Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, …

 ‘’(…)
LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.
(…)

VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diverssa vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, …

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Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”… Reportagem de capa de Policarpo Júnior, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros.

Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das nove páginas. Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das nove páginas.

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA ”.

(…)

LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.
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VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse,

          …

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:
1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões;
2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe;
3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos;
4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes;
5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada.
Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:

Vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado.

Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado o mensalão.

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:

E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”…

Reportagem de capa de Policarpo Júnior, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros.

Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal.

A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das nove páginas.

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA ”.

(…)

LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU

Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.
(…)

VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu.

(…)

PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO
“Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto:

“O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF

O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.

“O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA”

Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula.

(…)

EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU

 “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:
1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões;
2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe;
3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos;
4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes;
5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada.
Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:

Vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado.

Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado o mensalão.

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO:

E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”…

Reportagem de capa de Policarpo Júnior, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros.

Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal.

A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das nove páginas.

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”

A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA ”.

(…)

LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU

Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.
(…)

VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu.

(…)

PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO
“Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto:

“O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF

O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.

“O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA”

Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula.

(…)

EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU

 “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

Fotos do mural | Facebook

de Celso Galli Coimbra
Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia —

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Desde que eclodiu o escândalo Waldomiro Diniz, o governo Lula tem se esforçado para demonstrar que o ex-assessor do Palácio do Planalto, flagrado em vídeo pedindo propina a um bicheiro, é uma espécie de estranho no ninho do PT.

Desde que eclodiu o escândalo Waldomiro Diniz, o governo Lula tem se esforçado para demonstrar que o ex-assessor do Palácio do Planalto, flagrado em vídeo pedindo propina a um bicheiro, é uma espécie de estranho no ninho do PT.

Por Leonardo Attuch e Hugo Studart,
de Porto Ferreira (SP) e Cavalcante (GO)

GUSHIKEN Ministro diz que a sociedade faz parte de um passado distante, da sua “fase de loucura”

Desde que eclodiu o escândalo Waldomiro Diniz, o governo Lula tem se esforçado para demonstrar que o ex-assessor do Palácio do Planalto, flagrado em vídeo pedindo propina a um bicheiro, é uma espécie de estranho no ninho do PT, que teria chegado ao poder de forma acidental.

No entanto, documentos obtidos com exclusividade pela DINHEIRO revelam que, dez anos atrás, Waldomiro já mantinha relações societárias com um dos homens fortes do partido. Em 1994, ele foi sócio do ministro Luiz Gushiken, titular da Secretaria de Comunicação Estratégica (Secom), numa fazenda avaliada em R$ 650 mil.

Naquela época, Waldomiro e Gushiken faziam parte da Associação Fraterna Mundo Novo, cujo objetivo era criar uma sociedade alternativa, próxima à natureza e aos valores espirituais. Seus membros se tratavam como “irmãos”. Em 1986, a Associação comprou terras na cidade de Cavalcante, em Goiás, onde foi criada a Comunidade Mundo Novo, numa fazenda de 605 alqueirões, que equivalem a quase três milhões de metros quadrados. Em 1994, a associação contava  com 19 sócios. Entre eles, Gushiken e Waldomiro. Hoje, restam apenas oito e as atas das reuniões da sociedade estão registradas
no livro B-3 de Registros do Cartório de Títulos e Documentos de Cavalcante. A escritura pública da compra da fazenda é a de número 1.3421, de 13 de fevereiro de 1986.

Propriedade tem
605 alqueires e, segundo os donos, hoje vale
R$ 650 mil

Luiz Gushiken é o terceiro membro do chamado “núcleo duro” do poder a ter seu nome associado ao caso Waldomiro Diniz. O primeiro foi o ministro da Casa Civil, José Dirceu, responsável pela nomeação do assessor. Depois, foi a vez de Antônio Palocci, da Fazenda, quando se revelou que Waldomiro havia pedido a representantes da multinacional Gtech a contratação de um ex-secretário do ministro por US$ 20 milhões.

