminais.

Segundo a acusação, os três são responsáveis pelas mortes dos pacientes Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobbo e José Faria Carneiro, entre setembro e dezembro de 1986. A história chocou o Vale do Paraíba, interior de São Paulo, e todo o Brasil na década de 1980. Um quarto acusado, o neurologista Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morreu em maio do ano passado.

 
Defino esse processo em apenas uma palavra: tragédia
 

A sentença foi lida após os sete jurados se reunirem por cerca de três horas em uma sala secreta no Fórum de Taubaté. Os réus forem julgados separadamente, com cinco perguntas sobre a conduta dos médicos para cada vítima, totalizando 60 questões, que foram respondidas com sim e não.

O juiz Marco Montemor começou a leitura da sentença dizendo: “Defino esse processo em apenas uma palavra: tragédia”. A sentença considerou que eles são médicos e que a profissão tem por objetivo salvar pacientes. Um dos condenados, o médico Rui Noronha Sacramento, desmaiou no início da leitura da sentença e passou mal depois. Uma ambulância ficou a postos para um eventual atendimento, que não foi necessário.

Durante o julgamento, o promotor Márcio Friggi disse, na quarta-feira, que os quatro homicídios foram cometidos para alimentar uma rede de tráfico de órgãos, “uma central de remessa de órgãos para ricos em São Paulo”, nas palavras dele.

– Na época foram ouvidos os pacientes receptores destes órgãos. Um deles fala que pagou 100 mil cruzados ao Hospital Oswaldo Cruz, o que atualmente equivale a R$ 35 mil. E o paciente disse que só estava na fila de transplante daquele hospital. Outro paciente fala que pagou 200 mil cruzados – disse o promotor, na quarta-feira.

– Não foi montado um programa de transplantes, mas uma central de remessas de órgãos para ricos em São Paulo.

Os médicos faziam parte do corpo de profissionais da Universidade de Taubaté e realizaram os procedimentos no Hospital Santa Isabel, hoje Hospital Regional do Vale do Paraíba. Segundo a acusação, eles se utilizaram de diagnósticos falsos de morte para extrair os rins dos pacientes para utilizá-los em uma rede de transplante de órgãos. Na época, os procedimentos foram presenciados por uma enfermeira, que foi testemunha no processo.

Ao tomar conhecimento, o médico Roosevelt Kalume, na época diretor do departamento de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), denunciou o caso. Segundo ele, as cirurgias foram realizadas sem autorização, sempre durante a noite e pelos mesmos médicos.

As investigações sobre o caso, batizado Kalume, duraram quase dez anos. Em 1996, o caso foi encaminhado à Justiça que decidiu, em 2003, após uma série de recurso por parte da defesa dos acusados, levar os médicos a júri. Por causa da decisão judicial há oito anos o crime não prescreveu.

Os acusados ainda continuaram exercendo a profissão por terem sido absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Enquanto o julgamento ainda era realizado, o médico Roosevelt Kalume, denunciante do caso, passou por uma angioplastia no Hospital Regional de Taubaté. Na segunda-feira, após ser ouvido como testemunha de acusação, ele foi internado com um quadro de taquicardia. Durante um cateterismo, foi descoberto um problema com uma artéria que estava entupida. O quadro de Kalume é estável, segundo o hospital, mas ainda não há previsão de alta.


 
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Justiça condena três médicos do caso Kalume em Taubaté

 

Justiça condena três médicos do caso Kalume em Taubaté

Condenados a 17 anos e seis meses de prisão, réus são acusados de retirar rins de pacientes ainda vivos para usá-los em transplantes

iG São Paulo | 21/10/2011 01:18 – Atualizada às 07:42
 
 
 
Os três médicos acusados de terem retirado os rins de quatro pacientes ainda vivos para usá-los em transplantes particulares em Taubaté, no interior de São Paulo, foram condenados na noite de quinta-feira (20). O corpo de sete jurados, formado por quatro mulheres e três homens, condenou , Rui Noronha Sacramento e Pedro Henrique Masjuan Torrecillas a 17 anos e seis meses de prisão. No entanto, os réus poderão recorrer em liberdade.
A sentença foi lida após quatro dias de julgamento e cerca de 40 horas de debates. Desde as 15h40, os sete jurados  estavam reunidos para responder às 60 perguntas formuladas pela promotoria e pela defesa: 20 para cada um dos acusados. A primeira delas questiona se as vítimas foram submetidas à extração dos rins sem a efetiva constatação de morte encefálica. Caso os jurados optassem pelo “não”, o réu é absolvido. Se “sim” fosse maioria, o juiz faria a pergunta seguinte. No intervalo após o fim dos debates, o clima entre os réus e familiares era de tranquilidade.
Caso Kalume

O caso ocorreu em 1986 e ficou conhecido como Kalume em referência ao médico Roosevelt Sá Kalume, autor das denúncias e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté na época. Fiore, Sacramento e Torrecillas são acusados de quatro homicídios dolosos contra os pacientes Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobo e José Faria Carneiro.

Depois da operação, o neurocirurgião e legista Fiori concluía como causa da morte exclusivamente as lesões cerebrais experimentadas pelas vítimas (traumatismo craniano, raquimedular ou aneurisma), ocultando a causa direta e eficiente das mortes: a retirada dos rins dos pacientes. Eles continuaram exercendo a profissão por terem sido absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM).
 
 
 

A investigação do esquema de tráfico de órgãos humanos que funcionava em Taubaté, investigado desde 1987

Reportagem relembra a investigação do esquema de tráfico de órgãos humanos que funcionava em Taubaté, investigado desde 1987
 

 
 
15h23min – 25/09/2010
 
 
Taubaté: acusados de retirar órgãos de pacientes vivos devem ir a júri em 2011
 
Quatro médicos são acusados de matar quatro pacientes na década de 80
 
 
 
 
Reportagem do site G1, publicada neste sábado (25), relembra a investigação de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos, que funcionava em Taubaté e foi investigado desde 1987. Quatro médicos foram acusados de matar quatro pacientes na cidade e devem ser julgados em 2011, no Fórum criminal de Taubaté.
 
 

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda A demora para o julgamento se deu por conta da investigação policial, que levou mais de dez anos para ser concluída, além do fato de os réus estarem em liberdade e as defesas deles terem entrado com diversos recursos na tentativa de anular o processo. Segundo o TJ-SP, no entanto, os pedidos foram negados e já não cabem mais recursos.
 
 
 
As mortes ocorreram em 1986. Uma equipe médica da Faculdade de Medicina de Taubaté que usava o extinto Hospital Santa Isabel de Clínicas (Hosic), onde atualmente está localizado o Hospital Regional de Taubaté, é suspeita dos crimes. Como hoje, na época a instituição era popular, mas atendia convênios médicos particulares. O fato, porém, só se tornou público no ano seguinte após revelação feita pelo médico Roosevelt Kalume, então diretor da mesma faculdade. Ele havia procurado o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) em 1987 para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.
 
 

Procurado pelo G1, o Cremesp informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o caso foi decidido em recurso pelo Conselho Federal de Medicina em Brasília (CFM-DF). A assessoria do conselho não se pronunciou até quarta-feira (22). Documentos obtidos pela reportagem mostram que os quatro médicos réus foram absolvidos das acusações de tráfico de órgãos e eutanásia nos procedimentos administrativos e éticos do Cremesp, em 1988, e do CFM, em 1993.

 

Apesar da decisão daquela época, Kalume não se calou. O programa de transplantes era tido como parte de um suposto convênio entre a faculdade de medicina da Universidade de Taubaté (Unitau) e o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Mas, segundo o então diretor, esse acordo jamais existiu. “Eu era o diretor da faculdade e esse programa [de transplantes] era feito por médicos subordinados administrativamente a mim e eu não sabia do programa e quando eu tomei conhecimento eu fiquei com medo”, diz Kalume, que está com 63 anos.

 

 
 
 
Procurada nesta semana, a Universidade de Taubaté informou que “não se pronunciará sobre esse assunto”. A assessoria de imprensa da superintendência do HC da USP não respondeu aos questionamentos da reportagem feitos por e-mail e telefone.
Médium pedia para família doar rim
 
Voltando aos anos 80, Kalume também tinha dito que a equipe médica envolvida falsificava diagnósticos de morte encefálica para convencer as famílias dos pacientes a autorizar a retirada dos órgãos. Em alguns casos, continua o denunciante, uma espécie de médium foi apresentado pelos médicos aos parentes para dizer que havia entrado em contato com o morto no plano espiritual e ele havia pedido para os familiares autorizarem a retirada de seus rins.
 
