A correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças auto-imunes é uma opção terapêutica baseada em evidência científica

Segundo a experiência pioneira do Dr Cicero Coimbra, MD, PhD, Professor Associado de Neurologia e Neurociência da Universidade Federal de São Paulo, Brasil, a correcção terapêutica dos níveis sanguíneos de vitamina D3, pela toma continuada de doses elevadas, ou muito elevadas, de vitamina D3 sob controlo médico, pode reverter em parte ou na totalidade os sintomas da doença e mesmo fazer a doença entrar em remissão. (14)

 

A correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças auto-imunes é uma opção terapêutica baseada em evidência científica

 

Por Dra Cristina Sales

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Dra Cristina Sales na revista Notícias Magazine

Foto e entrevista http://www.jn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=2609289 em Quarta-Feira, 20 Junho, 2012

Autoimunes e Vitamina D3

Doenças autoimunes e vitamina D3

Criamos uma consulta multidisciplinar para aplicação do protocolo de correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças auto-imunes que segue a metodologia e tem o apoio do Dr Cícero Coimbra, seu autor.

A 1ª etapa do protocolo de correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças auto-imunes, que é constituida por uma consulta médica e uma consulta de nutrição.


Ambas as consultas são agendadas para o mesmo dia.

As consultas médicas serão realizadas pela Dra Cristina Sales ou pela Dra Filomena Vieira.

As consultas de nutrição serão realizadas pela Dra Daniela Seabra ou pela Dra Helena Santos.

Para marcação de consulta queira informa-se clicando aqui .

Informação científica:

A correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 nas doenças autoimunes é uma opção terapêutica baseada em evidência científica

 

A investigação científica recente mostrou que a vitamina D3, para além do conhecido papel no metabolismo do cálcio e processo de ossificação, tem múltiplas acções no organismo, com relevância para uma importante intervenção no sistema imunitário.

A amplitude da sua acção e o facto de todas as células do organismo humano terem receptores para esta substância sugerem tratar-se não de uma vitamina mas de uma pró-hormona (1).

 

A síntese da vitamina D3, no organismo humano, é feita pela pele e depende totalmente da sua exposição solar. Para produzir a quantidade necessária de vitamina D3 é preciso expor ao sol as pernas, braços, pescoço e face durante, pelo menos, 15minutos, ao inicio da manhã ou ao fim da tarde quando a inclinação do sol provoca uma sombra do tamanho da pessoa.
A vida urbana moderna e o uso de protectores solares impossibilitam a produção de vitamina D3 na quantidade suficiente. O afastamento da zona geográfica onde se habita do equador representa mais um factor de risco.
Verifica-se, por outro lado, que a grande maioria da população dos países industrializados é deficitária em vitamina D3. O deficit de vitamina D3 promove a osteoporose e as patologias dentárias, aumenta a incidência dos cancros de mama, de próstata e de cólon e de doenças cardiovasculares.

 

Há pessoas cujo perfil genético interfere, de forma dramática, no metabolismo da vitamina D3, condicionando níveis sanguíneos muito baixos de vitamina D3 (2).
A grande maioria das pessoas com doenças auto-imunes pertence a este grupo populacional e apresenta uma grave deficiência em vitamina D3.

 

De entre as doenças auto-imunes, a esclerose múltipla é aquela em que a evidência científica é mais contundente. Existem mais de 3.600 (3) estudos científicos publicados que mostram a relação entre esclerose múltipla e deficiência em vitamina D3.

 

A alta frequência de surtos e elevada severidade das sequelas neurológicas (paraplegia, cegueira) correlaciona-se com níveis circulantes mais baixos de vitamina D tanto em adultos (4, 5) como em crianças (6).

 

Em 1986 um estudo mostrou que a vitamina D3, em doses modestas (5.000 UI por dia) foi capaz de reduzir em mais de 50% a frequência de surtos em portadores de esclerose múltipla (7).

