Nutrição cerebral

Nutrição cerebral

Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

Publicada em 06/05/2008 às 20h14m
Ystatille Gomes – especial para O Globo Online

RIO – A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.

– O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral – diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).

” A ingestão de gorduras trans intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral (Luciana Ayer) “

Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.

– As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras.

Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais – alerta Galli.

Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.

-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio – diz Lenita.

” Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante e prolonga a vida das células cerebrais (Lenita Zajdenverg) “

Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina – presente no ovo – ou em caroteno – encontrado nas frutas vermelhas – para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.

É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli Coimbra. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca.

Disponível em
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/05/06/ma_alimentacao_pode_comprometer_atividade_cerebral_dizem_especialistas-427251019.asp

Neurogénese, neurodegeneração, esclerose múltipla, mal de parkinson, parkinson, prevenção de doenças neurodegenerativas, Alzheimer, Ovo, riboflavina, Cícero Galli Coimbra, eliminar a carne, hemina, neurotóxico, Vitamina do Sol, vitamina D, colina, gema do ovo, neurogenese, alimentação, doenças auto-imunitárias, cérebro, auto-imunes, neurônios, Objeto Dignidade, SNC, alimentação cerebral, oxidantes, neurotóxico, neurotóxicos, fibras, verduras, frutas, gorduras, alimentação natural, anti-oxidantes, gordura vegetal, células-tronco, produção de células-tronco

Nutrição cerebral – Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

Nutrição cerebral

Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

Publicada em 06/05/2008 às 20h14m
Ystatille Gomes – especial para O Globo Online

RIO – A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.

– O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral – diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).

” A ingestão de gorduras trans intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral (Luciana Ayer) “

Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.

– As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras.

Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais – alerta Galli.

Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.

-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio – diz Lenita.

” Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante e prolonga a vida das células cerebrais (Lenita Zajdenverg) “

Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina – presente no ovo – ou em caroteno – encontrado nas frutas vermelhas – para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.

É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli Coimbra. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca.

Disponível em
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/05/06/ma_alimentacao_pode_comprometer_atividade_cerebral_dizem_especialistas-427251019.asp