 
“Era um programa de retirada de órgãos de pacientes comatosos [em estado de coma] para mandar para clínicas particulares de São Paulo”, diz Kalume.
 
Mas, segundo Kalume, o fato mais grave nessa história toda é que os pacientes estavam vivos, e não mortos. “Os pacientes tinham os órgãos retirados, mas eles tinham fluxo cerebral. Eles não estavam enquadrados no conceito de morte cerebral ou no conceito de cadáver. Radiografias revelaram que havia atividade cerebral”, diz o médico. “Em outras palavras, eles morreram porque tiveram esses órgãos retirados.”

 

Segundo o CFM, morte encefálica e morte cerebral são sinônimos. Apesar de os anos 80 não terem tido uma legislação específica para transplantes de rins no país, o recomendado era seguir as normas da Associação Médica Mundial. Ela determinava a retirada de órgãos de pacientes com morte encefálica (sem atividade cerebral e sem respiração natural).

 
“O meu interesse maior, pessoal, é o mesmo que eu tinha há 24 anos. Pode? Pode fazer o que foi feito aqui em Taubaté? Mesmo dentro da legislação atual, mesmo dentro da legislação vigente. Mesmo dentro das determinações do Código de Ética, que já foram modificadas, depois desse episódio. Essa resposta quem vai dar é a Justiça. Se a Justiça achar que pode, então ela vai consagrar que pode tirar órgãos de pacientes sem estar em morte cerebral”, diz Kalume, que, por conta das acusações, foi afastado do cargo de diretor da faculdade na época. Atualmente, trabalha como cirurgião de tórax no Hospital Geral de Taubaté.
 
Caso Kalume, a CPI e a enfermeira

 

Na época, o assunto ficou conhecido nacionalmente e a imprensa o tratou como caso Kalume, em referência ao sobrenome do denunciante. O escândalo culminou com a abertura de inquérito policial em 1987 e até virou alvo em 2003 da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a atuação de organizações criminosas atuantes no tráfico de órgãos no Brasil. Um dos depoimentos mais marcantes em Brasília foi o de uma enfermeira que contou ter visto um paciente ter os órgãos retirados enquanto se debatia na mesa de cirurgia. A mulher também disse que um médico pegou o bisturi, enfiou no peito do homem e ele morreu.

 
“Lembro que eles avisaram que ia entrar uma cirurgia. De urgência. Eu trabalhava no centro cirúrgico. E a gente preparou a sala. Eu e uma outra amiga. Falaram que era um rapaz que tinha sido atropelado. Quando entrou o paciente, ele estava com a cabeça toda enfaixada. Eu até pensei que fosse uma cirurgia de crânio. Aquela correria de uma cirurgia quando vai começar e o paciente muito agitado. Ele não parava de se debater. O paciente superagitado. Eu pensava que fosse uma cirurgia de crânio e, no fim, foi tão estranho, eles fizeram uma cirurgia… Tiraram os dois rins do paciente e logo já mandaram a minha colega de sala, pegar uma caixa assim de plástico, uma espécie de reservatório, uma caixa reserva para transportar”, contou ao G1.

“Ele colocou os dois rins ali dentro, muito bravo. E saiu com os dois rins, mas o paciente ainda continuava vivo. O paciente se debatia muito porque a anestesia que ele tomou não pegou. Aí ele [o médico Pedro Henrique Torrecillas] pegou… Ah, meu pai. Ele pegou um bisturi e deu um pique, um pique praticamente no meio do peito. O paciente parou de se mexer, nós levamos ele para a UTI. E aí encerrou. Nós ficamos só no comentário depois”, disse a ex-enfermeira, de 56 anos.

 
 
Lei dos transplantes

 
Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Além disso, o caso em Taubaté ajudou na discussão a respeito da elaboração da atual lei que trata sobre a regulamentação dos transplantes de órgãos no país até hoje. Segundo o CFM, a lei é a 9.434, de 1997. Em 1993, Kalume chegou a publicar um livro sobre o caso. Para narrar os fatos, ele usou nomes diferentes dos personagens da vida real. “Transplante”, no entanto, deixou de ser publicado. Apesar disso, a obra também faz parte do processo contra os médicos.

 
Já eós quase dez anos de investigação, a Polícia Civil de Taubaté concluiu o inquérito que responsabilizou quatro médicos pelas mortes de quatro pacientes. Apesar de o Cremesp e o CFM absolverem os quatro médicos das acusações, a polícia afirmou que o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) atestava que os pacientes estavam vivos quando tiveram os órgãos retirados. A retirada de órgãos para transplantes foi apontada como motivação do crime. Apesar disso, a suspeita de tráfico envolvendo comércio ilegal de rins jamais foi comprovada. Quanto ao destino dos órgãos, é incerto até hoje.

“Tratava-se de um caso extremamente complexo que ia demandar um longo tempo, o que de fato ocorreu. Esse inquérito tramitou durante dez anos. Eu tive que procurar as provas subjetivas, ou seja, as provas testemunhais, e também as provas periciais. Então tive que contar com o Instituto Médico-Legal [IML] de São Paulo, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Nós tentamos, no inquérito policial, verificar se houve comércio desses órgãos. Não foi possível a gente determinar isso daí. Mas concluímos que houve homicídio doloso, ou seja, homicídio intencional. Eles assumiram o risco de produzir o resultado. Logicamente se eu retirar os seus dois rins, eu estou assumindo um risco de determinar sua morte”, disse o delegado Roberto Martins de Barros, de 66 anos, delegado titular do 1º Distrito Policial de Taubaté, em 1987, e atualmente titular da delegacia do idoso em São José dos Campos.

 
Segundo o delegado, caso sejam condenados, os médicos poderão pegar penas de 6 a 20 anos de reclusão.
 

Mesmo sem a confirmação do destino dos órgãos retirados dos pacientes em Taubaté, o Ministério Público denunciou em 1996 os neurocirurgiões Mariano Fiore Júnior e Aurélio de Carvalho Monteiro, o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e o urulogista Rui Noronha Sacramento por homicídio doloso dos pacientes José Miguel da Silva, Alex da Silva, Irani Gobo e José Faria Carneiro.
Depois, a Justiça pronunciou os acusados que passaram a ser réus no processo. Todos sempre alegaram inocência e disseram que exames de arteriografia comprovaram que os pacientes estavam clinicamente mortos, em coma irreversível ou morte encefálica.

 
 
Acusação

 
Em entrevista ao G1, o promotor Luiz Marcelo Negrini disse que os médicos assumiram o risco de matar os quatro pacientes que haviam dado entrada no Pronto-Socorro do antigo Hospital Santa Isabel com suspeita de traumatismo craniano. Além disso, afirmou, a equipe praticou desvio de conduta ética e moral.
Para conseguir a autorização da família de um paciente para doação de rins, a equipe médica se utilizou de um método pouco ortodoxo, segundo o promotor. “Parentes de uma vítima relataram que uma médium, uma espírita, havia entrado em contato com aquela pessoa que havia acabado de morrer. E o morto teria dito para ela no plano espiritual que a família deveria autorizar a doação de seus órgãos. Pode parecer absurdo, mas isso foi feito. A família autorizou a doação”, afirmou o promotor.

 
De acordo com Negrini, a convicção da Promotoria de que os médicos cometeram assassinatos é amparada pela denúncia de Kalume, depoimentos de familiares das vítimas e enfermeiros, além de provas técnicas.
“Era constatada essa morte cerebral e imediatamente era feito contato com os familiares das vítimas, comunicando aquela situação e pedindo autorização para que tivessem os órgãos transplantados ou retirados para um futuro transplante. Os familiares, certamente chocados com a notícia da morte do seu familiar, concordavam. Esses órgãos eram retirados e encaminhados para São Paulo. Só que posteriormente ficou comprovado que muitas dessas vítimas não apresentavam esse estado de morte cerebral. Então, elas ainda apresentavam atividade cerebral”, afirmou o promotor Negrini.

 

Segundo ele, a atividade cerebral pôde ser verificada por meio das radiografias dos pacientes. O promotor também rebateu a versão da defesa dos réus de que o Cremesp e o CFM absolveram os médicos.

 
“Em exames que foram recolhidos e fazem parte do processo consta que essas vítimas ainda apresentavam atividade cerebral. São arteriografias, exames semelhantes que mostravam que essas vítimas ainda apresentavam atividade cerebral. Nem sempre o que o Cremesp e o que o CFM decidem é levado em conta na acusação. O promotor e o juiz não são médicos. Os laudos que temos são de peritos médicos do IML.”

