O Supremo Tribunal Federal relativizou a Constituição

O Supremo Tribunal Federal relativizou a Constituição

 

09 março, 2012

 

Sérgio Abranches

 

O Supremo Tribunal Federal voltou atrás na decisão que considerava inconstitucional a medida provisória que criou o ICMBIO. Pelo menos 560 outras MPs padeciam da mesma grave falha legal: não haviam passado por uma Comissão Mista do Congresso, como manda a Constituição. Por isso, o STF decidiu relativizar a Constituição.

 

O Advogado Geral da União levantou questão de ordem sobre a decisão que considerou procedente a Ação de Inconstitucionalidade da lei que criou o Instituto Chico Mendes, argumentando que a decisão do STF na prática corresponderia a considerar inconstitucionais todas as MPs que haviam desobedecido à Constituição. Seriam “centenas” segundo ele. Matéria de Carolina Brígido para O Globo, diz que são 560 medidas provisórias que seriam consideradas inconstitucionais. Passando o pente fino podem ser até mais. A ministra Carmen Lúcia lembrou, por exemplo, durante o julgamento que tomou a decisão juridicamente correta, dos “contrabandos” recorrentes: matérias estranhas ao objeto da medida provisória, inseridas à sorrelfa e ilegalmente. A ministra não disse porque esse hábito. É porque essas matérias, isoladamente, não seriam aprovadas ou causariam justificada contestação. Há estudos de juristas e politólogos mostrando que a maioria absoluta das MPs não poderia ter passado da Comissão de Constituição e Justiça, por não atenderem aos preceitos constitucionais para esse instrumento que deveria ser excepcional e se tornou a regra.

 

Diante do argumento sobre o transtorno de rever tantas medidas provisórias, os ministros decidiram que só a partir de ontem, 5a feira, dia 8 de março de 2012, a regra constitucional deverá ser obedecida. Prevaleceu o fato consumado, por pragmatismo, em nome de suposta “segurança jurídica”. A obediência à Constituição se tornou relativa e com data marcada. Uma coisa é marcar data e vigência de lei para obedecer aos princípios da não retroatividade e da anualidade, por exemplo. Outra é considerar legal o ilegal por conveniência e marcar encontro futuro entre os Poderes da República e a constitucionalidade.

 

Comentei na CBN, ontem, que a MP da reforma que criou o ICMBIO era substantivamente ruim. O STF aduziu que era inconstitucional. Portanto nasceu sem a necessária qualidade técnica e administrativa e foi aprovada com grave vício de procedimento legislativo, que feriu o princípio constitucional.

 

Substantivamente, ela deixou em pior condição o IBAMA, de cuja costela saiu o ICMBIO, para cuidar das unidades de conservação. Este, nasceu anêmico e continua cronicamente fraco e sem recursos suficientes para cumprir suas funções. O IBAMA acabou desmoralizado em várias ocasiões. Suas decisões técnicas foram muitas vezes atropeladas por pragmáticas decisões políticas. O caso mais escandaloso é o das licenças para a hidrelétrica de Belo Monte. Como o STF havia autorizado a continuidade do funcionamento do ICMBIO e dado ao Congresso dois anos de prazo para fazer uma lei de acordo com as normas constitucionais, não haveria descontinuidade administrativa. Mas o Executivo e o Legislativo teriam que obedecer à Constituição, o que parece óbvio, mas no Brasil não é. Argumentei que seria a oportunidade para a ministra Izabella Teixeira apresentar à presidente Dilma Rousseff uma boa proposta de reforma do Meio Ambiente, dando condições mais apropriadas ao IBAMA e ao ICMBIO e mais musculatura e centralidade ao próprio ministério. O comentário está aqui.

 

Quinta, 08/03/2012

“Uma boa oportunidade para uma reforma efetiva do Ministério do Meio Ambiente”

 

 

O recuo do STF, um “jeitinho”, que já havia sido denunciado pelo ministro Joaquim Barbosa em outra ocasião de revisão de decisão já tomada, transcende a questão do ICMBIO e do Meio Ambiente. A decisão relativiza a obediência à Constituição, reforçando a cultura brasileira de leis que pegam e não pegam, enfraquece o primado da lei no país. É tipicamente um caso de desmoralização institucional. Para não causar transtorno, o que é ilegal passa a ser legal, por um tempo, mas tem que ser legal daí em diante. É kafkiano, sem a criatividade do mestre do absurdo.

 

Esses despropósitos vão emaranhando o Brasil em uma teia de transgressões consentidas, de leis validadas pela metade, de fatos consumados que se sobrepõem ao primado da lei. No caso, ao primado da Constituição. E os agentes dessa coalizão pela relativização do respeito à Constituição são o Advogado Geral da União e os ministros do Supremo Tribunal Federal. Os transgressores originais da Constituição são os Poderes Legislativo, que descumpriu procedimentos constitucionais, e Executivo que promulgou lei inconstitucional.

 

É grave. Para o STF não poderia haver forma de ajeitar as coisas diante de uma inconstitucionalidade flagrante. Ou o ato é inconstitucional, ou não é; ou é ilegal, ou não é. É chocante ver a Corte Suprema dizer que uma lei é inconstitucional, mas tudo bem desobedecer à Carta Magna, porque muitas leis são igualmente inconstitucionais, e que só daqui para a frente nova desobediência não será tolerada. É como aqueles pais tolerantes, diante do filho reincidente, que dizem: “desta vez, passa, mas daqui para a frente não vamos mais tolerar esse comportamento”. E toleram, porque o reincidente, reincidirá.

 

É essa cultura do “desta vez passa”, da multa que não é cobrada, da pena que não é cumprida, que permite que caçadores, desmatadores, palmiteiros, mineradores, invadam as unidades de conservação e depredem seu patrimônio natural, destruam sua biodiversidade. O ICMBIO sem meios, pouco pode fazer. É essa relatividade da lei que alimenta os desmatadores que estão devastando a Amazônia, o Cerrado e atacam o que resta de Mata Atlântica. É o fato consumado que permite obras em desrespeito evidente da legislação ambiental e da própria Constituição sejam licenciadas. É a lei que não pega que permite que a corrupção se alastre, o crime compense, a governança se enfraqueça.

 

A desmoralização decorrente das instituições não ameaça apenas o meio ambiente, o patrimônio púbico e a segurança coletiva. Põe em risco o próprio estado de direito. As leis são substituídas pelas urgências pragmáticas e pela conveniência. Não é boa jurisprudência.

 

Meu novo comentário na CBN está aqui.

 

Economia marrom ganha espaço no penúltimo dia da Rio+20

“Durante discurso, Evo Morales comentou sobre a expansão da exploração de petróleo na Bolívia. Já Guido Mantega falou sobre a importância da economia do combustível fóssil no Brasil.”

 

Fonte

http://www.ecopolitica.com.br/2012/03/09/o-supremo-tribunal-federal-relativizou-a-constituicao/

A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento

Crescimento das crianças

A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento

Jornal de PediatriaJornal de Pediatria

Print version ISSN 0021-7557

fonte

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572008000600003&script=sci_arttext

 

J. Pediatr. (Rio J.) vol.84 no.5 Porto Alegre Sept./Oct. 2008

http://dx.doi.org/10.2223/JPED.1816

 

ARTIGO DE REVISÃO

 

A importância do consumo dietético de cálcio e vitamina D no crescimento

 

 

Aline L. BuenoI; Mauro A. CzepielewskiII

 

INutricionista. Mestre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS
IIMédico. Doutor, Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), São Paulo, SP. Professor associado, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia e Nutrição, Faculdade de Medicina, UFRGS, Porto Alegre, RS

Correspondência


 

RESUMO


OBJETIVO:
Verificar o papel nutricional do cálcio e da vitamina D no processo de crescimento e desenvolvimento infanto-juvenil, visando, em especial, a prevenção e o tratamento do atraso de crescimento causado por deficiência nutricional.

 

FONTES DOS DADOS: As informações foram coletadas a partir de artigos publicados nas 2 últimas décadas, pesquisados nas bases de dados SciELO, PubMed e MEDLINE, livros técnicos e publicações de organizações internacionais.
SÍNTESE DOS DADOS: O crescimento sofre influência de fatores intrínsecos (genéticos e metabólicos) e extrínsecos (fatores ambientais, como alimentação, saúde, higiene, habitação, e o acesso aos serviços de saúde). Entre os fatores nutricionais, destacam-se as deficiências de vitaminas e oligoelementos que podem se associar à desnutrição ou depender da absorção insuficiente dos mesmos. Sendo o cálcio um dos principais componentes do tecido mineral ósseo, este é essencial para uma adequada formação óssea e, considerando que a vitamina D desempenha papel importante no metabolismo do cálcio, uma dieta insuficiente nesses nutrientes pode influenciar a formação do esqueleto e o processo de crescimento e desenvolvimento.

 

CONCLUSÕES: A baixa ingestão ou baixa absorção de cálcio e vitamina D em crianças e adolescentes pode limitar seu desenvolvimento estatural, sendo necessário fornecer quantidades suficientes de ambos na fase crítica do crescimento.