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COMO EVITAR A GRIPE SUÍNA

Por Dr. Márcio Bontempo, médico
29/07/20009

O médico Márcio Bontempo (CRM-DF 15458), especialista em Saúde Pública e naturopata, alerta como as pessoas adquirem a gripe suína (Influenza A -H1N1) e mostra como preveni-la através da alimentação, de produtos naturais e biológicos e dá outras dicas, além dos procedimentos de praxe. É médico clínico geral, homeopata, especialista em saúde pública, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, palestrante, consultor científico e autor de 54 obras. Presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional, diretor do Núcleo de Saúde da União Planetária, apresentador do programa “Saúde em Pauta” pela TV Supren.
Além das recomendações das autoridades sanitárias, como lavar as mãos com frequência, etc., existem providências que devem ser lembradas, ou conhecidas que, infelizmente, não fazem parte dos cuidados necessários, sendo que, muitos deles, são mais importantes do que as orientações oficiais.
Primeiramente, tanto profissionais de saúde quanto pessoas comuns, devem saber que é necessário atuar no sentido de se possuir um sistema imunológico bem forte. Percebo que absolutamente nada está se fazendo nessa direção, de uma forma que se espalha o terror de uma nova doença, mas não se tomam as providências necessárias para reforçar o mecanismo de defesa do organismo da população, permitindo assim que todos estejam expostos à virose em questão.
Porque as pessoas adquirem mesmo a gripe comum e o que fazer para fortalecer as defesas?
Para começar, é necessário saber O QUE ENFRAQUECE o nosso sistema imunológico, e isso não é divulgado (ou sabido?) pelas autoridades sanitárias.
Sabe-se, cientificamente, que todos os vírus se beneficiam e se desenvolvem mais facilmente em ambientes orgânicos mais ácidos e, obviamente, quando o sistema imunológico está enfraquecido. E o que faz com que nosso ambiente sanguíneo fique mais ácido e o que diminui a força das nossas defesas?
São os alimentos industrializados que tendem a criar e a manter um ambiente sanguíneo mais ácido.
Os principais são:
Açúcar branco – produz ácido carbônico em quantidade proporcional à quantidade ingerida, seja ele puro ou presente em doces, refrigerantes, bolos, tortas, guloseimas, etc. O uso regular de grandes quantidades de açúcar branco produz perda de cálcio e magnésio (e muitos microminerais), o que afeta sobremaneira de modo crônico e constante o nosso sistema imunológico. Deve ser substituído pelo açúcar mascavo orgânico, mel, etc.
Carnes vermelhas e embutidos – Produzem diversos ácidos e reações ácidas, como ácido oxálico, ácido úrico, além de toxinas redutoras da imunidade como cadaverina, putrescina, indol, escatol, fenol, etc. Como fonte de proteínas, dar preferência a peixes e proteínas vegetais, frutas oleaginosas, leguminosas, subprodutos da soja, etc.
Leite e derivados – Principalmente o leite de vaca, rico em caseína (indigesto), produz incremento do ácido lático e gera mucosidades em excesso, enfraquecimento das defesas orgânicas, expondo os seus consumidores, não só à gripe, mas a muitos outros problemas. Substituir por leite de soja pronto ou caseiro (evitar o leite de soja instantâneo, em pó). Como fonte de cálcio, preferir as verduras e os feijões.
Farinhas brancas – O pão branco e as farinhas de trigo brancas, não integrais, são fermentativas e produzem mucosidades, além de serem pobres em proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Seu uso constante enfraquece o organismo.
Frituras – comidas em saquinhos (chips), guloseimas, fastfood – Hoje consumidos em grande quantidade por crianças e adolescentes, responsáveis por grandes desequilíbrios orgânicos e muitas doenças, como diabetes, obesidade, pressão alta, etc. O seu consumo regular, associado ao açúcar branco, determina um constante estado de acidificação do sangue e depósito de compostos prejudiciais.
Álcool – Em pequenas quantidades (vinho, etc.) pode até ajudar, mas em excesso produz reações ácidas.
Recomenda-se, portanto, evitar estes alimentos substituindo-os, sendo que esta abstenção já significa um grande passo para a prevenção de qualquer gripe e de muitas doenças.
Há alimentos particularmente úteis para reforçar a nossa imunidade, tais como o arroz integral, os subprodutos da soja (tofu, leite de soja líquido, misso), a aveia (rica em beta-glucana, um grande estimulador do mecanismo de defesa), o inhame, as verduras em geral, frutas frescas, a semente de linhaça, o gengibre, o alho, a cebola e outros.
Estresse – Um dos piores inimigos, pois reduz a ação das células de defesa, principalmente os linfócitos que combatem os vírus, elevando os níveis de adrenalina e cortisol, um imunodepressor. O estresse é provocado pela vida agitada, os problemas diários, as preocupações excessivas, o excesso de trabalho ou estudos, etc.
Vida sedentária – Com ela os radicais ácidos se acumulam nos músculos e nos demais tecidos, reduzindo o pH do corpo e favorecendo as doenças virais e bacterianas.
Ar condicionado – Deve ser evitado a todo custo, pois desidrata o ar, ressecando as mucosas e produzindo desequilíbrio térmico no organismo. Faz muito mal.
Hábitos perniciosos – Tabagismo, alcoolismo, drogas, excesso de remédios farmacológicos, etc., são, decididamente, fatores que reduzem a capacidade de defesa do organismo.
Certamente que muitas mudanças propostas são sacrificantes, mas tudo é uma questão de ajuste e adaptação, sendo que, os resultados são altamente benéficos, não só em relação à gripe suína, mas à saúde em geral.
Além das medidas anteriores, cientificamente sugere-se o seguinte:
Alho
O alho é rico em alicina, uma substância ativa que possui ação antiviral reconhecida, além de mais de uma dezena de outros componentes imunoestimulantes. Basta ingerir diariamente 3 a 5 dentes de alho cru picado, com os alimentos ou engolidos com água ou suco. Há o inconveniente do hálito, mas é passageiro, e mais vale a boa saúde do que o comentário alheio. Existem também suplementos à base de alho que não exalam odor, mas são caros. O óleo de alho em cápsula ou o alho em comprimidos não produzem o mesmo efeito do alho cru. O alho também é útil para evitar ou tratar uma grande quantidade de doenças. O problema do alho para crianças é a dificuldade para ingerir, mas com habilidade tudo é possível.
Própolis