 

A respeito do suposto médium que procurava as famílias dos pacientes para pedir a autorização da doação de órgãos, Negrini afirmou que ouviu isso de familiares. “Mas nada foi comprovado posteriormente.”
 
 
Filha de paciente

O G1 falou com a parente de um dos pacientes mortos. Atualmente com 39 anos, ela pediu para não ser identificada, mas relatou o que ocorreu em 1986 com seu pai.


 
“Eu era adolescente e fui avisada que meu pai tinha sofrido um aneurisma cerebral. Um quadro que foi dito para a família que era irreversível. Foi feito o pedido da doação dos órgãos, dos rins, né? Do meu pai. E eles [médicos] chegaram em comum acordo que iriam doar sim os rins dele. E na época, assim, apesar de eu ser nova, jovenzinha, eu senti que tinha assim uma pressão que tinha que decidir rápido. Tinha que tomar uma decisão rápida, que eles tinham pressa”, disse a filha de uma das vítimas. “Uma morte cerebral. Foi constatada morte cerebral. Morte cerebral é irreversível, né? Eu fiquei na porta do centro cirúrgico. Eu vi quando saiu a caixinha do órgão dele.”

Em relação ao julgamento do caso Kalume em 2011, a mulher, que também é uma das testemunhas da acusação, disse que está ansiosa. “A expectativa de todos que estão envolvidos é de ter um desfecho de toda essa história. De a verdade realmente prevalecer e que seja feita a justiça.”


 
 
Outro lado

 
O G1 procurou os quatro médicos réus no processo de homicídio contra os quatro pacientes para comentar as acusações. Todos se defenderam, seja pessoalmente ou por meio de seus advogados. Disseram que havia um programa de transplante, sim, mas que os rins eram retirados de pacientes com morte encefálica e mediante autorização das famílias deles. Alegaram ainda serem inocentes dos crimes. Disseram que o Conselho Regional de Medicina os considerou inocentes das acusações e que tiveram prejuízos na carreira profissional e na vida pessoal por conta do que chamaram de acusações mentirosas.

“Ficou comprovado que [os pacientes] estavam em morte encefálica. Estavam mortos. Se os indivíduos estavam mortos, não tem como eu ser acusado de uma coisa, se eles estavam mortos. O que eu fiz…a minha participação foi no diagnóstico da morte encefálica”, disse o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, de 62 anos.

 

 
A respeito do julgamento, Fiore Júnior disse que aguarda somente ser absolvido pelos jurados. “Eu espero ser considerado inocente, né? Já que eu fui envolvido numa situação na qual eu não acho justa porque eu só fiz o diagnóstico da morte encefálica. Não participei de retirada de órgãos, não sei fazer isso, não entrei no centro cirúrgico, não tive contato com enfermagem de centro cirúrgico, não sei de nada disso. Isso daí foi a equipe de doação. A minha função era fazer o diagnóstico. Minha função como plantonista era fazer o diagnóstico da morte encefálica. E escrever e dizer para o médico intensivista: ‘está em morte encefálica’. Ele ou alguém do hospital comunicava a equipe de captação de órgãos que fazia… Eu não fazia parte da equipe de captação de órgãos. Desconheço a razão dessa acusação de envolvimento na morte encefálica porque eu não fiz… Eu só fiz o diagnóstico da morte encefálica”, afirmou.
O urologista Rui Noronha Sacramento, de 60 anos, também rebateu as acusações do Ministério Público. “Em primeiro lugar, é uma mentira a acusação. Em segundo, eu há 36 anos sou médico para cuidar da vida das pessoas e para melhorar a vida delas. Nunca agi contra a vida em nenhum momento da minha carreira. Na equipe que há vinte e tantos anos, na cidade de Taubaté, realizou retiradas de rim, nefrectomias de cadáver para transplante renal, e que realizou transplante renal na cidade de Taubaté e em outras cidades lá, eu era o cirurgião responsável pela retirada do órgão e pela colocação nos outros pacientes que precisavam do transplante. Nunca foi feita retirada de órgão de paciente que tivesse o menor sinal de vida”, disse.
O advogado João Romeu Correa Goffi, que defende Rui Sacramento, o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e o neurocirurgião Aurélio de Carvalho Monteiro, também afirmou que seus clientes são inocentes das acusações.
“Esses rapazes [médicos] estão sendo injustiçados, profundamente injustiçados. Quando foram feitas as retiradas dos rins, não estavam somente eles, equipe de transplante, presentes na sala. Havia estudantes de medicina, anestesistas, havia um grande corpo clínico, pessoas que se interessavam em conhecer o procedimento. Então, como num contexto desse pode ter havido algo tão grotesco? Eles disseram que pelo que foi apresentado a eles, não dava para afirmar que os pacientes estavam mortos. Só que nós alegamos que houve manipulação de documentos. Havia um convênio entre a equipe daqui e a polícia para fazer esse serviço. E depois com o Exército. A aeronave do Exército fazia o transporte desses órgãos para São Paulo. Era uma coisa totalmente pública”, disse o advogado Correa Goffi.

O G1 entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal em São Paulo e com o Exército, com sede na capital paulista, para comentar o assunto.


 
O departamento de comunicação da Polícia Rodoviária Federal disse desconhecer o transporte de órgãos humanos nos anos 80.
 
“Não é uma prática comum, corriqueira. Nem o transporte nem a escolta para o transporte. Se existir uma eventual solicitação, essa solicitação tem de ser devidamente documentada e oficiada. A polícia informa ainda que desconhece transporte de órgãos na década de 80. Os policiais têm treinamento de resgate, primeiros-socorros, e não transporte de um órgão humano. Nenhum policial rodoviário está autorizado a transportar órgãos”, informou o departamento de comunicação.

O Exército divulgou nota na qual nega que tenha auxiliado no transporte de órgãos de Taubaté a São Paulo. “Considerando que o primeiro voo com origem na Base Aérea de Taubaté ocorreu em abril de 1989, a Força não possui registros anteriores a esta data”, informou a nota.

 

Julgamento de médicos acusados de tráfico de órgãos deve terminar nesta quinta-feira 20/10/2011

Segundo o Ministério Público Estadual, os médicos, acusados de tráfico de órgãos, simulavam que os pacientes tinham sido vítimas de lesões cerebrais para retirar os rins. De acordo com o Ministério Público, os pacientes morreram por causa da extração dos órgãos.
“Como, na época, os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM), eles continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público alegou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos e simulavam morte encefálica para que fossem extraídos os órgãos destinados a transplantes.”
 
por Celso Galli Coimbra
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Julgamento de médicos acusados de tráfico de órgãos deve terminar nesta quinta-feira

 
Plantão | Publicada em 19/10/2011 às 20h09m
Agência Brasil
 

SÃO PAULO – O julgamento dos três médicos acusados de ter levado à morte quatro pacientes para a retirada dos rins deverá ser concluído nesta quinta-feira. Hoje foram ouvidos no Fórum Central de Taubaté (SP) os réus Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e Mariano Fiore Júnior. O terceiro acusado, o médico Rui Noronha Sacramento, foi interrogado ontem. Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morto no ano passado, também era acusado dos mesmos crimes.


Até o final da noite de hoje deve ser concluído o primeiro debate entre a promotoria e os advogados. Amanhã, a partir das 9h, deverá ocorrer a réplica da acusação e a tréplica da defesa. Depois está previsto a votação dos jurados e, posteriormente, a leitura da sentença.


Os crimes foram cometidos entre setembro e dezembro de 1986. Segundo o Ministério Público Estadual, os médicos, acusados de tráfico de órgãos, simulavam que os pacientes tinham sido vítimas de lesões cerebrais para retirar os rins. De acordo com o Ministério Público, os pacientes morreram por causa da extração dos órgãos.


Como, na época, os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM), eles continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público alegou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos e simulavam morte encefálica para que fossem extraídos os órgãos destinados a transplantes.


http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/10/19/julgamento-de-medicos-acusados-de-trafico-de-orgaos-deve-terminar-nesta-quinta-feira-925616859.asp

 
 

Enfermeira diz que viu paciente se debater em transplante feito por médicos acusados de fraudes e Tráfico de órgãos

Enfermeira diz que viu paciente se debater em transplante feito por médicos acusados de fraudes e Tráfico de órgãos
 
Rita Maria trabalhou mais de 15 anos com réus julgados nesta terça, em Taubaté
 

publicado em 18/10/2011 às 16h54:
 
Do R7, com Rede Record
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Reprodução/Rede Record
Veja fotos do 1º dia do julgamento

Rita Maria presenciou a retirada de um rim de uma paciente, que se debatia durante a cirurgia

 
A testemunha considerada peça chave no julgamento dos três médicos acusados de fraudar mortes para traficar órgãos contou que, há cerca de 20 anos, presenciou um paciente se debatendo durante um transplante de rim feito por dois dos réus. A enfermeira Rita Maria Pereira trabalhou mais de 15 anos com os médicos no Hospital Santa Isabel, em Taubaté (cidade a 140 km da capital paulista), e prestou depoimento na noite da segunda-feira (17).