 

Palavras-chave: Transtornos do crescimento, raquitismo, ingestão de alimentos, recomendações nutricionais.


 

 

Introdução

 

O crescimento somático normal é um processo complexo determinado por fatores celulares, interação genética e também por fatores externos, como atividade física, infecções, aspectos psicossociais e econômicos, doenças crônicas, fatores metabólicos e hormonais e, finalmente, alimentação1. De modo geral, todo indivíduo nasce com um potencial genético de crescimento, que poderá ou não ser atingido, dependendo das condições de vida a que esteja submetido. Assim, pode-se dizer que a altura final é o resultado da interação entre sua carga genética e os fatores do meio ambiente que permitirão a maior ou menor expressão do seu potencial genético2,3.

 

O crescimento deficiente pode manifestar-se clinicamente como estatura abaixo do esperado para o potencial familiar, estatura abaixo do esperado para a população geral ou por velocidade de crescimento inferior à esperada, considerando o sexo, a idade cronológica e o estágio puberal da criança. Portanto, a criança com baixa estatura, por definição, é aquela que se encontra abaixo do percentil 3, ou seja, 2 desvios padrão nos gráficos de crescimento para a média de estatura da população geral4,5.
Então, como o crescimento normal depende da interação entre vários fatores, a baixa estatura pode ser resultante de diversas causas, entre elas as causas genéticas, endócrinas, secundárias a doenças crônicas e as causas nutricionais.

 

Infecções e consumo alimentar inadequado estão bem estabelecidos como causas de baixa estatura6,7. Contudo, a possibilidade da deficiência de algum micronutriente ter algum papel na etiologia do retardo de crescimento tem despertado atenção recentemente. Isso porque alguns micronutrientes são requisitos para promoção do crescimento físico, para a maturação sexual, para o desenvolvimento neuromotor e para a integridade e o funcionamento do sistema imune. Assim, o completo potencial genético de uma criança para o crescimento físico e desenvolvimento mental pode também ser comprometido devido a deficiências subclínicas de micronutrientes8.

 

Como causa dietética de baixa estatura caracterizada pela deficiência de um micronutriente, destacamos o raquitismo causado pela deficiência de vitamina D, doença que resulta em retardo de crescimento, fraqueza muscular, deformidade esquelética, hipocalcemia e tetania. Epidemia no século XIX foi quase completamente erradicada com o encorajamento da exposição solar e com a fortificação do leite em vitamina D. Mas a deficiência desta vitamina voltou a ser uma epidemia entre crianças, e o raquitismo tornou-se assunto de saúde em todo o mundo. Além da deficiência de vitamina D, a deficiência de cálcio causa raquitismo9.

 

Contudo, acreditamos que, mesmo antes do desenvolvimento do raquitismo, a deficiência dietética de cálcio e vitamina D pode prejudicar o crescimento e desenvolvimento. Assim, esta revisão sumariza o papel do cálcio e da vitamina D e sua importância na manutenção da saúde geral, crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

 

Cálcio

 

O cálcio é um elemento fundamental ao organismo, e sua importância está relacionada às funções que desempenha na mineralização óssea, principalmente na saúde óssea, desde a formação, manutenção da estrutura e rigidez do esqueleto10,11.

 

O cálcio absorvido da dieta depende do balanço entre a ingestão, a absorção (ingestão menos a perda fecal) e a excreção. Vários fatores influenciam estes mecanismos, conforme apresentado na Tabela 111,12.

 

 

Recomendações nutricionais de cálcio

 

As recomendações nutricionais de cálcio variam durante a vida dos indivíduos, com maiores necessidades durante períodos de rápido crescimento, como na infância e na adolescência, durante a gravidez e lactação, na deficiência de cálcio, na prática de exercícios que resultem em alta densidade óssea e aumentam a absorção de cálcio e na velhice13. A ingestão ideal de cálcio é aquela que conduza a um pico de massa óssea adequado na criança e adolescente, mantenha-o no adulto e minimize a perda na senilidade14.

 

O Standing Commitee on the Scientific Evaluation of Dietary Reference Intakes, o Food and Nutrition Boarde o Institute of Medicine – National Academy Science estabeleceram recomendações dietéticas para cálcio em vários grupos etários. Os requerimentos de cálcio foram estabelecidos baseados em três indicadores: risco de fratura, medidores de massa muscular e retenção máxima de cálcio12,15 (Tabela 2).

 

 

 

 

Todavia, apesar do acordo entre os países desenvolvidos quanto às recomendações dietéticas de cálcio, existem algumas dúvidas quanto à sua aplicação em países em desenvolvimento, como o Brasil, pois todas as tabelas são baseadas em dados sobre população branca de países desenvolvidos, desconsiderando as diferenças de etnia, hábitos culturais e alimentares e geográficas observadas nos países10. Salientamos, assim, a necessidade de desenvolver recomendações dietéticas específicas para nossa população, considerando as variações regionais tão diversas do nosso país.

 

Por não ser produzido endogenamente, o cálcio é somente adquirido através da ingestão diária de alimentos que o contenham14. Como alimentos ricos em cálcio, destacam-se o leite e seus derivados (iogurte e queijo) com baixo teor de gorduras16.

 

A alta biodisponibilidade do cálcio nos produtos lácteos está relacionada com o conteúdo de vitamina D e com a presença de lactose, que aumentam a sua absorção no intestino17. Além disso, como o pH do leite é alcalino, o cálcio se mantém em suspensão pela formação de caseinato de cálcio, de citrato de cálcio e de um complexo com a lactose. Assim, a lactose, caseinato e citrato presentes no leite e derivados parecem explicar a melhor absorção de cálcio destas fontes em relação a outras14. Apesar dos queijos conterem pouca lactose, o cálcio está prontamente disponível neste alimento10.

 

Recentemente, com o diagnóstico mais freqüente de intolerância a lactose, esta situação exige cuidado especial na manutenção da ingestão adequada de cálcio nestes pacientes. Esta hipótese é reforçada pelos resultados de Medeiros17, que encontraram menor ingestão de cálcio (p < 0,001) entre crianças que consumiam dieta isenta de leite de vaca e derivados18.

 

Entretanto, não somente o consumo de leite e derivados contribui para a ingestão de cálcio dos indivíduos. São fontes de cálcio vegetais de folhas verdes escuras, tais como couve, couve-manteiga, folhas de mostarda, de brócolis e de nabo, mas o cálcio está pouco biodisponível nesses alimentos. Sardinha, moluscos bivalves, ostras, salmão e leguminosas, como a soja, também contêm cálcio em quantidades descritas na Tabela 310,19,20.

 

 

 

 

Consumo dietético de cálcio

 

Até recentemente, não se acreditava que o baixo consumo de cálcio resultasse em prejuízos à saúde. Atualmente se considera que variações mundiais na prevalência da deficiência de cálcio podem influenciar a distribuição óssea e os hábitos alimentares nas diferentes populações, em decorrência de diferenças genéticas, étnicas, geográficas (latitudes), e relacionadas a fatores culturais e estilo de vida11.

 

Podemos citar alguns estudos que demonstram baixo consumo de alimentos que contenham cálcio, especialmente em idade de desenvolvimento físico, fato que pode futuramente causar déficit de crescimento ou até doenças ósseas.

 

Rajeshwari et al. acompanharam crianças dos 10 anos até a vida adulta, demonstrando que o consumo de cálcio está diminuído durante este período, apesar do aumento do consumo energético. Além disso, verificou que há diminuição considerável no consumo total de cálcio na infância (54% abaixo da recomendação) à idade adulta (77% abaixo da recomendação)21.

 

Em outro estudo, Salamoun et al. avaliaram o consumo de cálcio e vitamina D entre crianças e adolescentes de países do mediterrâneo e encontraram consumo subótimo de ambos os nutrientes (consumo médio de cálcio de 816±776,8 mg/dia e de vitamina D de 129±116,1 UI/dia). Apenas 12% atingiram o consumo diário adequado de cálcio, e 16% de vitamina D22.

 

No Brasil, Lerner et al. avaliaram o consumo de cálcio em adolescentes de escolas públicas de Osasco (SP) e encontraram que o consumo médio diário de cálcio não foi significativamente diferente entre meninos e meninas, estando, nos dois casos, perto de 50% do recomendado (média de ingestão de cálcio de 628,85±353,82 mg/dia entre os meninos e 565,68±295,43 mg/dia entre as meninas). Somente 6,2% dos meninos e 2,8% das meninas apresentaram consumo adequado em cálcio, à semelhança de outros estudos realizados no exterior21-23.

 

 

Vitamina D

 

A 1,25-(OH)2D3 é um hormônio que regula o metabolismo do cálcio e do fósforo. Assim sendo, sua principal função é manter os níveis séricos de cálcio e fósforo em um estado normal capaz de propiciar condições à maioria das funções metabólicas, entre elas a mineralização óssea9,16. Por estar envolvida no crescimento esquelético, a vitamina D torna-se essencial durante a infância e a adolescência24.