A própolis é reconhecida cientificamente como um antibiótico natural incluindo uma forte ação antiviral, tanto em situações de infecção quanto como para prevenção. Foram reconhecidos mais de 100 princípios medicinais ativos da própolis. Deve-se usar o extrato alcoólico de própolis a 30%, na quantidade de 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia, em meio copo de água. Para crianças pequenas, metade da dose (lactentes e bebês, seguir orientação do pediatra). Pode-se colocar um pouco de mel para adoçar e reduzir o sabor e efeito da própolis na boca.
Chá de gengibre
O gengibre é um alimento funcional reconhecido hoje cientificamente por seus poderosos princípios ativos. Foram isolados cerca de 25 substâncias, entre elas as famosas gengiberáceas, de grande ação estimulante do sistema de defesa do organismo e ação antiviral. Basta beber chá de gengibre fresco, forte, uma xícara 3 vezes ao dia, morno ou quente e sem adoçar.
Equilíbrio nervoso neurovegetativo
O organismo e as células de defesa são regidos pela ação do sistema nervoso autônomo, representado pelos sistemas simpático e parassimpático; o primeiro é responsável pela produção de granulócitos (de pouca ação viral e mais bactericida) e o segundo de linfócitos (de ação antiviral direta). Devido à agitação da vida moderna e ao estresse, as pessoas apresentam um excesso de atividade do sistema simpático (que produz adrenalina, cortisol, etc., todos imunodepressores), com maior quantidade de granulócitos do que linfócitos, o que abre o caminho para viroses. É devido a isso que muitas pessoas adquirem uma gripe depois de um impacto emocional, notícia ruim, desavenças, tristezas, etc. É necessário proceder à redução da atividade simpática (redução do estresse, etc.) e promover maior estímulo parassimpático. Isso se consegue com mais repouso, menos agitação e preocupações, atividade física moderada, respiração profunda, alimentação natural integral, massagens terapêuticas, saunas, banhos quentes (tipo ofurô, banheiras, etc). Importante é evitar a friagem e manter o corpo aquecido, principalmente as extremidades.
Saquinho com cânfora – uma grande dica
Durante a gripe espanhola no começo do século passado, milhões de pessoas morreram, mas aqueles que lidavam com os doentes raramente contraiam o vírus. É que havia uma orientação para que o pessoal de serviço, médicos, enfermeiros, etc, usasse um saquinho de gaze com pedras de cânfora pendurado no pescoço. As emanações voláteis da cânfora esterilizam o ar em sua volte e protegem as mucosas. Então, aconselha-se a fazer o mesmo. Basta adquirir a cânfora na farmácia comum (algumas pedrinhas bastam), confeccionar uma bolsinha de gaze e pendurar no pescoço, podendo inclusive manter por dentro do vestiário, sem necessidade de deixar à mostra (se bem que o ideal é manter do lado de fora). Deve ser usado constantemente durante o contato com as pessoas. É uma boa dica para quem lida com pessoas ou trabalha em ambiente de aglomeração, etc.
Fórmula homeopática
A homeopatia, diferentemente da medicina farmacológica, atua estimulando a capacidade orgânica. Há uma fórmula homeopática para a prevenção, tanto da Influenza A (H1N1), quanto de qualquer outro tipo de gripe. É a seguinte:
Para a prevenção, tanto para adultos quanto para crianças:
Aviarium 200 CH……………………..30 ml
Influenzinum 200 CH……………….30 ml
Álcool a 20%
Tomar 10 gotas, de preferência diretamente na boca, uma vez por semana, cada semana um, alternados. Para crianças muito pequenas, dar apenas 5 gotas em um pouco de água numa colher.
Para tratamento em caso de gripe (qualquer que seja):
Aconitumnapellus 3 CH
Antimoniumtartaricum 3 CH
Alliumcepa 3 CH
Bryoniaalba 3 CH
Belladonna 5 CH
Gelsemium 5 CH
Fazer 30 ml, em partes iguais (pedir: ãã)
Álcool a 20%.
Tomar 10 gotas (direto na boca ou em água para crianças) a cada meia hora em caso de sintomas de qualquer gripe, até melhorar bem.
Estes remédios podem ser adquiridos nas boas farmácias homeopáticas, e não fazem mal algum ou produzem efeitos colaterais. Se necessário, procurar um médico homeopata para a confecção de uma receita.
Atividade física, sol e ar livre
Sempre importante em qualquer aspecto para uma saúde melhor.
Suplementos
A medicina ortomolecular e a fitoterapia preconizam o uso de dois suplementos:
Vitamina C – Recomenda-se o uso de 500mg de vitamina C (ácido l – ascórbico) orgânica de uma a duas vezes ao dia, para reforçar as defesas. Crianças pequenas, metade da dose ou sob orientação pediátrica.
Cogumelo do Sol – Eleva a imunidade por ser rico em substâncias imunomoduladoras, como a beta glucana. Este não é um medicamento, mas um alimento. Adultos devem tomar 2 cápsulas de 500 mg 2 a 3 vezes ao dia, tanto como preventivo quanto para tratamento. Crianças pequenas, tomar metade da dose (abrir a cápsula e colocar na comida). No caso de dificuldade de encontrar o cogumelo do sol, procurar comer cogumelos, tipo champignon, shitake, shimeji, funghi, etc.
Minerais e microminerais – Com a acidificação constante do sangue devido à alimentação industrializada moderna, aliada ao estresse, perdem-se muitos minerais e microminerais que não são repostos pela dieta, haja vista o fato de que os alimentos modernos estão empobrecidos em termos de minerais (solo naturalmente pobre, uso de adubos, agrotóxicos, manipulação industrial, congelamento, microondas, etc.). Certamente que essa condição afeta a imunidade. É necessário atualmente repor estes nutrientes de modo a manter as defesas orgânicas, mas não é qualquer suplemento que serve. Recomenda-se utilizar os concentrados biominerais marinhos, principalmente aqueles extraídos da poderosa alga Lithothamnium, que possui acima de 50 minerais e microminerais orgânicos, de alta assimilação pelas células.
Frutas em geral – As frutas, principalmente as cítricas, ajudam a alcalinizar o sangue e são ricas em minerais e vitaminas, favorecendo a saúde e protegendo o organismo. Pessoas que consomem poucas frutas estão muito mais sujeitas, não só às viroses, quanto a qualquer outra enfermidade.
Estas orientações servem tanto para a prevenção quanto para serem utilizadas em casos de pessoas que contraíram qualquer tipo de gripe. Além do mais, estes procedimentos nos deixam seguros e tranqüilos em relação ao grande terror de se contrair, tanto a Influenza A quanto quaisquer outras doenças virais.
Fonte: MarcioBontempo.com.br