Gushiken, ao saber dos documentos obtidos pela DINHEIRO, sorriu. Disse a um de seus assessores que isso faz parte de um passado distante, em que ele ainda tinha os cabelos compridos. “Era minha fase de loucura”, disse o ministro. No entanto, ele não quis comentar a presença de Waldomiro na sociedade e pediu a Emerson Menin, atual presidente da Associação Mundo Novo, que explicasse o caso. “O Waldomiro foi nosso sócio durante um curto período”, disse Menin à DINHEIRO.

Ele explicou que Waldomiro comprou uma cota por US$ 3 mil, mas pagou apenas um terço do total. Como não honrou os compromissos, acabou excluído da sociedade. “Ele era muito querido entre nós e, se tivesse pago sua cota integralmente, seria nosso associado até hoje”, disse Menin. “Mas o Gushiken nunca soube que o Waldomiro era sócio porque não fazia parte da diretoria.” Menin afirma que a fazenda não é um negócio, mas sim um clube, e disse que os sócios não têm qualquer responsabilidade se um dos membros “rouba ou mata”. O ministro Gushiken, por sua vez, associou-se à comunidade em 1990, quando era presidente nacional do PT. Desde então, nunca deixou de honrar uma única mensalidade, hoje em R$ 400,00.

O que mais atrai Gushiken à fazenda de Cavalcante, localizada na Chapada dos Veadeiros, são as monumentais cachoeiras da região, que formam o Vale da Lua. Em 2004, o ministro já foi ao local para se banhar três vezes.

http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/istoedinheiro/344/economia/344_gushiken.htm

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Dirceu se reuniu ontem com procuradores para apoiar legalização do bingo; Waldomiro era o “porta-voz”

Dirceu se reuniu ontem com procuradores para apoiar legalização do bingo; Waldomiro era o “porta-voz”

 

13/02/2004 – 13h14 da Redação

 

 

em São Paulo

 

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, se reuniu na noite de ontem com representantes do Ministério Público Federal para pedir a legalização do jogo do bingo, afirma o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT). O porta-voz dos interesses do jogo seria o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, Waldomiro Diniz, demitido na noite de ontem pelo presidente Lula.

 

O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) recebeu as fitas em que Waldomiro pede propina a um bicheiro do Rio de Janeiro. Ele passou as fitas ao Ministério Público há cerca de quinze dias (o caso é divulgado hoje em reportagem de capa da revista “Época”). Paes de Barros conversou sobre o assunto com Paulo Henrique Amorim. Veja a entrevista completa na tela à direita, e leia a íntegra abaixo.

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PAULO HENRIQUE AMORIM _ O senhor foi o primeiro senador que subiu à tribuna do Senado e pediu afastamento do ministro José Dirceu hoje. O senhor acha que o afastamento de Waldomiro Diniz e a designação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos _decisões tomadas ontem à noite pelo presidente Lula para que o ministro Bastos apure o que aconteceu_ são medidas suficientes ou o senhor insiste no afastamento de José Dirceu?

 

 

ANTERO PAES DE BARROS _ Primeiro, que a decisão da demnissão ainda não foi tomada. Tanto é que o Diário Oficial circula e não consta a demissão do Waldomiro. Agora, é evidente que demitir só o Waldoimiro não resolve o problema. Tem duas soluções, além da demissão Waldomiro, que é necessária, e além da abertura de inquérito, que é necessária, mas creio isso que o Ministério Público já fez.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ Começou quando?

 

ANTERO PAES DE BARROS _ Mandei esse material para o Ministério Público há 15 ou 20 dias. Eu não me lembro a data exata. Recebi o material, não sabia o que era, mandei periciar para ver se tinha edição, se tinha fraude ou se era um escândalo nessa República. Infelizmente, era um escândalo.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ O senhor pode dizer como o senhor recebeu?

 

ANTERO PAES DE BARROS _ Posso. Recebi anonimamente. E não é o primeiro documento que recebo anonimamente. Há dois ou três dias recebi outro documento anônimo, porque pessoas entendem que tudo é relativo à CPI do Banestado. Também não dizia, e também encaminhei ao Ministério Público.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ O senhor pode dizer do que se tratava?

 

ANTERO PAES DE BARROS _ São denúncias com relação a lavagem de dinheiro em um Estado brasileiro, mas que datam de 1992 e, portanto, não são objeto da CPI do Banestado. Não cabia a mim analisar.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ O Ministério Público há 15 dias então estuda essa denúncia?