 
 
– Nunca vi um paciente se debater na mesa de cirurgia. Estava o Fernando e o Pedro Henrique. Aí, o Pedro saiu da sala e o Fernando continuou [fazendo o transplante]. Depois, o Fernando saiu gritando porque não conseguia terminar a retirada do rim. Ele [o paciente] não parava de se debater. Aí, o Pedro Henrique veio até o paciente, pegou um bisturi e deu um pique na veia dele. E ele [paciente] parou.




O relato já havia sido feito, em 2001, pela enfermeira e, na ocasião, chocou a polícia e parlamentares, que decidiram criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o suposto esquema de tráfico de órgãos.

Depoimentos

Na tarde desta terça-feira (18), a Justiça ouvia as testemunhas de defesa convocadas pelos advogados dos réus. No total, nove pessoas prestarão depoimento a favor da inocência dos médicos. No primeiro dia de júri popular, que aconteceu na segunda-feira, sete testemunhas de acusação também prestaram depoimento.

Histórico 

Pedro Henrique Masjuan Torrecillas, Rui Noronha Sacramento e Mariano Fiore Júnior são acusados de quatro homicídios dolosos contra os pacientes Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobo e José Faria Carneiro, que morreram no Hospital Santa Isabel entre setembro e dezembro de 1986.

 
 
 

Depois de as vítimas passarem por operações, o neurocirurgião e legista Mariano Fiori concluía como causa mortis exclusivamente as lesões cerebrais experimentadas pelas vítimas (traumatismo craniano, raquimedular ou aneurisma), ocultando a causa direta, segundo o Ministério Público, das mortes: a retirada dos rins dos pacientes. 

Os prontuários médicos e os laudos das angiografias cerebrais relativos a esses pacientes foram apreendidos e submetidos à análise de peritos, que concluíram que as vítimas não tinham diagnóstico seguro de morte encefálica e, por isso, não poderiam ter sido submetidas a cirurgias de retirada dos rins.
Também foram denunciados pelos mesmos crimes os médicos Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, que morreu em 2010, e José Carlos Natrielli de Almeida, que acabou não sendo levado a júri a pedido do Ministério Público.

Relembre o caso

 

 

Homicídio doloso. Júri de médicos acusados de retirar rins de pacientes vivos

Homicídio doloso.
Júri de médicos acusados de tirar rins de pacientes vivos

 
Créditos: Reprodução/TV Globo  

Terminou às 19h45 desta segunda-feira (17) no Fórum Central de Taubaté, no interior de São Paulo, o primeiro dia de julgamento de três médicos acusados de matar quatro pacientes num hospital da cidade, ao retirar rins irregularmente das vítimas como parte de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos. O julgamento será retomado às 9h desta terça-feira (18).

Após 24 anos, teve início o júri do neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, agora com 62 anos, o urologista Rui Noronha Sacramento, de 60 anos, e o nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas. Eles respondem em liberdade ao crime de homicídio doloso (com intenção de matar). Segundo o Ministério Público, eles falsificaram prontuários de pacientes vivos, informando que eles estavam com morte encefálica (sem atividade cerebral e sem respiração natural) para convencer suas famílias a autorizarem a retirada dos rins para doação.

O Ministério Público informa que, nos anos 80, a equipe médica da Faculdade de Medicina de Taubaté (Unitau) usava o extinto Hospital Santa Isabel de Clínicas (Hosic), onde atualmente está localizado o Hospital Regional de Taubaté, para cometer os crimes e desvio de conduta ética e moral. Como hoje, na época a instituição era popular, mas atendia convênios médicos particulares.

Pela denúncia, José Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobo e José Faria Carneiro estavam vivos quando entraram no extinto Hosic e morreram após a retirada desses órgãos. De acordo com o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho, as vítimas morriam por outras complicações em razão da ausência desses órgãos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o júri popular deverá durar três dias. Na frente do Fórum, amigos dos acusados se reuniam em manifestação favorável aos médicos.

Nesta segunda estavam programados os depoimentos das testemunhas de acusação (sete no total) e de defesa (dez). Foram ouvidas todas as testemunhas de acusação e apenas uma de defesa. As outras irão falar ao júri nesta terça-feira (18). Posteriormente, os três médicos serão interrogados, e ocorrerão os debates do Ministério Público e advogados de defesa.

Os sete jurados vão, então, se reunir para decidir se os acusados são culpados ou inocentes do crime de homicídio doloso. A previsão é que a leitura da sentença pelo juiz Marco Antônio Montemor ocorra na noite de quarta-feira (19). Caso sejam condenados, cada um poderá pegar pena de 6 a 20 anos de reclusão.


Depoimentos

A enfermeira Rita Maria Pereira se emocionou na tarde desta segunda-feira (17) ao falar como um dos três médicos retirou irregularmente os rins de uma das quatro vítimas como parte de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos em 1986. O depoimento dela, o segundo do dia, durou uma hora, das 13h às 14h.

O primeiro foi da médica Gilzélia Fernandes Batista. Ela começou a falar por volta das 10h e terminou por volta das 12h. Comentou que era a responsável por guardar os prontuários médicos dos pacientes do hospital. Falou ainda que quando o caso ganhou repercussão nacional, por conta de matérias na imprensa em 1987, resolveu guardar os prontuários num cofre no subsolo do hospital.

“Os funcionários do setor de radioterapia tinham acesso ao cofre”, disse Gilzélia. Apesar disso, ela disse que os prontuários só foram entregues a um oficial de Justiça durante a madrugada após a divulgação do caso na TV. Falou ainda que a Polícia Civil quis pegar os prontuários, mas ela não deixou porque eles não tinham mandado para isso. Por esse motivo, a polícia abriu inquérito para apurar a conduta de Gilzélia. A médica ainda confirmou que é amiga do médico Roosevelt de Sá Kalume, responsável pela denúncia, e que foi madrinha de casamento dele.

Já Rita afirmou que no dia da morte de José Carneiro, uma equipe, da qual ela fazia parte, esperava o paciente no centro cirúrgico do hospital. Depois, ela falou que o homem havia sido levado para UTI, o que, segundo ela, causou estranhamento.

“Enquanto isso, duas médicas começaram a discutir e ouvi uma delas dizer: ‘Eu me recuso a participar disso.’ O paciente chegou e o doutor Pedro Henrique Torrecillas mandou que a enfermeira fosse buscar uma caixa. O doutor Torrecillas pegou um bisturi e enfiou no peito do paciente: ‘viu? É assim que se faz’”, disse a enfermeira Rita. De acordo com ela, o paciente parou de se mexer “Logo depois eu conversei com o doutor Fernando e ele disse, “não comente com ninguém o que aconteceu””.

Rita se emocionou ao falar que, após abrir o paciente, os rins dele foram retirados e colocados na caixa. Segundo a enfermeira, o médico Rui Sacramento chegou a intimidá-la em sua própria casa durante uma vista feita por ele. “Ele disse que eu também poderia ser culpada do que ocorreu.”

Os advogados dos médicos questionaram Rita a respeito do tamanho da lâmina do bisturi utilizado, o que gerou uma discussão entre o promotor e a defesa. “Nunca vi réu manipular teste processual no julgamento”, reclamou o promotor.

Segundo a denúncia, os órgãos abasteciam uma rede de transplantes. A suspeita é que os rins estavam sendo vendidos, sendo clínicas particulares de São Paulo as beneficiárias. Isso nunca foi comprovado pela Polícia Civil, que demorou a concluir o inquérito. O destino dos órgãos também é desconhecido. É possível que eles tenham sido transplantados em hospitais paulistanos.

A acusação da Promotoria contra os médicos se baseia somente no homicídio doloso. Segundo Friggi de Carvalho, laudos do Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Técnico Científica e do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) concluíram que os pacientes não estavam mortos antes da retirada dos rins.

Durante o processo, testemunhas relataram que até uma espécie de médium foi apresentado pelos médicos aos parentes para dizer que havia entrado em contato com o suposto morto no plano espiritual e ele havia pedido para os familiares autorizarem a doação.