Vitamina D em medicina preventiva: estamos ignorando as provas?

A vitamina D em medicina preventiva: estamos ignorando as provas?

Department of Nutrition Science, University of Bonn, Endenicher Allee 11-13, 53115 Bonn, Germany. Departamento de Ciência da Nutrição, da Universidade de Bonn, Endenicher Allee 11-13, 53115 Bonn, Alemanha. a.zittermann@uni-bonn.de a.zittermann @ uni-bonn.de

Vitamin D is metabolised by a hepatic 25-hydroxylase into 25-hydroxyvitamin D (25(OH)D) and by a renal 1alpha-hydroxylase into the vitamin D hormone calcitriol. A vitamina D é metabolizado por uma 25-hidroxilase hepática em 25-hidroxi-vitamina D (25 (OH) D) e por um 1alpha renal-hidroxilase no hormônio calcitriol vitamina D.
Calcitriol receptors are present in more than thirty different tissues. Receptores de calcitriol estão presentes em mais de trinta diferentes tecidos. Apart from the kidney, several tissues also possess the enzyme 1alpha-hydroxylase, which is able to use circulating 25(OH)D as a substrate. Para além do rim, vários tecidos também possuem a enzima 1alpha-hidroxilase, que é capaz de usar circulam 25 (OH) D como substrato. Serum levels of 25(OH)D are the best indicator to assess vitamin D deficiency, insufficiency, hypovitaminosis, adequacy, and toxicity. Os níveis séricos de 25 (OH) D é o melhor indicador para avaliar a deficiência de vitamina D, insuficiência, hipovitaminose, adequação e toxicidade.
European children and young adults often have circulating 25(OH)D levels in the insufficiency range during wintertime. Crianças europeias e adultos jovens têm frequentemente circulam 25 (OH) níveis de D na faixa de insuficiência durante o inverno.Elderly subjects have mean 25(OH)D levels in the insufficiency range throughout the year. Idosos têm média de 25 (OH) níveis de D na faixa de insuficiência longo do ano. In institutionalized subjects 25(OH)D levels are often in the deficiency range. Em indivíduos institucionalizados 25 (OH) níveis de D são freqüentemente na faixa de deficiência. There is now general agreement that a low vitamin D status is involved in the pathogenesis of osteoporosis. Há agora um acordo geral de que o baixo status da vitamina D está envolvida na patogênese da osteoporose. Moreover, vitamin D insufficiency can lead to a disturbed muscle function. Além disso, a insuficiência de vitamina D pode levar a uma função muscular perturbado. Epidemiological data also indicate a low vitamin D status in tuberculosis, rheumatoid arthritis, multiple sclerosis, inflammatory bowel diseases, hypertension, and specific types of cancer. Os dados epidemiológicos indicam também um baixo status da vitamina D na tuberculose, artrite reumatóide, esclerose múltipla, doenças inflamatórias intestinais, hipertensão e certos tipos de câncer.Some intervention trials have demonstrated that supplementation with vitamin D or its metabolites is able: (i) to reduce blood pressure in hypertensive patients; (ii) to improve blood glucose levels in diabetics; (iii) to improve symptoms of rheumatoid arthritis and multiple sclerosis. Alguns estudos de intervenção têm demonstrado que a suplementação com vitamina D ou seus metabólitos é capaz: (i) reduzir a pressão arterial em pacientes hipertensos, (ii) para melhorar os níveis de glicose no sangue em diabéticos, (iii) para melhorar os sintomas da artrite reumatóide e esclerose múltipla .The oral dose necessary to achieve adequate serum 25(OH)D levels is probably much higher than the current recommendations of 5-15 microg/d. A dose oral necessária para atingir adequado soro 25 (OH) níveis de D é provavelmente muito maior do que as atuais recomendações de 5-15 microg / d.PMID: 12720576 [PubMed – indexed for MEDLINE]
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Vitamina B2 ajuda a combater Parkinson, mostra pesquisa