 

ANTERO PAES DE BARROS _ Exatamente.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ O senhor fez no seu discurso uma menção que me parece bastante importante, de que ontem o ministro José Dirceu reuniu-se com representantes do Ministério Público para discutir a legalização do bingo. Na matéria da “Época”, Waldomiro Diniz aparece como sendo a pessoa que está por trás da legalização do bingo, do bingo eletrônico, e, a certa altura, é apontado um representante do jogo diz: “o Waldomiro é o nosso porta-voz”…     

 

ANTERO PAES DE BARROS _ É uma série de coincidências, e isso é a razão qual o ministro José Dirceu não tem nenhuma condição de permanecer no cargo. A primeira coincidência: Waldomiro era assessor do Dirceu quando ele era presidente do PT. No caso Collor-PC, quem foi assessor do José Dirceu? O Waldomiro, que saiu da Caixa Econômica Federal. Quando o Christovam Buarque ganhou o governo de Brasília, qual cargo o José Dirceu pediu a ele? O do Waldomiro, indicado aqui por Dirceu.

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Com o Garotinho no governo do Rio, o Waldomiro foi indicado para a Loterj. Indicação de quem? Do ministro José Dirceu. ~

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Quando o Lula ganhou a eleição, Dirceu foi ser ministro. Quem ele trouxe para ser seu principal assessor? O Waldomiro.

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Além disso, agora, na divisão do Ministério, o José Dirceu foi colocado para ficar como mandatário de todos ministros, chefe de governo. Lula é o chefe de estado, o viajante. O Aldo Rebello assume, e ele só não podia mexer em um cargo: o do Waldomiro.

~~ Há todas essas coincidências.

~

Outra coincidência: há esse flagrante.

~

Ele confessa que pegou dinheiro para campanha do PT, pegou dinheiro para campanha do Magela, é declaração dele hoje na “Época”. Ele negocia com quem? Com o bicho, com o bicheiro. Com dono do jogo clandestino. Ele negocia um edital para a Loterj. Este assunto da legalização do jogo está na Casa Civil, que chamou ontem o Ministério Público Federal do Brasil inteiro para convencer o Ministério Público a apoiar essa iniciativa, da legalização do jogo (A assessoria de imprensa do ministro José Dirceu informou o UOL News que o grupo de trabalho para estudar a situação dos bingos foi criado em 21 de outubro passado, se reuniu pela última vez em dezembro, era composto da Casa Civil, do Ministério da Fazenda, do Ministério da Justiça, do Ministério dos Esportes e fez audiências públicas com representates do Ministério Público). Há de se fazer uma pergunta pela racionalidade: se o Ministério Público já não tivesse chegado às suas conclusões, se a revista “Época” não tivesse publicado, quem coordenaria esse trabalho da legalização do jogo por indicação do ministro José Dirceu? Por todas essas razões, é indefensável a permanência de José Dirceu. No mínimo, o presidente Lula. Tem que agir como o Itamar Franco: demitir por afastamento e se ele comprovar a inocência, volta. Não estou fazendo nenhum pré-julgamento. Agora, as razões de Estado impõem, para que ele preserve sua biografia, preserve as instituições, e não mantenha como chefe da Casa Civil um ministro que perdeu a autoridade.

~  

PAULO HENRIQUE AMORIM _ O senhor diria que existe um vínculo direto entre a reunião de ontem e a ligação dele com Waldomiro Diniz?

 

ANTERO PAES DE BARROS _ Eu diria que é uma coincidência enorme que precisa ser apurada. Eu não quero acusar sem provas. É por isso que estou colhendo assinaturas para uma CPI.

 

PAULO HENRIQUE AMORIM _ Quantas assinaturas o sr. já tem?

 

ANTERO PAES DE BARROS

Tenho quatro assinaturas (às 13h desta sexta-feira). O PT está relutando. Como hoje o PT faz 24 anos, talvez vão meditar, refletir… Mas eu quero perguntar o seguinte: se isso tivesse ocorrido no governo FHC, qual teria sido o comportamento do PT? O PT quer se dar satisfeito com a demissão do Waldomiro? É um insulto à inteligência brasileira.