Em setembro de 2010, em reportagem publicada pelo G1, os defensores dos réus negaram as acusações de que seus clientes forjaram documentos. Alegando inocência, a defesa deles sustentou que as retiradas dos rins foram feitas em pessoas que tiveram morte cerebral diagnosticada. Os réus disseram que exames de arteriografia mostraram que os pacientes estavam clinicamente mortos, em coma irreversível ou morte encefálica.

Os réus já disseram que os órgãos iam para o programa de transplantes de um convênio entre a Unitau e o Hospital das Clínicas (HC), da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Mas segundo o promotor Friggi de Carvalho, esse acordo jamais existiu. “Não há nenhum registro disso em lugar algum”, disse.


Caso Kalume
O caso veio à tona em 1987, quando o então diretor da mesma faculdade, o médico Roosevelt Kalume, procurou o Cremesp para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.

Na época, o assunto ficou conhecido nacionalmente e a imprensa o tratou como caso Kalume, em referência ao sobrenome do denunciante. O escândalo culminou com a abertura de inquérito policial em 1987 e até virou alvo em 2003 da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a atuação de organizações criminosas atuantes no tráfico de órgãos no Brasil.

Um dos depoimentos mais marcantes em Brasília foi de uma enfermeira que contou ter visto um paciente ter os órgãos retirados enquanto se debatia na mesa de cirurgia. A mulher também disse que um médico pegou o bisturi, enfiou no peito do homem e ele morreu. Nesta segunda, ela deverá falar pela primeira vez à Justiça sobre o que viu.

Os médicos foram absolvidos das acusações de tráfico de órgãos e eutanásia nos procedimentos administrativos e éticos do Cremesp, em 1988, e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 1993. Além disso, o caso em Taubaté ajudou na discussão a respeito da elaboração da atual lei que trata sobre a regulamentação dos transplantes de órgãos no país até hoje. Segundo o CFM, a lei é a 9.434, de 1997.

Em 1993, Kalume chegou a publicar um livro sobre o caso. Para narrar os fatos, ele usou nomes diferentes dos personagens da vida real. “Transplante”, no entanto, deixou de ser publicado. Apesar disso, a obra também faz parte do processo contra os médicos.

Já em 1996, após quase dez anos de investigação, a Polícia Civil de Taubaté concluiu o inquérito que responsabilizou quatro médicos pelas mortes de quatro pacientes. Um dos acusados morreu em maio deste ano. 


 

Fonte: Globo.com
 

Tráfico de orgãos. O julgamento dos três médicos acusados de ter levado à morte quatro pacientes

Julgamento de médicos acusados de tráfico de órgãos deve terminar amanhã. O julgamento dos três médicos acusados de ter levado à morte quatro pacientes para a retirada dos rins deverá ser concluído amanhã (19). Hoje foram ouvidos no Fórum Central de Taubaté (SP) os réus Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e Mariano Fiore Júnior. O terceiro acusado, o médico Rui Noronha Sacramento, foi interrogado ontem. Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morto no ano passado, também era acusado dos mesmos crimes.

19/10 às 19h04 – Atualizada em 19/10 às 19h04
Até o final da noite de hoje deve ser concluído o primeiro debate entre a promotoria e os advogados. Amanhã, a partir das 9h, deverá ocorrer a réplica da acusação e a tréplica da defesa. Depois está previsto a votação dos jurados e, posteriormente, a leitura da sentença.
 
Os crimes foram cometidos entre setembro e dezembro de 1986. Segundo o Ministério Público Estadual, os médicos, acusados de tráfico de órgãos, simulavam que os pacientes tinham sido vítimas de lesões cerebrais para retirar os rins. De acordo com o Ministério Público, os pacientes morreram por causa da extração dos órgãos.
 

Como, na época, os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM), eles continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público alegou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos e simulavam morte encefálica para que fossem extraídos os órgãos destinados a transplantes.

Tráfico de orgãos – três médicos acusados de retirar rins de pacientes já foram interrogados

Médicos acusados de retirar rins de pacientes são interrogados

 

Os três médicos acusados já foram interrogados e sentença pode ser dada nesta quinta-feira, com o fim do julgamento

Agência Brasil | 19/10/2011 19:12 – Atualizada às 21:59
 

Foto: AE Ampliar
O médico Pedro Henrique Masjuan Torrecillas é um dos acusados do crime em Taubaté

O julgamento dos três médicos acusados de ter levado à morte quatro pacientes para a retirada dos rins deve ser concluído quinta-feira (20). Nesta quarta-feira foram ouvidos no Fórum Central de Taubaté, interior de São Paulo, os réus Pedro Henrique Masjuan Torrecillas e Mariano Fiore Júnior. Torrecillas, acusado de ter matado o paciente José Carneiro com um golpe de bisturi, negou o fato e disse que a enfermeira Isabel Pereira, que o acusa, não teria participado da cirurgia.

Fiore Junior afirmou ter falado várias vezes à polícia sobre sumiço de documento do prontuário dos pacientes. “O delegado prevaricou?”, disse o promotor. Fiori respondeu que essa era uma palavra “muito forte”. Após ter prestado depoimento, na segunda, Kalume foi internado no Hospital Regional, em Taubaté, onde foi submetido a um cateterismo. Ele está internado, sem alterações no quadro clínico.

O terceiro acusado, o médico Rui Noronha Sacramento, foi interrogado na terça (18). Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morto no ano passado, também era acusado dos mesmos crimes.

Leia também: Doação de órgãos: legislação atual é à prova de tráfico, dizem especialistas

O terceiro dia do julgamento foi marcado pelo embate entre o promotor Mário Friggi e a defesa dos médicos. Friggi argumentou que havia em Taubaté um centro captador de rins – e não um programa de transplantes -, usado por hospitais particulares e intermediado pelo médico Emil Sabagga, um dos pioneiros de transplantes renais na América Latina. O equivalente a cerca de R$ 35 mil teria sido pago por um paciente ao hospital por um transplante. O promotor criticou o sistema brasileiro, que levou dez anos para encerrar o inquérito policial, e ironizou o fato de os réus negarem os fatos. “Não aconteceu nada aqui em Taubaté. Está tudo certo”, disse Friggi.

Ao se dirigir aos jurados, o promotor deu o tom do que deve ser a sua tese de acusação. Ele quis desqualificar a tentativa da defesa de apontar que a denúncia de Kalume tenha sido feita por ciúme e pela disputa de poder. “Será que tudo o que aconteceu aqui, toda a repercussão na mídia, foi apenas porque o dr. Kalume queria execrar publicamente essas pessoas?”, indagou.

Amanhã, a partir das 9h, deverá ocorrer a réplica da acusação e a tréplica da defesa. Depois está previsto a votação dos jurados e, posteriormente, a leitura da sentença. Se condenados, os médicos poderão ficar presos de 6 a 20 anos.

Os crimes foram cometidos entre setembro e dezembro de 1986. Segundo o Ministério Público Estadual, os médicos, acusados de tráfico de órgãos, simulavam que os pacientes tinham sido vítimas de lesões cerebrais para retirar os rins. De acordo com o Ministério Público, os pacientes morreram por causa da extração dos órgãos.

Como na época os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM), eles continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público alegou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos e simulavam morte encefálica para que fossem extraídos os órgãos destinados a transplantes.

 

Julgamento de médicos acusados de tráfico de órgãos em Taubaté entra no 3º dia

Julgamento de médicos acusados de tráfico de órgãos em Taubaté entra no 3º dia
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

19/10/2011 | 10h45 | Taubaté
 


O julgamento dos médicos Pedro Henrique Masjuan Torrecillas, Rui Noronha Sacramento e Mariano Fiore Júnior, acusados de matar pacientes para a retirar os rins que seriam utilizados em um esquema de tráfico de órgãos, recomeçou na manhã de hoje (19), no Fórum Central de Taubaté, no Vale do Paraíba. Desde o início do julgamento, na segunda-feira (17), já foram ouvidas as 17 testemunhas citadas no processo. O depoimento dos réus teve início ontem (18), quando foi interrogado o médico Rui Noronha Sacramento. Neste momento está sendo ouvido Pedro Henrique Masjuan.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, está marcado para o período da tarde o interrogatório do réu Mariano Fiore Júnior. Estão programados também para hoje os debates entre acusação e defesa. Porém, se o depoimento de Fiore Júnior se alongar muito, o julgamento só deve terminar amanhã (20).

Os crimes ocorreram em 1986, mas como os réus foram absolvidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo do Conselho Federal de Medicina (CFM), eles continuaram exercendo a profissão. Em denúncia apresentada à época, o Ministério Público Estadual (MPE) alegou que os laudos médicos atestando as mortes de quatro pacientes eram falsos e simulavam morte encefálica para que fossem extraídos os órgãos destinados a transplantes.