Vitamina B2 ajuda a combater Parkinson, mostra pesquisa

26/05/2003 – 10h36

da France Presse, em Brasília

Reverter o mal de Parkinson, revela um estudo conduzido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Doses elevadas de vitamina B2, ou riboflavina, aliadas à retirada de carne vermelha do cardápio, ajudam a reverter o mal de Parkinson, revela um estudo conduzido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com a pesquisa, os pacientes que seguiram esse molde de dieta recuperaram em média 18% de suas funções motoras no primeiro mês, 39% no segundo e 62% no terceiro mês de tratamento.

O estudo começou em setembro, com um número reduzido de pacientes do Hospital Municipal dos Funcionários Públicos. Segundo o professor do Departamento de Neurologia da Unifesp e responsável pelo estudo, Cícero Galli Coimbra, a pesquisa começou depois de ficar comprovado que 100% dos portadores de Parkinson apresentavam no organismo um nível baixo de vitamina B2 –necessária para o processo de respiração celular e responsável por mais de cem reações químicas.

A carne vermelha dificulta a absorção da vitamina B2. Aqueles que estavam na fase avançada da doença recuperaram boa parte de suas funções motoras, e alguns já conseguem dirigir, disse o professor. Os dados preliminares da pesquisa foram apresentados no 6º Congresso Internacional sobre doença de Alzheimer e Parkinson, realizado em Sevilha, Espanha, no começo do mês.

O mal de Parkinson surge quando 60% das células nervosas da região do cérebro responsável pelas funções motoras estão prejudicadas. O leite é um dos alimentos com maior concentração de vitamina B2.

disponivel em

http://www.doencadeparkinson.com.br/b2.htm

Dieta especial pode regredir Parkinson

Dieta especial pode regredir Parkinson
17 de Junho de 2003 (Bibliomed)

Dieta especial pode regredir Parkinson

Uma simples alteração na dieta de portadores da doença de Parkinson – tirar a carne vermelha e incluir vitamina B2, encontrada principalmente no leite – é capaz não apenas de estagnar a doença como também de regredi-la. Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo constatou que a recuperação da função motora de 31 pacientes em tratamento no Hospital do Servidor Público Municipal saltou, em média, de 44% para 70% em apenas três meses de tratamento e dieta.

“Os melhores resultados são encontrados nos pacientes que estão nas fases iniciais da doença. Entretanto, existem casos de pessoas que se tratam há muito tempo e que tiveram uma melhora na função motora de 15% para 90% após a intervenção”, disse o pesquisador Cícero Galli Coimbra, que é neurologista e professor livre-docente de Neurologia Experimental da Unifesp. Os dados preliminares da pesquisa foram apresentados no 6º Congresso Internacional sobre doença de Alzheimer e Parkinson, realizado em Sevilha, Espanha, no começo de maio.

O pesquisador explica que é do conhecimento médico que a carne vermelha produz uma substância chamada hemina, extremamente tóxica para as células do organismo, originando a produção de radicais livres. “Para serem eliminados, esses radicais livres precisam de uma substância chamada glutationa que, depois de utilizada, só pode ser recuperada com vitamina B2. A falta da glutationa é a primeira alteração neuroquímica presente nas células cerebrais que estão degenerando com a doença de Parkinson”, explicou.