 

Níveis séricos normais de vitamina D promovem a absorção de 30% do cálcio dietético e mais de 60-80% em períodos de crescimento, devido à alta demanda de cálcio25. Por isso, durante a infância, a deficiência de vitamina D pode causar retardo de crescimento, anormalidades ósseas, aumentando o risco de fraturas na vida adulta26.

 

Recomendações nutricionais de vitamina D

 

As recomendações nutricionais diárias de vitamina D são difíceis de estabelecer com exatidão, pois ela é produzida endogenamente e depositada no tecido adiposo por longos períodos de tempo, e suas necessidades também dependem do consumo dietético de cálcio e fósforo, idade, sexo, pigmentação da pele e exposição solar. Historicamente se definiu como quantidade de vitamina D suficiente para prevenir o raquitismo uma colher de sopa de óleo de peixe. Ainda hoje não existem evidências suficientes para estabelecer sua recomendação, mas seu consumo adequado diário foi estabelecido26,27,15 (Tabela 4).

 

 

A pele tem alta capacidade de sintetizar vitamina D, pois a exposição solar que causa leve eritema na pele em crianças e adultos vestindo trajes de banho é estimada como sendo igual a 15 vezes a recomendação diária de vitamina D, e a exposição a um eritema leve em 6% do corpo é igual a um consumo de 15-25 µg de colecalciferol26,28.

 

Ainda assim é difícil determinar a quantidade de exposição solar (superfície total de pele exposta em um determinado tempo) necessária para prevenir a deficiência de vitamina D e o raquitismo na infância. Além disso, há uma preocupação crescente quanto à exposição UVB nesta fase e sua relação com o câncer de pele na vida adulta, pois existe uma correlação positiva entre a ocorrência de melanoma maligno entre adultos e a quantidade de exposição solar na infância29.

 

Apesar de a vitamina D ser produzida por exposição da pele aos raios solares, seu consumo dietético se torna essencial quando a exposição solar é insuficiente para alcançar as necessidades diárias. Isso tem se tornado comum, particularmente entre pessoas residentes em centros urbanos que estão expostos a níveis subótimos de raios solares27,30,31 (Tabela 5).

 

 

Entretanto, são escassos os alimentos fonte de vitamina D, como a gema de ovo, fígado, manteiga e leite. Além disso, estes alimentos são atualmente pouco consumidos em função do elevado conteúdo de colesterol32. De modo geral, carnes e peixes magros têm apenas traços desta vitamina, estando as maiores concentrações presentes no arenque e na cavala16. Óleos de fígado de peixes como atum e linguado, bacalhau em particular e peixes como salmão, cavala, sardinha, enguia, arenque e atum são ricos em vitamina D19,33 (Tabela 6).

 

 

 

Outra fonte seriam os cogumelos, que naturalmente possuem pequenas quantidades de vitamina D, mas este alimento também não é freqüentemente consumido e está sujeito a grande variação sazonal no seu conteúdo de vitamina D32.

 

Infelizmente, a literatura é escassa em trabalhos envolvendo biodisponibilidade dessa vitamina. Alguns fatores dietéticos têm sido apontados como auxiliares ou redutores da biodisponibilidade da vitamina D. Porém, sabe-se que o leite ingerido conjuntamente com fontes naturais de vitamina D pode elevar de três a 10 vezes sua absorção, fato que pode ser explicado pela presença da lactoalbumina. Ácidos graxos de cadeia longa também facilitam a absorção de vitamina D, quando comparada a doses farmacológicas dessa vitamina. Já a ingestão de etanol e de fibras leva à diminuição da sua biodisponibilidade, pois promove perda biliar34.

Assim, a irradiação solar pode garantir o aporte de vitamina D na infância, mas com aumento do risco de câncer de pele; além disso, fontes alimentares desta vitamina são restritas. Sendo assim, uma opção mais segura de alcançar as necessidades dietéticas durante o crescimento seria o uso de suplementos dietéticos do tipo farmacêuticos ou o enriquecimento de alimentos com vitamina D27,35.

Consumo dietético de vitamina D

Estima-se que uma dieta saudável seja suficiente para alcançar plenitude em vitamina D, porém, como vimos antes, isso nem sempre acontece. Esta é a razão pela qual a deficiência de vitamina D tem se tornado freqüente em crianças e adolescentes em fase de crescimento nos EUA e Europa27,25.

Docio et al. realizaram um estudo para determinar níveis desejáveis de 25-OH-D3 em crianças e saber se elas mantêm estes níveis durante todo ano e verificaram que o limite mínimo para os níveis de 25-OH-D3 desejado em crianças é algo entre 12 e 20 ng/mL. Contudo, 31% das 51 crianças normais estudadas no inverno apresentaram níveis inferiores a 12 ng/mL, e 80% tiveram níveis abaixo de 20 ng/mL. Quando analisaram a dieta, encontraram consumo médio de 790±156 mg/dia de cálcio e 160±80 IU/dia de vitamina D, ambos abaixo do recomendado36.

Gordon et al. realizaram estudo em hospital urbano de Boston, no qual foi avaliada a prevalência de deficiência de vitamina D sérica em 307 adolescentes saudáveis. Foram encontrados 24,1% de pacientes deficientes em vitamina D, dos quais 4,6% estavam severamente deficientes. Estação do ano (inverno e primavera), etnia (afro-americanos), consumo de leite, índice de massa corporal (IMC) e atividade física foram fatores independentes e significativos de hipovitaminose D24.

Estudos com pré-adolescentes também demonstram deficiência nos níveis séricos e consumo de vitamina D. Rajakumar et al. avaliaram a proporção de deficiência de vitamina D em pré-adolescentes estadunidenses afro-descendentes de 6 a 10 anos. Quarenta e nove por cento apresentaram níveis séricos de 25-OH-D3 insuficientes (24±10,5 ng/mL). O consumo médio de vitamina D foi de 277±146 IU/dia, e 39% deles não atingiram o consumo diário adequado de vitamina D37.

No Brasil, até o presente momento, existem poucos estudos sobre prevalência de hipovitaminose D. O Rio Grande do Sul, devido às suas características climáticas, apresenta maior possibilidade de deficiência desta. Em um estudo realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Premaor & Furlanetto encontraram baixos níveis séricos de 25-OH-D3 nos pacientes internados nas equipes de medicina interna. Todavia, estes pacientes eram adultos e apresentavam vários fatores de risco para desenvolver a doença, portanto ainda não se conhece a extensão real deste distúrbio em nosso meio30.

 

Cálcio e vitamina D dietéticos no crescimento

Sendo assim, o decréscimo do consumo de cálcio e vitamina D em períodos de crescimento pode influenciar negativamente o desenvolvimento ósseo, causando não apenas raquitismo, que é o resultado final da deficiência de vitamina D, como também prejudicando o alcance da altura programada geneticamente25.

As necessidades de cálcio durante a puberdade e adolescência são maiores do que em qualquer outro período da vida, em função do acelerado desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino11. O depósito mineral ósseo durante o crescimento puberal parece depender da absorção dietética de cálcio, assim como da redução da sua excreção, e isso depende de um adequado estado de vitamina D. Apesar disso, o entendimento da relação entre absorção de cálcio e vitamina D e crescimento é limitado38.

Abrams et al. compararam a altura de 315 meninas entre 5 e 15 anos com a absorção de cálcio dietético e encontraram relações positivas (r = 0,18; p = 0,001), demonstrando que um aumento na eficiência absortiva é, em parte, regulado para alcançar as necessidades do tamanho esquelético final. No entanto, esta relação permanece incerta, podendo ser devida a componentes genéticos ou a diferenças étnicas. Outra hipótese seria que a absorção de cálcio estivesse diretamente relacionada com a maior superfície intestinal dos indivíduos mais altos. Estes achados dependeram do estágio puberal independente da altura das meninas, pois foi observado um aumento na absorção de cálcio durante o início da puberdade38.

Prentice et al. avaliaram o efeito da suplementação com carbonato de cálcio (1.000 mg/dia) versus placebo em 143 meninos, entre 16 e 18 anos de idade, durante 13 meses, quanto à aquisição óssea e crescimento ósseo. A intervenção resultou em melhora no conteúdo mineral ósseo total, que aumentou 1,3% (p = 0,02), associada a incremento na altura de 0,4% (p = 0,0004) equivalente a 7 mm. Essa associação não foi encontrada em estudo com crianças menores e meninas na mesma faixa etária39. Apesar de existirem estudos com suplementação de cálcio, estudos relacionando cálcio dietético e crescimento são escassos, assim como a vitamina D.

Os resultados de Black et al. confirmaram a visão de que crianças com longa história de baixo consumo de leite têm baixa ingestão de cálcio dietético (443±230 mg/dia) e pobre saúde óssea (conteúdo mineral ósseo 0,45 g menor; p < 0,01) em comparação com crianças que consomem leite. Isso também reforça a hipótese de que crianças que não consomem leite de vaca têm estatura menor que aquelas que consomem leite regularmente (0,65 cm menores; p < 0,01). Além desses resultados, o escore z para conteúdo mineral ósseo total correlacionou-se positivamente com o consumo dietético de cálcio (r = 0,38; p < 0,006). Neste estudo, o consumo dietético de cálcio das crianças que não consomem leite não alcançou a grande quantidade de cálcio necessária para demanda de crescimento puberal40.