Outro acusado de envolvimento no caso, o médico Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morreu no ano passado.

A acusação é feita pelo promotor de Justiça Mário Augusto Friggi de Carvalho.
Da Agência Brasil

 

Brasil – Ex-enfermeira afirma que médicos retiraram rim de paciente vivo

Ex-enfermeira afirma que médicos retiraram rim de paciente vivo

 

São Paulo – A ex-enfermeira Rita Pereira afirmou nesta terça-feira que durante a extração do rim de José Faria Carneiro, em dezembro de 1986 em um hospital de Taubaté (SP), o paciente ainda estava vivo. O testemunho foi durante acareação com a anestesista Lenita Beuno Bassi. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Rita ainda disse que após a retirada dos órgãos, o paciente ainda se debateu na maca, quando o médico enfiou um bisturi no peito para o corpo ficar inerte e dizer: “viu, é assim que se faz.”

Os médicos Pedro Henrique Masjuan Torrecillas, Rui Noronha Sacramento e Mariano Fiore Júnior estão sendo julgados no Fórum Central de Taubaté, cidade  do Vale do Paraíba, no interior paulista. Junto com o colega de profissão Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro – que morreu no ano passado – eles são acusados de ter levado à morte quatro pacientes para a retirada dos rins que seriam utilizados em um esquema de tráfico de órgãos.

Os crimes foram praticados entre setembro e dezembro de 1986. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os médicos simulavam que os pacientes tinham sido vítimas de lesões cerebrais quando, na verdade, eles perderam a vida em consequência da extração dos órgãos.

Júri de médicos acusados de retirar rins de pacientes vivos

 

Júri de médicos acusados de retirar rins de pacientes vivos entra no 3º dia

 

Eles respondem por homicídio doloso contra quatro pacientes em 1986.


Júri ocorre em Taubaté, interior de SP; réus negam crime de assassinato.

Kleber Tomaz Do G1 SP
 
 
O julgamento de três médicos acusados de matar quatro pacientes num hospital de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, em 1986, ao retirar rins irregularmente das vítimas como parte de um suposto esquema de tráfico de órgãos humanos, entrou no terceiro dia seguido nesta quarta-feira (19) no Fórum Central da cidade. O júri foi retomado às 9h20.


Nesta manhã começou o interrogatório do nefrologista Pedro Henrique Masjuan Torrecillas. Depois será ouvido o neurocirurgião Mariano Fiore Júnior, de 62 anos. Na terça-feira (18) o urologista Rui Noronha Sacramento, 60, foi interrogado por quase três horas.


Os três réus respondem em liberdade e no exercício legal de suas profissões pelo crime de homicídio doloso (com intenção de matar) dos pacientes José Miguel da Silva, Alex de Lima, Irani Gobbo e José Faria Carneiro.
Estão programados ainda os debates entre o Ministério Público, responsável pela acusação, e os advogados de defesa dos acusados. Posteriormente, os sete jurados deverão se reunir para decidir se os médicos são culpados ou inocentes pelas mortes dos pacientes. Em seguida, o juiz Marco Antônio Montemor fará a leitura da sentença.

 
 



Decisão


Segundo informou nesta manhã a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, somente durante esta tarde é que será possível saber se a sentença será dada ainda nesta quarta, durante a noite. Outra possibilidade é de que o júri seja retomado na quinta-feira (20) e a decisão sobre os réus seja conhecida à noite.

Caso sejam condenados, cada um dos médicos poderá pegar pena de 6 a 20 anos de reclusão. Outra hipótese é a de absolvição. Durante a fase processual, os três médicos sempre negaram ter cometido os assassinatos dos quais são acusados.

Segundo a Promotoria, os médicos falsificaram prontuários de pacientes vivos, informando que eles estavam com morte encefálica (sem atividade cerebral e sem respiração natural) para convencer suas famílias a autorizarem a retirada dos rins para doação.

O promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho informa que, nos anos 80, a equipe médica da Faculdade de Medicina de Taubaté (Unitau) usava o extinto Hospital Santa Isabel de Clínicas (Hosic), onde atualmente está localizado o Hospital Regional de Taubaté, para cometer os crimes e desvio de conduta ética e moral. Como hoje, na época a instituição era popular, mas atendia convênios médicos particulares.


Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro pacientes estavam vivos quando entraram no extinto Hosic e morreram após a retirada desses órgãos há mais de 24 anos. Segundo o promotor, as vítimas morriam por outras complicações em razão da ausência desses órgãos.


O júri começou na manhã de segunda-feira (17), com o depoimento das testemunhas arroladas pela acusação: o médico Roosevelt de Sá Kalume (que revelou o caso), a médica Gilzélia Batista (responsável por guardar os prontuários médicos), a enfermeira Rita Maria Pereira (que afirmou ter visto um médico retirar os órgãos de um paciente vivo), o médico César Vilela, Ivã Gobbo (irmão de um dos pacientes mortos), Regina Teixeira (telefonista que trabalhava no setor de prontuários), Lenita Bueno (médica anestesista). Também foi ouvida na segunda a testemunha de defesa Paulo Arantes de Moura.


Na terça, foram ouvidas seis testemunhas solicitadas pela defesa, outras três foram dispensadas. Nesse mesmo dia, também aconteceu uma acareação entre a enfermeira Rita Pereira e uma anestesista que negou ter ocorrido retirada de órgãos de paciente vivo.


Em seu interrogatório, Rui Sacramento voltou a negar que foram retirados rins de pacientes vivos e afirmou que Kalume revelou o suposto esquema por “disputa de poder”.


Caso Kalume


Kalume, que chegou a ser internado no início da noite de segunda no Hospital Regional de Taubaté com taquicardia após prestar seu depoimento. Ele foi o responsável por revelar o caso em 1987. Então diretor da mesma faculdade, o médico procurou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para informar que um programa ilegal de retirada de rins de cadáveres para doação e transplantes acontecia sem o seu conhecimento e aval.

Na época, o assunto ficou conhecido nacionalmente e a imprensa o tratou como caso Kalume, em referência ao sobrenome do denunciante. O escândalo culminou com a abertura de inquérito policial em 1987 e até virou alvo em 2003 da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava a atuação de organizações criminosas atuantes no tráfico de órgãos no Brasil.


Os médicos foram absolvidos das acusações de tráfico de órgãos e eutanásia nos procedimentos administrativos e éticos do Cremesp, em 1988, e do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 1993. Além disso, o caso em Taubaté ajudou na discussão a respeito da elaboração da atual lei que trata sobre a regulamentação dos transplantes de órgãos no país até hoje. Segundo o CFM, a lei é a 9.434, de 1997.


Em 1993, Kalume chegou a publicar um livro sobre o caso. Para narrar os fatos, ele usou nomes diferentes dos personagens da vida real. “Transplante”, no entanto, deixou de ser publicado. Apesar disso, a obra também faz parte do processo contra os médicos.


Já em 1996, após quase dez anos de investigação, a Polícia Civil de Taubaté concluiu o inquérito que responsabilizou quatro médicos pelas mortes de quatro pacientes. Um dos acusados morreu em maio deste ano.
Médium


A acusação da Promotoria contra os médicos se baseia somente no homicídio doloso. Segundo Friggi de Carvalho, laudos do Instituto Médico-Legal (IML), da Polícia Técnico Científica e do Cremesp concluíram que os pacientes não estavam mortos antes da retirada dos rins.


Durante o processo, testemunhas relataram que até uma espécie de médium foi apresentado pelos médicos aos parentes para dizer que havia entrado em contato com o suposto morto no plano espiritual e ele havia pedido para os familiares autorizarem a doação.


Em setembro de 2010, em reportagem publicada pelo G1, os defensores dos réus negaram as acusações de que seus clientes forjaram documentos. Alegando inocência, a defesa deles sustentou que as retiradas dos rins foram feitas em pessoas que tiveram morte cerebral diagnosticada. Os réus disseram que exames de arteriografia mostraram que os pacientes estavam clinicamente mortos, em coma irreversível ou morte encefálica.


Os réus já disseram que os órgãos iam para o programa de transplantes de um convênio entre a Unitau e o Hospital das Clínicas (HC), da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Mas segundo o promotor Friggi de Carvalho, esse acordo jamais existiu. “Não há nenhum registro disso em lugar algum”, disse.


Enquanto isso, amigos e parentes dos acusados dividem espaço com os familiares dos pacientes mortos no plenário onde ocorre o julgamento do caso Kalume. De um lado, estudantes de medicina com camisetas com inscrições em favor dos réus torcendo pela absolvição deles. Do outro, pessoas querendo a condenação dos acusados.