 

Em 2007 um estudo envolvendo 12 doentes por um período de 28 semanas mostrou que a administração de doses progressivamente elevadas ao longo de 7 meses  (a partir da dose semanal de 28.000 UI = 4.000 UI por dia, até ser atingida a dose semanal de 280.000 UI = 40.000 UI por dia), levaram à redução das lesões activas em comparação com o número de lesões activas encontradas nos mesmos pacientes antes desses 7 meses, não sendo verificada a ocorrência de efeitos colaterais (8).

 

Um estudo “duplo-cego, randomizado” publicado em 2012, mostra a redução do número de lesões activas no grupo tratado com doses relativamente baixas de vitamina D (20.000 UI por semana) durante apenas 1 ano, além de diversas outras melhoras, sem efeitos colaterais verificados (9), em comparação com o grupo que recebeu apenas interferon + placebo.

 

Em Junho 2012, a publicação científica “Currente Opinion in Neurology” num artigo intitulado “Vitamin D and multiple sclerosis: epidemiology, immunology, and genetics” conclui “continuarem a acumular-se evidências em relação ao papel protector da vitamina D contra o risco da esclerose múltipla se desenvolver e contra a progressão da doença (10).
Um dado da maior relevância na abordagem terapêutica das doenças auto-imunes é que a acção imunitária da vitamina D3 diminui a resposta auto-imune ao mesmo tempo que mantém, ou mesmo aumenta, a capacidade de defesa face a doenças infecto-contagiosas.
De facto, na qualidade de potente pró-hormona imuno-reguladora, a vitamina D inibe a resposta imunológica direccionada contra o próprio organismo  (denominada pelos imunologistas como “TH17”), tanto em indivíduos saudáveis (11) como nos portadores de esclerose múltipla (12)  sem inibir a resposta direccionada contra infecções e pelo contrário, potencializando a resposta antimicrobiana, tal como se verifica, por exemplo, no tratamento da tuberculose pulmonar (13).

 

Se a evidência científica é especialmente bem suportada no caso da esclerose múltipla, a correcção terapêutica da deficiência em vitamina D3 assume-se como um dever ético e pode beneficiar igualmente os doentes com outras doenças auto-imunes – artrite reumatóide, lupus, diabetes tipo1, tiroidite de Hashimoto – que apresentem deficit de vitamina D3.
Segundo a experiência pioneira do Dr Cicero Coimbra, MD, PhD, Professor Associado de Neurologia e Neurociência da Universidade Federal de São Paulo, Brasil, a correcção terapêutica dos níveis sanguíneos de vitamina D3, pela toma continuada de doses elevadas, ou muito elevadas, de vitamina D3 sob controlo médico, pode reverter em parte ou na totalidade os sintomas da doença e mesmo fazer a doença entrar em remissão. (14)

 

As DDR – doses diárias recomendadas – de vitamina D3 que ao longo de décadas têm sido 200, 400 ou 600 UI, mostram-se totalmente desadequadas para repor o nível sérico nos doentes cujos perfis genéticos condicionam o normal metabolismo da vitamina D3, desde a sua absorção até ao seu efeito biológico.

 

As pessoas portadoras de EM são parcialmente resistentes à vitamina D em decorrência de polimorfismos genéticos (2)necessitando,  portanto, de doses muito maiores para obterem o mesmo efeito biológico dessa potente pró-hormona imuno-reguladora.

 
A administração diária de 1.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 5 ng/mL(12.5 nmol/L); já a administração diária de 5.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 36 ng/mL(90 nmol/L); a administração diária de 10.000 UI eleva a concentração plasmática de vitamina D em cerca de 64 ng/mL (160 nmol/L) (15).

 

A terapêutica com doses elevadas, ou muito elevadas, de vitamina D3 comporta alguns riscos. Por isso, este tratamento deve ser acompanhado por um regime alimentar específico e ser sujeito a uma monitorização médica e laboratorial regular para um ajuste adequado e personalizado das doses terapêuticas da vitamina D3.