 

Conclusões

Assim, podemos concluir que, durante o crescimento, o suprimento adequado de cálcio e vitamina D é considerado criticamente importante no desenvolvimento ósseo e, se a criança está apta a alcançar seu potencial genético de crescimento e pico de massa óssea, a dieta deve ter quantidade suficiente destes nutrientes. Também ficou claro o baixo consumo dietético de cálcio e vitamina D entre crianças e adolescentes, e que este causa efeito deletério na saúde esquelética e metabolismo ósseo. É necessário investigar as causas da baixa ingestão de cálcio e vitamina D entre indivíduos no período de crescimento, como na infância e na adolescência, estabelecer estratégias nutricionais para aumentar seu consumo dietético e propiciar o alcance de alimentos ricos nestes nutrientes entre as populações em risco nutricional.

 

Agradecimentos

Agradecemos aos funcionários, residentes e pós-graduandos do Ambulatório de Baixa Estatura do Serviço de Endocrinologia do HCPA pelo seu auxílio em diversas fases de nosso trabalho. Também somos gratos ao Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do HCPA, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ao Centro de Endocrinologia e Diabetes do Rio Grande do Sul (CEDERS) pelo suporte financeiro para o desenvolvimento de vários projetos.

 

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Correspondência:
Mauro A. Czepielewski
Serviço de Endocrinologia
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua Ramiro Barcelos, 2350 – prédio 12/4º andar
CEP 90035-003 – Porto Alegre, RS
Tel.: (51) 3316.5600
Email:
maurocze@terra.com.br

Artigo submetido em 06.05.08, aceito em 14.05.08.
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.

 

 

Como citar este artigo: Bueno AL, Czepielewski MA. The importance for growth of dietary intake of calcium and vitamin D. J Pediatr (Rio J). 2008;84(5):386-394.

 

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The Nutrition Source – Vitamin D and Health

The Nutrition Source

Vitamin D and Health

 

Table of Contents

Low Vitamin D: A Global Concern

The Institute of Medicine’s (IOM) recommended daily intake of vitamin D is 600 IU for people ages 1 to 70, and 800 IU after age 70. (7) Yet this is overly conservative, since the best available evidence shows optimal intakes are higher, at least 800–1,000 IU for adults.

In extremely high doses—hundreds of thousands of IU or more—vitamin D is toxic and can even cause death. But in children over the age of 9 and in adults, taking up to 4,000 IU per day as a supplement is safe; ages 4 to 8, up to 3,000 IU; ages 1 to 3, 2,500 IU; ages 6 to 12 months, up to 1,500 IU; and ages 0 to 6 months, up to 1,000 IU. (7)

Many people may need 2,000 IU per day (or more) for adequate blood levels, particularly if they have darker skin, spend winters at higher latitudes (such as the northern U.S.), or spend little time in the sun. If you fall into one of these groups, which would include most of the U.S. population, taking 2,000 IU is reasonable and well within the safe range for adults. As always, it’s a good idea to discuss use of supplements with your doctor, and he or she may want to order a vitamin D blood test.

To prevent rickets, the American Academy of Pediatrics recommends vitamin D supplements of 400 IU per day for breastfed infants, and also for non-breastfed infants and children who do not drink at least a liter of vitamin D fortified milk each day. (6)  Infants and children at high risk of deficiency—those who are born premature, have dark skin, or live at high latitudes—may need supplements of up to 800 IU per day, especially in the winter.

If you live north of the line connecting San Francisco to Philadelphia and Athens to Beijing, odds are that you don’t get enough vitamin D. The same holds true if you don’t get outside for at least a 15-minute daily walk in the sun. African-Americans and others with dark skin, as well as older individuals, tend to have much lower levels of vitamin D, as do people who are overweight or obese.

Worldwide, inadequate vitamin D is common, and deficiencies can be found on all continents, in all ethnic groups, and across all ages. Some surveys suggest that perhaps half of the world’s population has inadequate blood levels of vitamin D. (13)  Indeed, in industrialized countries, doctors are even seeing the resurgence of rickets, the bone-weakening disease that had been largely eradicated through vitamin D fortification. (46)

Why are these widespread low levels of vitamin D such a great concern? Because research conducted over the past decade suggests that vitamin D plays a much broader disease-fighting role than once thought.

Being “D-ficient” may increase the risk of a host of chronic diseases, such as osteoporosis, heart disease, some cancers, and multiple sclerosis, as well as infectious diseases, such as tuberculosis and even the seasonal flu.

Currently, there’s scientific debate about how much vitamin D people need each day. The Institute of Medicine (IOM), in a long-awaited report released in November 2010 recommends increasing the daily vitamin D intake for children and adults in the U.S. and Canada, to 600 IU per day for people ages 1 to 70, and 800 IU for people over age 70. (7) The report also recognized the safety of vitamin D by increasing the upper limit from 2,000 to 4,000 IU per day, and acknowledged that even at 4,000 IU per day, there was no good evidence of harm.

The new guidelines, however, are overly conservative about the recommended intake, and they do not give enough weight to some of the latest science on vitamin D and health. For bone health and chronic disease prevention, many people are likely to need more vitamin D than even these new government guidelines recommend.

 

Vitamin D Sources and Function

Vitamin D is both a nutrient we eat and a hormone our bodies make. Few foods are naturally rich in vitamin D, so the biggest dietary sources of vitamin D are fortified foods and vitamin supplements.

VITAMIN D FROM FOOD AND SUPLEMENTS

Very few foods naturally contain vitamin D. Good sources include dairy products and breakfast cereals (both of which are fortified with vitamin D), and fatty fish such as salmon and tuna.

For most people, the best way to get enough vitamin D is taking a supplement, but the level in most multivitamins (400 IU) is too low. Encouragingly, some manufacturers have begun adding 800 or 1,000 IU of vitamin D to their standard multivitamin preparations. If the multivitamin you take does not have 800 or 1,000 IU of vitamin D, you may want to consider adding a separate vitamin D supplement, especially if you don’t spend much time in the sun. Talk to your healthcare provider.

The body also manufactures vitamin D from cholesterol, through a process triggered by the action of sunlight on skin, hence its nickname, “the sunshine vitamin.”  Yet many people do not make enough vitamin D from the sun, among them, people who have a darker skin tone, who are overweight, who are older, and who cover up when they are in the sun. (1)

Correctly applied sunscreen reduces our ability to absorb vitamin D by more than 90 percent. (8) And not all sunlight is created equal: The sun’s ultraviolet B (UVB) rays—the so-called “tanning” rays, and the rays that trigger the skin to produce vitamin D—are stronger near the equator and weaker at higher latitudes. So in the fall and winter, people who live at higher latitudes (in the northern U.S. and Europe, for example) can’t make much if any vitamin D from the sun. (8)

 

Read more: what may increase your risk for low vitamin D

Vitamin D helps ensure that the body absorbs and retains calcium and phosphorus, both critical for building bone. Laboratory studies show that vitamin D can reduce cancer cell growth, can increase muscle strength and reduce falls in older people, and plays a critical role in controlling infections. Many of the body’s organs and tissues have receptors for vitamin D, and scientists are still teasing out its other possible functions.

 

New Vitamin D Research: Beyond Building Bones

Several promising areas of vitamin D research look far beyond vitamin D’s role in building bones. And, as you might expect, the news media release a flurry of reports every time another study links vitamin D to some new ailment. These reports can be confusing, however, because some studies are stronger than others, and any report needs to be interpreted in the light of all other evidence. More answers may come from randomized trials, such as the VITamin D and OmegA-3 TriaL (VITAL), which will enroll 20,000 healthy men and women to see if taking 2,000 IU of vitamin D or 1,000 mg of fish oil daily lowers the risk of cancer, heart disease, and stroke.

Here, we provide an overview of some of the more promising areas of vitamin D research, highlighting the complex role of vitamin D in disease prevention—and the many unanswered questions that remain.

 

Vitamin D and Bone and Muscle Strength

Vitamin D plays a definite role in bone health and reducing fractures; the central issue is, what is the minimum dose that is effective? Several randomized trials have shown that vitamin D supplementation prevents fractures—as long as it is taken in a high enough dose. (913)

 

NUTRITION IN-DEPTH

 

Why to Avoid Super High Doses of Vitamin D

A recent vitamin D trial drew headlines for its unexpected finding that a very high dose of vitamin D increased fracture and fall risk in older women. (18) The trial’s vitamin D dose—500,000 IU taken by mouth on a single day, once a year—was much higher than previously tested in an annual regimen.

There’s strong evidence that more moderate doses of vitamin D taken daily or weekly protect against fractures and falls—and are safe. Read more about this study’s findings, and why it makes sense to stick to more moderate vitamin D doses and avoid single, super high doses.