 

http://noticias.uol.com.br/uolnews/tnm.htm?http://noticias.uol.com.br/uolnews/entrevista/ult269u1847.jhtm

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Manchetes destacam fortalecimento de José Dirceu e criação de 3 mil cargos

 

24/01/04 – 8h – Manchetes destacam fortalecimento de José Dirceu e criação de 3 mil cargos

 

Veja as manchetes deste sábado, 24 de janeiro de 2004:Folha de São Paulo: “Lula demite 6 ministros, remaneja 3 e acolhe PMDB”; O Estado de São Paulo: “Lula fecha reforma e cria 3 mil cargos“; Hoje em Dia (Belo Horizonte): “Estado adia volta às aulas”; Estado de Minas: “Lula muda ministros para ter resultados no governo”; O Globo (Rio): “Lula demite Cristovam por telefone, fortalece Dirceu e encerra reforma”; Jornal do Brasil (Rio): “Brasil troca 9 ministros e tem 2,6 milhões de desempregados“; Gazeta do Povo (Curitiba): “Lula conclui reforma e fortalece PMDB e José Dirceu no governo”; Zero Hora (Porto Alegre): “Lula mexe em 10 ministérios e celebra aliança com PMDB “.

http://www.mocmg.com.br/noticias.asp?codigo=6204

 

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É o Brasil governado pelo crime organizado. Hoje crime organizado e PT são sinônimos.

 

 

Sem enfeite

Quem nomeou José Dirceu para a Casa Civil em 2003 foi o Presidente Lula, em seu 1º mandato presidencial. O Presidente tem responsabilidade por seus atos na administração publica. Está tudo previsto na Constituição Federal QUE LULA PROMETEU RESPEITAR quando assumiu seu cargo.

Cristiane Rozicki

José Dirceu de Oliveira e Silva (Passa-Quatro, 16 de março de 1946) é um político e advogado.

 

Em janeiro de 2003, após tomar posse na Câmara dos Deputados, licenciou-se para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, onde permaneceu até junho de 2005, quando deixou o Governo Federal acusado, por Roberto Jefferson de ser o mentor do Escândalo do Mensalão. Retornando à Câmara para se defender, Dirceu teve seu mandato de deputado federal cassado no dia 1º de dezembro de 2005, tornando-se inelegível até 2015.

  

 Foi sucedido na presidência do PT por José Genoíno. Genoíno, por sua vez, foi substituído por Tarso Genro, que completou o mandato de Dirceu. Depois disso, Ricardo Berzoini foi eleito o novo presidente do PT.

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É o Brasil governado pelo crime organizado.  Hoje crime organizado e PT são sinônimos

O que essa gente não percebe do alto da megalomania e onipotência deles é que estão rompendo com o Estado de direito.

Será que é isso que eles querem?

Celso Galli Coimbra

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Reforma ministerial fortalece José Dirceu

Tuesday, February 24, 2004 10:04 AM

[Biodireito_Medicina] Folha Online – Brasil – Reforma ministerial fortalece José Dirceu – 23-01-2004

 

E o Brasil, vai deixar assim?

 

“Dirceu deverá cuidar de toda a gerência de pessoal do governo, o que, extra-oficialmente, ele já faz.”                         

 

23/01/2004 – 15h40

 

Reforma ministerial fortalece José Dirceu

 

RICARDO MIGNONE
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, vai concentrar ainda mais poder depois da reforma ministerial. Ele assumirá a tarefa de gestão da máquina de governo, hoje a cargo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, cujo titular é Guido Mantega.

Com a mudança, a pasta passará a ser denominada Ministério do Planejamento e Orçamento. Dirceu deverá cuidar de toda a gerência de pessoal do governo, o que, extra-oficialmente, ele já faz. Praticamente todas as nomeações para todos os escalões do governo Lula passam pela Casa Civil.

A alteração foi acertada hoje no Palácio do Planalto em uma reunião do chamado “núcleo duro” do governo, integrado por Dirceu e pelos ministros Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação do Governo), com Mantega e Lula.

Dirceu foi o principal negociador do governo durante as semanas que antecederam a reforma ministerial. Ele também teve papéis importantes nas conversas com o PMDB em 2003, que resultaram no apoio do partido para as reformas tributária e da Previdência pelo Congresso Nacional.

 http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u57466.shtml

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