 

Bibliografia:

(1) Norman AW. From vitamin D to hormone D: fundamentals of the vitamin D endocrine system essential for good health. American Journal of Clinical Nutrition. August 2008. vol. 88 no. 2 491S-499S

(2) Sundqvist E, Bäärnhielm M, Alfredsson L,  Hillert J, Olsson T,  Kockum I. Confirmation of association between multiple sclerosis and CYP27B1. European Journal of Human Genetics. 2010 December; 18(12): 1349–1352.

(3) Scirus [homepage]. Acedido em Junho 2012. Disponível em: http://www.scirus.com/srsapp/search?sort=0&t=all&q=%22vitamin+D%22&cn=all&co=AND&t=all&q=%22multiple+sclerosis%22&cn=all&g=a&fdt=0&tdt=2013&dt=all&ff=all&ds=jnl&ds=nom&ds=web&sa=all(pesquisa feita por “vitamin D” (“multiple sclerosis”))

(4) Smolders J. Association of vitamin D metabolite levels with relapse rate and disability in multiple sclerosis. Multiple Sclerosis Journal. November 2008 vol. 14 no. 9 1220-1224.

(5) Weinstock-Guttman B, Zivadinov R, Qu J, Cookfair D, Duan X, Bang E, Bergsland N, Hussein S, Cherneva M, Willis L, Heininen-Brown M, Ramanathan M. Vitamin D metabolites are associated with clinical and MRI outcomes in multiple sclerosis patients. Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry. 2011 Feb;82(2):189-95.

(6) Mowry EM, Krupp LB, Milazzo M, Chabas D, Strober JB, Belman AL, McDonald JC, Oksenberg JR, Bacchetti P, Waubant E. Vitamin D status is associated with relapse rate in pediatric-onset multiple sclerosis. Annals of Neurology. 2010 May; 67(5):618-24.

(7) Goldberg P, Fleming MC, Picard EH. Multiple sclerosis: Decreased relapse rate through dietary supplementation with calcium, magnesium and vitamin D. Medical Hypotheses. Volume 21, Issue 2, October 1986, Pages 193–200.

(8) Kimball SM, Ursell MR, O’Connor P, Vieth R. Safety of vitamin D3 in adults with multiple sclerosis. American Journal of Clinical Nutrition. September 2007. vol. 86 no. 3 645-651.

(9) Soilu-Hänninen M,  Åivo J,  Lindström BM, et al. A randomised, double blind, placebo controlled trial with vitamin D3 as an add on treatment to interferon ß-1b in patients with multiple sclerosis. Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry. 2012; 83:565-571.

(10) Simon, Kelly C.; Munger, Kassandra L.; Ascherio, Alberto. Vitamin D and multiple sclerosis: epidemiology, immunology, and genetics. Current Opinion in Neurology. June 2012 – Volume 25 – Issue 3 – p 246–251
(11) Aideen C Allen, Siobhan Kelly, Sharee A Basdeo, et al. A pilot study of the immunological effects of high-dose vitamin D in healthy volunteers. Multiple Sclerosis Journal. March 28, 2012.

(12) J.M. Burton, S. Kimball, R. Vieth, et al. A phase I/II dose-escalation trial of vitamin D3 and calcium in multiple sclerosis. Neurology. 2010 June 8; 74(23): 1852–1859.

(13) Martineau AR, Timms PM, Bothamley GH, et al. High-dose vitamin D3 during intensive-phase antimicrobial treatment of pulmonary tuberculosis: a double-blind randomised controlled trial. The Lancet, Volume 377, Issue 9761, Pages 242 – 250, 15 January 2011.

(14) Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy). Documentário online em:http://www.youtube.com/watch?v=erAgu1XcY-U

(15) Heaney RP, Davies KM, Chen TC, Holick MF, Barger-Lux MJ. Human serum 25-hydroxycholecalciferol response to extended oral dosing with cholecalciferol. American Journal of  Clinical Nutrition. 2003 Jan;77(1):204-10.

 http://www.cristinasales.pt/Medicina-Integrada/Texts/Text.aspx?PageID=649&MVID=1000833

 

29 Respostas

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