A summary of the evidence comes from a combined analysis of 12 fracture prevention trials that included more than 40,000 elderly people, most of them women. Researchers found that high intakes of vitamin D supplements—of about 800 IU per day—reduced hip and non-spine fractures by over 20 percent, while lower intakes (400 IU or less) failed to offer any fracture prevention benefit. (13)

Vitamin D may also help increase muscle strength, which in turn helps to prevent falls, a common problem that leads to substantial disability and death in older people. (1416)  Once again, vitamin D dose matters: A combined analysis of multiple studies found that taking 700 to 1,000 IU of vitamin D per day lowered the risk of falls by 19 percent, but taking 200 to 600 IU per day did not offer any such protection. (17)

Based on these fall- and fracture-prevention findings, the International Osteoporosis Foundation recommends that adults over age 60 aim for vitamin D blood levels of 30 ng/ml. (52) Most people will need vitamin D supplements of at least 800 to 1,000 IU per day, and possibly higher, to reach these levels.

 

Vitamin D and Heart Disease

The heart is basically a large muscle, and like skeletal muscle, it has receptors for vitamin D. (19) So perhaps it’s no surprise that studies are finding that inadequate vitamin D may be linked to heart disease. The Health Professional Follow-Up Study checked the vitamin D blood levels in nearly 50,000 men who were healthy, and then followed them for 10 years. (20) They found that men who were low in vitamin D were twice as likely to have a heart attack as men who had adequate levels of vitamin D. Other studies have found that low vitamin D levels were associated with higher risk of heart failure, sudden cardiac death, stroke, overall cardiovascular disease, and cardiovascular death. (2124) How exactly might vitamin D help prevent heart disease? There’s evidence that vitamin D plays a role in controlling blood pressure and preventing artery damage, and this may explain these findings. (25) Still, more research is needed before we can be confident of these benefits.

 

Vitamin D and Cancer

Nearly 30 years ago, researchers noticed an intriguing relationship between colon cancer deaths and geographic location: People who lived at higher latitudes, such as in the northern U.S., had higher rates of death from colon cancer than people who live closer to the equator. (26) The sun’s UVB rays are weaker at higher latitudes, and in turn, people’s vitamin D levels in these high latitude locales tend to be lower. This led to the hypothesis that low vitamin D levels might somehow increase colon cancer risk. (26)

 

Vitamin D and Geographic Location

Many scientific hypotheses about vitamin D and disease stem from studies that have compared solar radiation and disease rates in different countries. These can be a good starting point for other research but don’t provide the most definitive information…. Read more about vitamin D studies and geographic location.

Since then, dozens of studies suggest an association between low vitamin D levels and increased risks of colon and other cancers. (1,27)  The evidence is strongest for colorectal cancer, with observational studies consistently finding that the lower the vitamin D levels, the higher the risk is of these diseases. (2838) Vitamin D levels may also predict cancer survival, but evidence for this is still limited. (27) Yet finding such associations does not necessarily mean that taking vitamin D supplements will lower cancer risk.

The VITAL trial will look specifically at whether vitamin D supplements lower cancer risk. It will be years, though, before it releases any results. It could also fail to detect a real benefit of vitamin D, for several reasons: If people in the placebo group decide on their own to take vitamin D supplements, that could minimize any differences between the placebo group and the supplement group; the study may not follow participants for a long enough time to show a cancer prevention benefit; or study participants may be starting supplements too late in life to lower their cancer risk. In the meantime, based on the evidence to date, 16 scientists have circulated a “call for action” on vitamin D and cancer prevention: (27) Given the high rates of vitamin D inadequacy in North America, the strong evidence for reduction of osteoporosis and fractures, the potential cancer-fighting benefits of vitamin D, and the low risk of vitamin D supplementation, they recommend widespread vitamin D supplementation of 2,000 IU per day. (27) The

Canadian Cancer Society has also recommended that Canadian adults consider taking vitamin D supplements of 1,000 IU per day during the fall and winter; people who are at high risk of having low vitamin D levels (because they are older, have dark skin, spend little time in the sun, or cover up when they go outside) should consider taking supplements year round. (53)

 

Read more: vitamin D trials for cancer prevention

 

Vitamin D and Immune Function

Vitamin D’s role in regulating the immune system has led scientists to explore two parallel research paths: Does low vitamin D contribute to the development of multiple sclerosis, type 1 diabetes, and other so-called “autoimmune” diseases, where the body’s immune system attacks its own organs and tissues? And could vitamin D supplements help boost our body’s defenses to fight infectious disease, such as tuberculosis and seasonal flu? This is a hot research area and more findings will be emerging.

 

Vitamin D and Multiple Sclerosis: Multiple sclerosis (MS) rates are much higher far north (or far south) of the equator than in sunnier climes, and researchers suspect that chronic vitamin D inadequacy may be one reason why. One prospective study to look at this question found that among white men and women, those with the highest vitamin D blood levels had a 62 percent lower risk of developing MS than those with the lowest vitamin D levels. (39) The study didn’t find this effect among black men and women, most likely because there were fewer black study participants and most of them had low vitamin D levels, making it harder to find any link between vitamin D and MS if one exists.

 

Vitamin D and Type 1 Diabetes: Type 1 diabetes is another disease that varies with geography—a child in Finland is about 400 times more likely to develop it than a child in Venezuela. (40) Evidence that vitamin D may play a role in preventing type 1 diabetes comes from a 30-year study that followed more than 10,000 Finnish children from birth: Children who regularly received vitamin D supplements during infancy had a nearly 90 percent lower risk of developing type 1 diabetes than those who did not receive supplements. (41)  Other European case-control studies, when analyzed together, also suggest that vitamin D may help protect against type 1 diabetes. (42) No randomized controlled trials have tested this notion, and it is not clear that they would be possible to conduct.

 

Vitamin D, the Flu, and the Common Cold: The flu virus wreaks the most havoc in the winter, abating in the summer months. This seasonality led a British doctor to hypothesize that a sunlight-related “seasonal stimulus” triggered influenza outbreaks. (43) More than 20 years after this initial hypothesis, several scientists published a paper suggesting that vitamin D may be the seasonal stimulus. (44) Among the evidence they cite:

  • Vitamin D levels are lowest in the winter months. (44) 

  • The active form of vitamin D tempers the damaging inflammatory response of some white blood cells, while it also boosts immune cells’ production of microbe-fighting proteins. (44) 

  • Children who have vitamin D-deficiency rickets are more likely to get respiratory infections, while children exposed to sunlight seem to have fewer respiratory infections. (44) 

  • Adults who have low vitamin D levels are more likely to report having had a recent cough, cold, or upper respiratory tract infection. (45)

A recent randomized controlled trial in Japanese school children tested whether taking daily vitamin D supplements would prevent seasonal flu. (46) The trial followed nearly 340 children for four months during the height of the winter flu season. Half of the study participants received pills that contained 1,200 IU of vitamin D; the other half received placebo pills. Researchers found that type A influenza rates in the vitamin D group were about 40 percent lower than in the placebo group; there was no significant difference in type B influenza rates. This was a small but promising study, and more research is needed before we can definitively say that vitamin D protects against the flu. But don’t skip your flu shot, even if vitamin D has some benefit.

 

Vitamin D and Tuberculosis: Before the advent of antibiotics, sunlight and sun lamps were part of the standard treatment for tuberculosis (TB). (47) More recent research suggests that the “sunshine vitamin” may be linked to TB risk. Several case-control studies, when analyzed together, suggest that people diagnosed with tuberculosis have lower vitamin D levels than healthy people of similar age and other characteristics. (48)   Such studies do not follow individuals over time, so they cannot tell us whether low vitamin D levels led to the increased TB risk or whether taking vitamin D supplements would prevent TB. There are also genetic differences in the receptor that binds vitamin D, and these differences may influence TB risk. (49) Again, more research is needed. (49)

 

Vitamin D and Risk of Premature Death

A promising report in the Archives of Internal Medicine suggests that taking vitamin D supplements may even reduce overall mortality rates: A combined analysis of multiple studies found that taking modest levels of vitamin D supplements was associated with a statistically significant 7 percent reduction in mortality from any cause. (50) The analysis looked at the findings from 18 randomized controlled trials that enrolled a total of nearly 60,000 study participants; most of the study participants took between 400 and 800 IU of vitamin D per day for an average of five years. Keep in mind that this analysis has several limitations, chief among them the fact that the studies it included were not designed to explore mortality in general, or explore specific causes of death. More research is needed before any broad claims can be made about vitamin D and mortality. (51)

 

Why the IOM’s Vitamin D Recommendation Falls Short

Taken together, these disparate studies on bone health, heart disease, cancer, immune function, and early death add up to a powerful conclusion: Many people do not get enough vitamin D to protect their bones and minimize risk of falling—and taking vitamin D supplements of 1,000 to 2,000 IU per day would be a safe way to do both. This alone is good reason to consider taking a vitamin D supplement of 1,000 to 2,000 IU per day, and there is a strong likelihood of other benefits, even if not yet proven. Yet the IOM added up the evidence and reached a different conclusion—that children and most adults in the U.S. and Canada only need 600 IU of vitamin D a day. While the report notes that the 600 IU can come from food, supplements, or a combination of both, it acknowledges that very few Americans reach this intake.  Despite this, the committee recommended supplements for only a few special groups. There are several reasons why the IOM’s recommendation falls short:

 

Too Narrow a View of the Scientific Evidence

When evaluating the evidence on vitamin D, the IOM gave randomized clinical trials the most weight, since, in theory, such trials are the most rigorous: Researchers that randomly assign study participants to receive a treatment, such as a vitamin supplement, or a sugar pill (placebo), can be more certain that the treatment itself is responsible for any results.