Agencias governamentais e políticas de experimentos médicos em seres humanos – CIA Gone Wild

Estratégias história bizarra de LSD e  maconha – Agencias governamentais e políticas de experimentos médicos em seres humanos. Cidadãos inconscientes ou incapazes são os pobres, pessoas usadas em experiências que levam ao desenvolvimento de técnicas empregadas ainda hoje de controle da mente. Entre os detalhes revelados são os esforços para armar o LSD para em campo de batalha e testes injustos em civis inocentes, incluindo crianças. Experimentação científica e médica nas áreas de Controle da Mente, Operações Psicológicas, Interrogatório, Tortura, Psico-Armamento, armas Químicas e Biológicas para matar.  Os fatos sujos da história da CIA estratégias militares de 1950 e da Guerra Fria.


Hank Albarelli to speak in NYC!

I’m delighted to announce that Hank Albarelli will be speaking, and signing copies of his
staggering new book, A Terrible Mistake, at the McNally Jackson Bookstore on Monday,
May 10, at 7:00 p.m.
The store is at 52 Prince St., b/t Lafayette and Mulberry.
Be there or be square!
MCM
CIA Gone Wild

H. P. Albarelli’s True Thriller: A Terrible Mistake – The Murder of Frank Olson and the CIA’s Secret Cold War Experiments. A Runaway Best Seller

This book is like an ticking time bomb on the CIA. The CIA Used Innocent Men, Women and Children as Innocent Human Guinea Pigs in LSD Experiments? And Worse.

Taking on the CIA is not for the faint of heart. It takes toughness, tenacity, and an undisputed moral compass. It’s those core values that compelled Hank Albarelli Jr. to spend ten years uncovering the dark truths in his formidable expose: A Terrible Mistake – The Murder of Frank Olson and the CIA’s Secret Cold War Experiments.

This book reveals a rogue government agency whose defining characteristic is dirty, scorched-earth policies carried out at any cost. It brings to light of day important new information from the 1950′s heyday of Olson’s work, delving into military and CIA Cold War experimentation, information which Olson’s death was intended to bury. Unwitting citizens were the subjects of mind-control experiments which lead to the development of techniques still employed today at Black Sites around the world. Among the details revealed are efforts to weaponize LSD for battlefield use and unconscionable tests on innocent civilians, including children.

Albarelli takes the mystery out of the darkest corners in CIA’s history – and he relates the story with character, with conviction, and with the blinders off. This is a riveting read, his text, defiantly disturbing, his writing style passionately grounded in reality; the whole, mesmerizingly capable of big, smacking, rhetorical home runs.

The scenes in his book are filled with characters deep into intrigue, their identity always in flux, like floating human jello. And yet these people, some, we discover, still in power, have the ability to tear somebody in two like they were a slice of bread. The conclusions of his detective work fit together like sword and scabbard. The book reads like fiction, yet we are reminded over and over again that we are dealing with long-denied truths.

The hard dirty facts of the CIA’s history come alive as you obsessively turn the pages. You’re riveted as he explores 1950′s Military and CIA Cold War Scientific and Medical experimentation in the fields of Mind Control, Psychological Operations, Interrogation, Torture, Psycho-Weaponry, Chemical and Biological Assassination .

Albarelli has racked 10 years of rough mileage researching this book, culling over 100,000 pages of classified documents, his track record cratered with deliberate potholes created by the Manhattan district attorney’s office, which was also investigating the case, was nothing less than an exercise in squaring off with subterfuge.

I won’t reveal the mystery Albarelli solves, i.e., who killed Frank Olson and why, but the long build-up describing the various covert operations of the intelligence agencies, well-documented in the book, builds to a startling pay-off.

Albarelli gives his readers so much juicy information, a veritable tsunami of exposed secrets and incrementing evidence. He details a myriad of CIA drug experiments and exposes a large number of previously anonymous physicians and business officials who contracted with the agency. The experiments resulted in the deaths of a number of people, permanently destroying the minds of others and sending many more seeking medical help.

The human faces of evil come alive. We become acquainted with some of the Agency’s creepiest characters including: Dr. Sidney Gottlieb, head of the notorious MKULTRA program, whose mind control techniques included extensive use of LSD; the evil psychiatrist Dr. Harold Abramson; various Corsican mafia kingpins; and the ultimate spy, Pierre Lafitte who was not only ignominiously descended from the famous pirate captain, Jean Lafitte, he was also a paid CIA assassin, who just happened to be working as a bellman at the Statler Hotel the night Olson plunged to his death on a November night in 1953.

Frank Olson’s short descent from respected biochemist to an obituary footnote didn’t take long. But, there are no statute-of-limitations on murder.

What did Dr. Olson, a CIA scientist himself, do to deserve such a violent demise? After having been previously dosed with LSD, Olson crashed through a closed and shaded 10th story window of the Hotel Statler on 7th Ave in Manhattan. It was called a suicide. In the 1970′s Dick Cheney and Donald Rumsfeld succeeded in blocking his family’s request for a new investigation into his death. Later, the Bush administration pushed for the legalization of some of the very torture techniques they had so successfully protected in the 1970′s.

Whose secrets were being protected?

Hank Albarelli’s chiller of a thriller “A Terrible Mistake, the Murder of Frank Olson and the CIA’s Secret Cold War Experiments”, a 900+ page volume based on over 100,000 pages of documents and interviews show how Frank Olson was actually murdered.

Why? The CIA was hell-bent on perfecting mind control techniques, including the creation of a “truth drug,” for use in interrogation of captured enemy operatives and to root out “the enemies within”.

Beginning in the 1940s Project BLUEBIRD began. These experiments were used on American citizens held captive in mental hospitals, without informed consent. The CIA also birthed synthetic THC, the active ingredient in marijuana, used in Project MKULTRA using human beings as guinea pigs with LSD and hypnosis.

A TERRIBLE MISTAKE reads like a roadmap to the drug culture of the 1960s and beyond. This investigation of unprecedented depth, including numerous first hand interviews, links yesteryear’s electric KoolAid with today’s “shock doctrine.”

In 1995, when Albarelli began to seriously investigate the strange death of Dr. Olson, 42, little did he suspect his investigations would span over 10 years and take him down the rabbit hole of history into the CIA’s deep involvement with drugs. Encountering fierce opposition from varied and surprising forces, he persisted, learning for himself the harsh lessons one gains in the pursuit of truth.

The seemingly unrelated mysteries of Dr. Olson’s strange “suicide” in New York City in 1953 and the bizarre hallucinogenic outbreak in a small French village in August 1951 have independently provoked and perplexed serious investigators as related in countless accounts on the Internet and televised news features and documentaries for decades. While Olson’s death has long been suspect, little was offered in the way of real evidence, which now smacks of a classic government cover up which for years went undetected in the innocence of pre Vietnam 1950′s America. Now, Olson’s death can be definitively ruled a murder and the French outbreak explained as a sloppy military maneuver which resulted in the callous disregard of hundreds of innocent unwitting lives, some of whom took their own lives as an escape from the horror, others were doomed to a subsequent lifetime of insanity.

http://www.dailykos.com/story/2010/1/24/818682/-A-Terrible-Mistake:
The shocks never stop.
In late 1953 a high-ranking official of the Sandoz Chemical Company meeting with a CIA official made a startling revelation, that the 1951 so-called ergot outbreak in the French town of Pont St. Esprit was actually the result of a planned and secret biochemical experiment which resulted in the deaths of five people and also caused 300 people to seek medical care or to be placed in insane asylums for treatment. At the outset of Albarelli’s investigation, the outbreak was but a minor footnote in the bizarre history of LSD, but over time, fueled by the receipt of several never-before viewed CIA and White House documents it became amply apparent that the two events were inextricably connected.

* The cursed bread of Pont-Saint-Esprit 50 years ago has turned out to have been a CIA mind control experiment.

It happened in 1951, a quiet little village in France become struck with a sudden wave of hallucinations and insanity. It had been believed for some time that the incident was caused by accidental bread poisoning but an investigative journalist now believes that it had actually been an intentional experiment conducted by the CIA during the cold war.

[hank Albarelli Did the CIA test LSD in the NYC Subway System 1

 
 
Hank Albarelli falar em NYC!
Estou muito feliz em anunciar que Hank Albarelli estará falando, e assinando cópias de seu novo livro surpreendente, um erro terrível, na Livraria McNally Jackson na segunda-feira, 10 de maio, às 19:00
A loja é de 52 Príncipe St., b / t Lafayette e Mulberry.