But in reality, randomized clinical trials do not always offer the best evidence on vitamin supplements and health: They are expensive to conduct, so often they last only a few years, and they tend to enroll people who are already at a high risk of disease—for example, people who are older or who are not in the best health. As a result, these trials may be too short or too late in life to show the benefit of a vitamin supplement, if one exists.

Cohort studies can overcome some of the shortcomings of clinical trials, since they can follow large groups of initially-healthy people for long periods of time—long enough for links between vitamin levels and disease risks to emerge. Laboratory studies and animal studies also help fill in the research picture.
Most of the randomized trials of vitamin D have focused on bone health, and there’s been a lack of randomized trials on vitamin D and other chronic diseases. Unfortunately, the IOM committee interpreted this lack of trials as evidence of no benefit—in effect, ignoring the substantial evidence from cohort and other studies that vitamin D plays an important role in lowering the risk of several chronic diseases.

Based on this limited view, the IOM determined that most Americans have adequate blood levels of vitamin D—at least 20 nanograms per milliliter (ng/mL) or higher. Yet there’s much evidence that higher blood levels—on the order of 30 ng/mL—would do a better job of protecting bones, may help lower the risk of colon cancer and a host of diseases, and are safe. The safest and easiest way to achieve such blood levels is to take a supplement that contains at least 800 to 1,000 IU of vitamin D a day, and for people at high risk of low vitamin D levels, 2,000 IU a day.

 

Read more: why the IOM’s updated vitamin D and calcium guidelines are too low in vitamin D and too high in calcium for bone health

 

Too Hesitant on Vitamin D Supplements

Even if you accept the IOM’s lower criteria for adequate vitamin D blood levels (20 ng/mL)—and accept its findings that 600 IU of vitamin D per day is enough for most people to reach these blood levels—the report’s tepid recommendations on vitamin D supplements just do not make sense.

Q. What type of vitamin D is best?

Two forms of vitamin D are used in supplements: vitamin D2 (“ergocalciferol,” or pre-vitamin D) and vitamin D3 (“cholecalciferol”). Vitamin D3 is chemically indistinguishable from the form of vitamin D produced in the body…. Read more about what type of vitamin D is best.

 

The report recommends supplements for breastfed infants (and, especially, breastfed infants who have dark skin), since they are at high risk of deficiency. It also says that frail elderly who live in institutions should be monitored for vitamin D nutrition, and that a vitamin D “supplement is also an option” for people who do not eat dairy or animal products. But it does not explicitly advocate supplements for the population at large, or for other groups who are at risk of low vitamin D levels, such as people who are obese, who have dark skin, or who spend their winters in the northern states.

Yet data included with the IOM report, based on the National Health and Nutrition Examination Survey (which includes a representative sample of Americans), finds that 11 percent of European-Americans and 54 percent of African-Americans have blood vitamin D levels below 20 ng/mL. That means, in effect, that tens of millions of Americans have low vitamin D blood levels. These percentages would be even higher if one-third of Americans were not already taking vitamin D supplements in their multivitamins, and if the national survey had included winter samples from people living in the Northern states, since vitamin D levels are low at that time of year.

Very few Americans get the recommended 600 IU of vitamin D per day from food alone. The IOM committee acknowledges this—yet still concludes that Americans meet “average requirements” for vitamin D.  (Even the rationale for recommending 600 IU per day to achieve the low bar of 20 ng/mL is based on a flawed analysis by the IOM committee that considered the average blood level for a population; if the average is at 20 ng/mL, half of the population will be below that level. )

So how are Americans getting their vitamin D? The committee speculates that people get “at least some vitamin D from inadvertent or deliberate sun exposure.” Unprotected sun exposure, though, can increase the risk of skin cancer, and generally, it’s not recommended as a way to obtain vitamin D. Given that, it does not make sense for the committee to recommend a vitamin D intake that most people cannot get through food—while at the same time, giving only minimal guidance on who might really need vitamin D supplements.

 

Overstated Concern about High Vitamin D Blood Levels

In addition to understating the potential benefits of vitamin D and the need for supplements, the IOM overstated the concerns about having too-high blood levels of vitamin D.  For example, when the IOM committee looked at the relationship between vitamin D blood levels and premature death, it focused on data showing that at very high vitamin D blood levels—upwards of 70 ng/mL—mortality rates rise slightly. It glossed over data showing that mortality rates steadily drop as vitamin D levels rise, at least up to 40 ng/mL, and perhaps beyond: Since relatively few people have vitamin D levels higher than 40 ng/mL, there is not as much mortality data for levels in the 40–70 ng/mL range. Most studies suggest mortality continues to decrease—or does not increase—in the 40–70 ng/mL range, but a few studies have shown an increased mortality within this range.

As if to further justify its cautionary tone on vitamin D, the IOM’s press release pointed to other vitamin supplements—antioxidants like beta carotene and vitamin E, for example—that initially seemed promising for disease prevention but failed to pan out (and, sometimes, seemed to cause harm) in clinical trials. (54) Here too, though, the IOM’s logic is flawed: Beta carotene and vitamin E trials tested extremely high doses of those vitamins—ten to twenty times higher than what one might naturally get from a healthy diet. Vitamin D, though, is a different story: Spending a short time in the summer sun can produce the equivalent of 10,000 IU or more of vitamin D, and our evolutionary ancestors (who spent more time outdoors than we do, with less clothing) surely had much higher vitamin D levels than we typically have now.  By comparison, a vitamin D supplement of 1,000 to 2,000 IU a day is a very modest dose, and may be lower than optimal.

 

The Bottom Line: Many People Need Extra Vitamin D

Based on the evidence to date, it’s clear that many people don’t get enough vitamin D to protect their health. The International Osteoporosis Federation’s vitamin D recommendations, (52) though developed to prevent fall and fractures in older adults, offer a solid, evidence-based guidepost for younger and middle-aged adults, too: Taking a vitamin D supplement of 800 to 1,000 IU per day will help people, on average, achieve adequate blood levels of vitamin D (30 ng/mL). These vitamin D amounts are safe, falling well below the newly raised vitamin D upper limit of 4,000 IU per day—and they are easy to achieve, since more and more multivitamins now contain 800 to 1,000 IU of vitamin D. If your vitamin contains only 400 IU of vitamin D, consider adding an extra vitamin D supplement. People who are at high risk of deficiency, including people with darker skin, who are obese, or who spend little time in the sun, may need 2,000 IU of vitamin D (or more) to achieve adequate levels in the blood. If you fall into one of these groups, taking 2,000 IU of vitamin D each day is reasonable—and it’s an amount that falls well within the safe range. As always, it’s a good idea to discuss use of supplements with your doctor, and he or she may want to order a vitamin D blood test.

What makes the most sense from a public health point of view? It would be expensive to test everyone’s vitamin D blood levels, especially since the tests would need to be repeated seasonally. While people can make vitamin D from the sun, getting too much sun increases the risk of skin cancer, so it’s just not the best way to get vitamin D. By comparison, vitamin D supplements of 800 to 1,000 IU per day are inexpensive and safe—and provide a reasonable approach to avoiding D-ficiency.

 

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Fonte

http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/vitamin-d/#vitamin-d-recommendations

http://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/vitamin-d/

Folha de São Paulo: Terapia polêmica usa vitamina D em doses altas contra esclerose múltipla

Folha de São Paulo: Terapia polêmica usa vitamina D em doses altas contra esclerose múltipla

 

28/05/2012 — Celso Galli Coimbra

Ediçao de Domingo – 27/05/2012

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O vídeo referido na reportagem dominical da Folha está no endereço:

Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy)

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DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE “CIÊNCIA+SAÚDE”

Há quase três anos o paulistano Daniel Cunha, 26, acordou com metade de seu rosto dormente. Foi trabalhar, voltou para casa e achou que a sensação ia passar. Não só não passou como piorou.

Foi ao hospital, fez exames e, depois de algumas consultas, recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla. O mal é autoimune, causado pelo ataque ao revestimento dos neurônios pelo sistema imunológico da própria pessoa.

Desde 2010, Cunha abandonou o tratamento convencional, com injeções de interferon, remédio que controla a ação inflamatória da esclerose, mas causa efeitos colaterais como febre e mal-estar.

Ele passou a tomar todo dia uma dose alta de vitamina D, prescrita pelo neurologista Cícero Galli Coimbra, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O tratamento não é reconhecido pela maioria dos especialistas, que o consideram experimental.

Isso não impediu Cunha de usar a vitamina. Ele ficou tão satisfeito que realizou, com meios próprios e ajuda de amigos, um documentário de 30 minutos, disponível desde abril no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=erAgu1XcY-U), sobre a terapia.

No vídeo, com 18 mil acessos, pacientes de Coimbra falam sobre a vida antes e depois do novo tratamento, e o médico explica a relação entre a vitamina D e a doença.