MCM
CIA Gone Wild

Suspense verdadeira HP Albarelli é: um terrível engano – O Assassinato de Frank Olson e secreto da CIA Experimentos Guerra Fria. Um best-seller
Este livro é como uma bomba-relógio na CIA. A CIA Usado Inocêncio Homens, mulheres e crianças como inocentes cobaias humanas em experiências de LSD? E pior. 


Assumindo a CIA não é para os fracos de coração. Leva resistência, tenacidade e uma bússola moral indiscutível. São esses valores essenciais que compeliu Hank Albarelli Jr. para passar 10 anos descobrir as verdades escuras em sua formidável expor: um erro terrível – O Assassinato de Frank Olson e secreto da CIA Experimentos Guerra Fria. Este livro revela uma agência do governo desonestos cuja característica principal é suja, de terra arrasada políticas levadas a cabo a qualquer custo. Ela traz à luz de informações importantes novo dia de 1950 auge do trabalho de Olson, investigando militares e experimentação Guerra Fria CIA, as informações que a morte de Olson foi destinado a enterrar. Cidadãos inconscientes foram os temas de controle da mente experiências que levam ao desenvolvimento de técnicas empregadas ainda hoje em Sites preto ao redor do mundo. Entre os detalhes revelados são os esforços para armar o LSD para uso no campo de batalha e testes injusto para os civis inocentes, incluindo crianças. Albarelli acaba com o mistério do cantos mais escuros da história da CIA – e ele relata a história com o personagem, com convicção, e com a venda dos olhos. Esta é uma leitura fascinante, seu texto, desafiadoramente perturbador, seu estilo de escrita apaixonadamente fundamentada na realidade, o todo, mesmerizingly capaz de grandes, batendo, home runs retórica. 

 
As cenas em seu livro é repleto de personagens profundamente na intriga, a sua identidade sempre em fluxo, como gelatina humana flutuante. E ainda assim essas pessoas, algumas, descobrimos, ainda no poder, têm a capacidade de rasgar alguém em dois como se fossem uma fatia de pão. As conclusões de seu trabalho de detetive se encaixam como espada e bainha. O livro lê-se como ficção, ainda somos lembrados de uma e outra vez que estamos lidando com uma longa negado verdades.                     


Os fatos sujos da história da CIA vir vivo como você obsessivamente virar as páginas. Você está rebitado como ele explora de 1950 militares e da CIA Guerra Fria experimentação científica e médica nas áreas de Controle da Mente, Operações Psicológicas, Interrogatório, Tortura, Psico-Armamento, Química e Biológica Assassination.

 
Albarelli acumulou 10 anos de quilometragem aproximada pesquisando este livro, o abate de mais de 100.000 páginas de documentos classificados, seu histórico de crateras de buracos deliberada criado pelo escritório do distrito de Manhattan advogado, que também estava investigando o caso, foi nada menos do que um exercício de quadratura fora com subterfúgio. 


Não vou revelar o mistério Albarelli resolve, ou seja, que matou Frank Olson e porquê, mas a longo build-up descrevendo as diversas operações secretas das agências de inteligência, bem documentado no livro, constrói um surpreendente pay-off.


Albarelli dá seus leitores tanta informação suculento, um verdadeiro tsunami de segredos expostos e as provas de incremento. Ele detalha uma miríade de experiências com drogas CIA e expõe um grande número de médicos anteriormente anônimo e funcionários de empresas que contratou com a agência. Os experimentos resultou na morte de um número de pessoas, destruindo permanentemente a mente dos outros e enviar muitos mais procuram ajuda médica.


Os rostos humanos do mal vir vivo. Nos familiarizamos com alguns dos mais arrepiantes personagens da Agência, incluindo: Dr. Sidney Gottlieb, chefe do programa MKULTRA notório, cuja mente técnicas de controle da mente incluíram o uso extensivo de LSD; o mal psiquiatra Dr. Harold Abramson; vários chefões da máfia da Córsega, e o máximo espião, Pierre Lafitte, que não foi apenas ignominiosamente desceu do famoso pirata capitão, Jean Lafitte, ele também era um assassino pago CIA, que passou a ser apenas trabalhando como carregador no Hotel Statler a Olson noite mergulhou para a morte em um novembro noite, em 1953.


Descida curta Frank Olson do bioquímico respeitada a uma nota obituário não demorou muito. Mas, não há lei-de-limitações em assassinato.
O que Dr. Olson, um cientista da CIA si mesmo, para merecer tal morte violenta? Depois de ter sido previamente tratados com LSD, Olson caiu através de uma janela história fechada e sombreada 10 do Statler Hotel no dia 7 de Ave, em Manhattan. Foi chamado um suicídio. Na década de 1970 Dick Cheney e Donald Rumsfeld conseguiu bloquear pedido de sua família para uma nova investigação sobre sua morte. Mais tarde, o governo Bush pressionou para a legalização de algumas das técnicas de tortura muito eles tinham tanto sucesso protegidos em 1970.
Cujos segredos foram sendo protegido?
Chiller Hank Albarelli de um thriller “um erro terrível, o assassinato de Frank Olson e secreto da CIA Experimentos Guerra Fria”, um 900 + volume de páginas com base em mais de 100.000 páginas de documentos e entrevistas mostram como Frank Olson foi realmente assassinado.


Por quê? A CIA foi que teimam em aperfeiçoar técnicas de controle mental, incluindo a criação de um “soro da verdade”, para uso em interrogatórios de agentes inimigos capturados e para acabar com “os inimigos de dentro”. Início na década de 1940 do Projeto BLUEBIRD começou. Estes experimentos foram usados ​​em cidadãos norte-americanos mantidos em cativeiro em hospitais psiquiátricos, sem o consentimento informado. A CIA também birthed THC sintético, o ingrediente ativo da maconha, usada em Projeto MKULTRA usando seres humanos como cobaias com LSD e hipnose. Um erro terrível lê como um roteiro para a cultura da droga dos anos 1960 e além. Esta investigação de profundidade sem precedentes, incluindo inúmeras entrevistas em primeira mão, Koolaid elétrica ligações de ontem com a de hoje “doutrina de choque” elétrico. Em 1995, quando começou a Albarelli investigar seriamente a estranha morte do Dr. Olson, 42 anos, ele pouco fez suspeitar de suas investigações atravessaria mais de 10 anos e levá-lo para baixo o coelho buraco da história em profundo envolvimento da CIA com drogas. Encontrando forte oposição das forças variada e surpreendente, ele persistiu, aprendendo por si mesmo as duras lições se ganha na busca da verdade.
Os mistérios aparentemente sem relação de “suicídio” Dr. Olson é estranho, em Nova York em 1953 eo surto alucinógeno bizarra em uma pequena aldeia francesa em agosto de 1951 tem provocado de forma independente e perplexos pesquisadores sérios como relacionados em inúmeros relatos na internet e reportagens na televisão e documentários durante décadas. Embora a morte de Olson tem sido suspeito, pouco foi oferecido na forma de evidência real, que agora cheira a uma capa clássica de governo que durante anos não foi detectada na inocência de pré Vietnam EUA em 1950. Agora, a morte de Olson podem ser definitivamente descartada um assassinato eo surto francês explicou como uma manobra malfeita militar que resultou no desprezo de centenas de inocentes vidas inconscientes, alguns dos quais tiraram suas próprias vidas como uma fuga do horror, outros foram condenados a uma vida posterior de insanidade.

 
http://www.dailykos.com/story/2010/1/24/818682/-A-Terrible-Mistake: 


Os choques nunca parar.
Falecido em 1953 um funcionário de alto escalão da reunião Chemical Company Sandoz com um oficial da CIA fez uma revelação surpreendente, que o surto de 1951 ergot chamados na cidade francesa de St. Esprit Pont foi realmente o resultado de um bioquímico planejada e secreto experimento que resultou na morte de cinco pessoas e também causou 300 pessoas a procurar assistência médica ou para ser colocado em manicômios para o tratamento. No início da investigação Albarelli, o surto foi, mas nota menor na história bizarra de LSD, mas com o tempo, alimentado pelo recebimento de várias CIA nunca antes vistos e documentos da Casa Branca tornou-se amplamente evidente que os dois eventos estavam inextricavelmente conectado.
* O pão maldito de Pont-Saint-Esprit de 50 anos acabou por ter sido uma experiência CIA controle da mente. 


Foi o que aconteceu em 1951, uma aldeia pacata na França se feriu com uma onda repentina de alucinações e insanidade. Acreditava-se há algum tempo que o incidente foi causado por envenenamento acidental pão, mas um jornalista investigativo acredita agora que tinha sido realmente uma experiência intencional realizado pela CIA durante a Guerra Fria.
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