 

                     Daniel Cunha, 26, autor de documentário sobre esclerose                    

 

HORMÔNIO

Produzida pelo corpo quando a pele fica exposta ao sol, a vitamina D na verdade é um hormônio, apesar de manter o nome consagrado.

É consenso há muito tempo que ela tem papel importante na mineralização dos ossos. “Experimentos vêm mostrando que ele age em vários outros tecidos, especialmente no sistema imunológico”, afirma a endocrinologista Marise Castro.

No caso da esclerose múltipla, pesquisas mostram que a prevalência da doença é mais alta em países distantes da linha do Equador, com incidência solar mais baixa, onde a população produz menos vitamina D.

Segundo Coimbra, a suplementação com o hormônio vem sendo testada desde os anos 1980 para reduzir os surtos de esclerose, períodos em que a doença pode deixar sequelas. Para ele, já há evidência suficiente de que as pessoas com a moléstia têm deficiência da vitamina.

“Desde 2003 venho cumprindo o dever ético de corrigir o problema metabólico desses pacientes. Todo médico tem a obrigação de fazer isso”, afirma o neurologista.

Até hoje, diz Coimbra, quase 900 pacientes com esclerose múltipla foram tratados. A maioria usa de 30 mil a 70 mil UI de vitamina D ao dia, mas alguns tomam 200 mil.

A dose ideal para a suplementação ainda é motivo de debate. Segundo Marise Castro, a quantidade usual é de 400 a 2.000 UI.

Mas, segundo Coimbra, essas doses não são realistas. “As pessoas com esclerose têm uma resistência genética à vitamina e precisam de doses mais altas.”

Os pacientes dele seguem uma dieta sem laticínios e fazem exames periódicos para controlar os níveis de cálcio na urina e no sangue. A vitamina D tem relação com o cálcio, e as doses altas podem causar cálculos renais.

“A intoxicação por vitamina D pode ser grave e leva meses para curar, porque ela se deposita no tecido adiposo”, diz a endocrinologista.

Coimbra rebate, citando um estudo que acompanhou pacientes com esclerose tomando vitamina D por sete meses, em doses crescentes, até chegar a 40 mil UI por dia.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Para Maria Fernanda Mendes, membro-titular da Academia Brasileira de Neurologia, não há provas suficientes para receitar a terapia.

“Temos feito exames para dosar a vitamina e repô-la em caso de deficiência, até por conta da demanda dos pacientes, mas não é a recomendação oficial. Como há um tratamento comprovadamente melhor, esse só pode ser usado em pesquisas.”

Coimbra diz que não concorda com a realização de estudos controlados em que parte dos pacientes recebam a vitamina e parte, placebo.

“Alguém já fez estudo controlado sobre usar insulina para crianças diabéticas? Não, porque elas iam morrer. Se você tivesse uma filha com esclerose múltipla, que poderia ficar cega em um surto, correria o risco do placebo?”

Coimbra afirma que a relutância dos médicos em aceitar o tratamento vem dos conflitos de interesse com as farmacêuticas. “Há um interesse fabuloso no tratamento tradicional, que custa até R$ 11 mil por paciente por mês.”

O conflito de interesses foi um dos motivos que levou Daniel Cunha a fazer o documentário. “O tratamento com vitamina D me custa R$ 50 por mês. É a minha saúde, não é um leilão. Não me interessa se alguém vai ganhar dinheiro com isso. As pesquisas que todo mundo pede nunca vão sair, quem pagaria isso se não as farmacêuticas? Mas as pessoas não precisam ser reféns. A internet é nossa arma.”

Editoria de Arte/Folhapress

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1096497-terapia-polemica-usa-vitamina-d-em-doses-altas-contra-esclerose-multipla.shtml

Vídeos e textos sobre o assunto:

1.

Vitamina D pode revolucionar o tratamento da esclerose múltipla

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/08/03/vitamina-d-pode-revolucionar-o-tratamento-da-esclerose-multipla/

 

2.

Vitamina D pode combater males que mais matam pessoas no mundo

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/03/20/vitamina-d-pode-combater-males-que-mais-matam-pessoas-no-mundo/

 

3.

 

Informações médicas sobre a prevenção e tratamento de doenças neurodegenerativas e autoimunes, como Parkinson, Alzheimer, Lupus, Psoríase, Vitiligo, depressão

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2011/03/23/informacoes-medicas-sobre-a-prevencao-e-tratamento-de-doencas-neurodegenerativas-e-auto-imunes-como-parkinson-alzheimer-lupus-psoriase-vitiligo-depressao/

 

4.                                       

 

Vitamina D – Por uma outra terapia

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/04/12/vitamina-d-por-uma-outra-terapia/  

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http://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/05/28/folha-de-sao-paulo-terapia-polemica-usa-vitamina-d-em-doses-altas-contra-esclerose-multipla/

Maior lobby no Congresso, ruralistas controlam 1/4 da Câmara

Maior lobby no Congresso, ruralistas controlam 1/4 da Câmara

João Fellet

Da BBC Brasil em Brasília

Atualizado em  24 de maio, 2012 – 14:07 (Brasília) 17:07 GMT

 

Com 120 deputados e 13 senadores, ruralistas são grupo mais poderoso do Congresso, dizem analistas

Responsáveis pelas maiores derrotas do governo no Congresso neste ano, os ruralistas cresceram desde a última legislatura, passando a controlar um quarto da Câmara.

A bancada, considerada por analistas o mais poderoso grupo de interesse no Parlamento brasileiro, vale-se de alianças com outras agremiações no Congresso para promover uma agenda que inclui, entre suas principais principais bandeiras, o perdão às dívidas de agricultores, a expansão de terras cultiváveis no país e a oposição à ampliação de Terras Indígenas.

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O último grande embate do grupo com o governo ocorreu em abril, com a aprovação pela Câmara de uma versão do Código Florestal tida como favorável aos agricultores. Espera-se que a presidente Dilma Rousseff vete até o fim desta semana partes da legislação.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), 120 deputados federais e 13 senadores integram a bancada ruralista, perfazendo 23,4% da Câmara e 16% do Senado. Os dados são próximos dos de levantamento feito em 2011 pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), que apontou a existência de 120 deputados e 18 senadores ruralistas.

Na última legislatura (2007-2010), de acordo com o DIAP, 117 deputados federais pertenciam ao grupo (não há dados sobre senadores).

Embora não exista formalmente, a bancada ruralista agrega os parlamentares que, articulados, defendem no Congresso os pleitos do agronegócio. Grande parte de seus integrantes são donos de terra ou empresários dos setores alimentar e agroquímico.

Conquistas

A FPA afirma, porém, que a causa agrária conta com a simpatia de outros 77 deputados, que pertencem à frente mas não endossam todas as suas posições. Somando esses congressistas, a bancada diz influenciar ao menos 41% dos votos na Câmara.

 

Ruralistas são maior bancada do Congresso Nacional, perfazendo 23,4% da Câmara e 16% do Senado

O peso do grupo explica algumas de suas conquistas recentes: além de impor sua versão do Código Florestal, aprovou em comissão da Câmara, em março, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que transfere do Executivo ao Legislativo a prerrogativa de demarcar Terras Indígenas. Nesta terça-feira, a bancada aprovou ainda em subcomissão da Câmara a compra de terras por estrangeiros.

Nas três votações acima, o grupo se contrapôs a parlamentares ambientalistas, que integram a Frente Parlamentar Ambientalista. Ainda que seja mais numeroso que a frente agropecuária (com 247 deputados e 21 senadores) o grupo não tem conseguido fazer frente ao agrário.

Segundo especialistas, isso ocorre porque a maior parte dos congressitas que aderiu à frente o fez somente para simular interesse pelas causas ambientais, sem endossá-las na prática.

Derrota

A bancada ruralista, no entanto, foi derrotada em votação também nesta terça-feira sobre a PEC do Trabalho Escravo. Aprovada por 360 votos a 29, a medida prevê a expropriação de terras onde houver flagrante de exploração laboral. Os ruralistas tentaram esvaziar a votação, questionando a atual definição de trabalho escravo.

Segundo o historiador e assessor do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) Edélcio Vigna, que estuda a bancada ruralista desde 2001, o resultado da votação mostra os limites da articulação do grupo.

Ele afirma que há na bancada “meia dúzia” de líderes, que definem as posições da agremiação e orientam as votações. “O êxito depende de essa meia dúzia chegar a um consenso, difundi-lo em nome da bancada e se articular com outros setores conservadores”, diz à BBC Brasil.

Na votação do Código Florestal, por exemplo, o grupo foi endossado por grande parte do PMDB, o partido mais representado na bancada ruralista e principal membro da base do governo no Congresso.

Influência e interesses

A agremiação tem ainda representantes em todas as bancadas estaduais do Congresso e em quase todos os partidos. E a influência do grupo, diz Vigna, vai além: controla a Comissão de Agricultura da Câmara e define o alto escalão do Ministério da Agricultura, hoje chefiado por Mendes Ribeiro (PMDB-RS).

“O ministro serve aos interesses da bancada dentro do Estado”, afirma.

O historiador afirma ainda que a influência do agronegócio no Congresso também se apoia no financiamento de campanhas eleitorais.

“Sabemos que há bancos, grandes empresas agroalimentares e agroquímicas financiando as campanhas de ruralistas. Queremos descobrir o que há por trás desse biombo”. Segundo Vigna, esses grupos exercem na bancada um poderoso lobby, atividade não regulamentada no país.

Já os ruralistas dizem representar interesses legítimos de um dos setores mais prósperos da economia brasileira. Eleito o próximo presidente da FPA, o deputado Homero Pereira (PR-MT) diz que o grupo busca garantir o direito de propriedade no campo, evitar a criação de parques sem indenização a donos de terra e combater a “tentativa de qualificar empregadores rurais como pessoas que exploram trabalho análogo à escravidão”.

Além disso, diz Pereira, a bancada está empenhada em garantir o uso integral das propriedades rurais. Hoje, a legislação define percentuais obrigatórios de preservação em terras privadas, que chegam a 80% para fazendas na Amazônia. “O proprietário paga impostos sobre 100% da terra e não pode mexer em 80% dela. É uma agressão”, afirma à BBC Brasil.

O deputado enaltece o desempenho do agronegócio brasileiro – “um dos poucos setores em que o Brasil consegue se inserir no mercado internacional” – e diz que o país tem “vocação e um potencial enorme para a produção de alimentos”.

Apesar do papel econômico que desempenham, afirma Pereira, os produtores rurais brasileiros não recebem o reconhecimento devido. “Como a sociedade brasileira se urbanizou rapidamente, as novas gerações perderam o ‘link’ com o meio rural. Mas o abastecimento da cidade se dá pelo campo e, diferentemente de outros países que concedem subsídios para o homem rural, aqui há um preconceito contra a atividade”.

 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120524_ruralistas_abre_jf.shtml

 

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Para ONGs, Brasil perde liderança ambiental ao mudar Código Florestal

Para ONGs, Brasil perde liderança ambiental ao mudar Código Florestal

Daniel Gallas

 

Da BBC Brasil em Londres

 

Atualizado em  26 de abril, 2012 – 15:43 (Brasília) 18:43 GMT

Anistia a desmatamento do passado é uma das questões mais polêmicas do Congresso

Organizações ambientalistas internacionais afirmam que o Brasil pode estar perdendo a liderança no movimento ecológico global, depois que a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira um novo texto que altera o Código Florestal brasileiro.

 

Em entrevista à BBC Brasil, representantes da WWF e do Greenpeace em Londres disseram que o Brasil sempre foi visto como um dos países mais ativos na promoção de ideias ambientais em fóruns internacionais, como as reuniões sobre mudanças climáticas da ONU. Mas, a aprovação do texto do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) pode provocar uma mudança nessa percepção.

 

Notícias relacionadasMudança no Código Florestal ameaça liderança do Brasil, diz Marina SilvaBrasil precisará de ofensiva de comunicação para esclarecer ‘anistia’ ao desmatamentoRevisão do Código Florestal é aprovada

Tópicos relacionadosMeio Ambiente, BrasilO texto ainda precisa ser apreciado pela presidente Dilma Rousseff, que pode vetá-lo na íntegra ou parcialmente. Neste caso, a proposta volta para o Congresso, que pode fazer alterações ou derrubar o veto.

 

‘Choque’Entre os pontos mais polêmicos do parecer de Piau está a questão da anistia a produtores que desmataram florestas nas proximidades de rios.

 

O texto afeta os proprietários de terra que desmataram os 30 metros das Áreas de Preservação Permanente (APPs) nas margens de rios de até 10 metros de largura, segundo as normas estabelecidas em 1989. Eles ficam liberados da obrigação de recuperar totalmente a área degradada. De acordo com o texto aprovado por 274 votos a 189, os proprietários que infringiram tais regras terão de replantar apenas 15 metros.

 

“É um choque estarem alterando o Código Florestal que protege a floresta amazônica. Com a proximidade da Rio+20, isso bota muita pressão sobre a presidente Dilma Rousseff. Será muito difícil para ela se apresentar como defensora do ambiente”, disse à BBC Brasil Sarah Shoraka, ativista especialista em florestas do Greenpeace do Reino Unido.

 

“Durante a campanha ela [Dilma Rousseff] havia dito que não apoiaria nenhuma legislação que aumentasse o desmatamento e que desse anistia a criminosos, mas a proposta atual faz exatamente essas duas coisas. Agora é tudo uma questão da credibilidade dela, e o quanto ela está disposta a mudar”, disse.

 

“Agora é tudo uma questão da credibilidade dela [Dilma], e o quanto ela está disposta a muda.”

 

Sarah Shoraka, do Greenpeace em Londres

Para a diretora de Florestas da WWF no Reino Unido, Sandra Charity, a comunidade internacional está “perplexa” com a votação da quarta-feira no Congresso brasileiro.

 

“O Brasil tem uma trajetória de país moderno, que sempre esteve na liderança dos compromissos ambientais tendo em vista a sua posição na Conferência de Mudanças Climáticas de Copenhague [2009]. O país sempre esteve na frente e puxando os outros países. A aprovação deste texto é um retrocesso”, disse ela.

 

A representante da WWF ressalvou que o texto foi aprovado no Congresso, e não pela Presidência, mas que mesmo assim a medida tende a respingar na imagem do governo e do país como um todo.

 

‘Legado de Lula’Tanto a WWF e o Greenpeace dizem que o governo de Dilma Rousseff parece estar menos comprometido com ideias ambientalistas do que o do ex-presidente Lula.

 

“Nós estávamos acostumados com um Brasil que era líder no front ambiental. O ex-presidente Lula anunciou metas ambiciosas de redução de CO2 na em Copenhague”, disse Shoraka.

 

“Existe um descompasso entre o que a sociedade como um todo está esperando e pedindo e o que os dirigentes que fazem as leis estão decidindo.”

 

Sandra Charity, da WWF em Londres

Questionada se Dilma é menos preocupada com o ambiente do que Lula, afirmou: “Esta começando a dar essa impressão. O Código Florestal é o primeiro teste, mas se você olhar para outras tendências, como a aprovação de grandes hidrelétricas ou estradas sem os estudos de impacto ambiental corretos. É possível notar um padrão de valores ambientais se degradando no Brasil. Internacionalmente as pessoas estão de olho na Dilma agora. É o momento para ela provar que vai levar adiante o legado de Lula.”

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Dilma vai anunciar medida provisória tratando de trechos vetados do Código Florestal

 

Dilma vai anunciar medida provisória tratando de trechos vetados do Código Florestal

 

25/05/2012 – 14h10

 

senado, dilma rousseff, código florestal, medida, desmatamento

 

 

BRASÍLIA – Informação foi dada pelo senador Jorge Viana e segundo ele, haverá obrigação de se recompor as áreas desmatadas ilegalmente…

 

Agência Brasil

 

 foto: Antonio Cruz/ABr

 

Presidente Dilma Rousseff vai editar medida provisória sobre temas que serão vetados no Código Florestal Brasileiro

BRASÍLIA – O senador Jorge Viana (PT-AC) acaba de informar no Senado, no início da tarde desta sexta-feira (25), que a presidente Dilma Rousseff vai editar medida provisória sobre temas que serão vetados no Código Florestal Brasileiro aprovado pelo Congresso, entre esses, a anistia a produtores que desmataram áreas de preservação permanente. Haverá obrigação de se recompor as áreas desmatadas ilegalmente, segundo o senador.

 

Viana, que foi um dos relatores do Código Florestal no Senado, junto com o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), esteve no final da manhã no Palácio do Planalto, onde recebeu a informação, a ser divulgada oficialmente apenas às 14 horas desta tarde, em entrevista coletiva com os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.

 

“A presidente vai tirar do texto aprovado tudo que implicar em novos desmatamentos e em anistia aos produtores rurais que desmataram [áreas de preservação permanente]. Está mais do que na hora de virarmos a página da insegurança jurídica [com relação ao tema]”, disse o senador, referindo-se à decisão de editar medida provisória para preencher as lacunas legais geradas a partir do possível veto a trechos do Código Florestal.

 

De acordo com o senador, a medida provisória dará tratamento diferenciado a pequenos produtores e agricultores familiares com propriedades até 2 módulos rurais. Deve fazer parte da nova legislação, conforme Jorge Viana, a obrigação de recomposição ambiental das reservas que foram desmatadas ilegalmente. Também deve ser incluída na medida provisória a proibição a novos desmatamentos.

 

Segundo Jorge Viana, a medida provisória texto não incluirá anistia para os produtores rurais que desmataram área de preservação a partir de 2008, inviabilizando uma das principais mudanças obtidas pela bancada ruralista na aprovação do Código Florestal. Por conta da vitória ruralista, o texto aprovado pela Câmara, no fim de abril, deixou fora pontos que haviam sido negociados pelo governo durante a tramitação no Senado.

 

http://www.dci.com.br/dilma-vai-anunciar-medida-provisoria-tratando-de-trechos-vetados-do-codigo-florestal-id295852.html

 

 

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