Com a reposição da vitamina, Coimbra esperava que a doença parasse de progredir, mas ela começou a regredir. O neurologista ainda não sabe explicar se esse fenômeno se deve à neurogênese (processo que leva à formação do sistema nervoso) ou à recuperação de células que não funcionavam, mas encontravam-se ainda vivas na substância negra do encéfalo, principal região afetada pelo processo neurodegenerativo. “De qualquer forma, o nível de recuperação alcançado em tão pouco tempo é surpreendente, pois estima-se que cerca de 60% das células dessa região já foram perdidas quando surgem os primeiros sintomas”, comemorou.

A doença de Parkinson é uma alteração do sistema nervoso central que afeta principalmente o sistema motor, provocando tremores, rigidez muscular e alterações posturais, além de comprometimento de memória, depressão e alterações do sono. Segundo o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, apenas 5% dos portadores da doença apresentam forte componente hereditário. Em 20% dos casos é possível identificar uma causa medicamentosa, tóxica, infecciosa ou traumática para o desenvolvimento da doença. Os 75% restantes ainda desafiam a ciência a descobrir a causa.

Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo

Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo

25/09/2003 – 13h50
Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo
da Folha Online

Cortar todos os tipo de carne vermelha na alimentação faz com que pessoas afetadas pelo mal de Parkinson aumentem a recuperação de suas funções motoras de 44% para 71%, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O estudo, realizado por Cícero Galli Coimbra, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da universidade, e por Virgínia Junqueira, do Centro de Estudos do Envelhecimento da mesma instituição, foi publicado na edição de outubro do “Brazilian Journal of Medical and Biological Research” e incluiu ainda a utilização de doses de 30 miligramas de riboflavina, ou vitamina B2, a cada oito horas.

O consumo de carne vermelha gera toxinas no corpo humano, que produzem alguns tipos de radicais livres. A eliminação desses elementos, que atacam as células, ocorre por meio de uma substância chamada glutationa, cuja recuperação natural depende da vitamina B2. Em pacientes com mal de Parkinson, os níveis de riboflavina são baixos.

Resultados

O estudo foi feito com um grupo de 19 pessoas (8 homens e 11 mulheres), que cortaram a carne vermelha de suas dietas e tomaram a vitamina por seis meses, ao mesmo tempo em que continuavam a utilizar seus remédios para controlar o mal de Parkinson.

Um mês depois de iniciado o estudo, o grupo já tinha níveis normais de riboflavina no sangue. Seis meses depois do início, os paciente tiveram uma estagnação dos sintomas da doença e apresentaram melhora motora expressiva.

Com os resultados, os pesquisadores pretendem entender melhor como funcionam os mecanismos sensíveis à vitamina B2 dentro do corpo e aplicar esse conhecimento no tratamento da doença.

As informações são da Agência Fapesp

http://www.doutorbusca.com/artigos/showquestion.asp?faq=6&fldAuto=152

O estresse e o mal de Parkinson

O estresse e o mal de ParkinsonUm novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

POR CACILDA GUERRA
FOTO MÁRIO LEITE
INTERFERÊNCIA GRÁFICA MARCELO GARCIA

Um indivíduo extremamente preocupado, exigente demais consigo mesmo, que vive para o trabalho, passou por períodos de tensão prolongados ou sofreu fortes abalos emocionais: esse é o perfil mais comum do portador do mal de Parkinson, distúrbio neurológico crônico e progressivo, que prejudica os movimentos e causa tremores por todo o corpo. A descrição é feita pelo médico Cícero Galli Coimbra, professor de Neurologia Experimental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que desde 2003 coordena um estudo sobre a doença.

Em um primeiro momento, a pesquisa esteve focada em um pequeno grupo de pessoas que se tratava no Hospital do Servidor Público Municipal, na capital paulista, revelando que os pao estresse e o mal de Parkinson Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo cientes tinham uma deficiência de vitamina B2 no sangue e ingeriam carne vermelha em excesso. A associação desses dois fatores foi a base do tratamento, que consistiu na reposição da vitamina e na eliminação da carne e seus derivados da dieta. Após três meses, a recuperação média da função motora passou de 44% para 70%.

O estudo prosseguiu e conta hoje com cerca de 600 indivíduos. “A novidade em relação àqueles dados preliminares, a ser apresentada em junho em um congresso sobre o mal de Parkinson em Berlim, na Alemanha, é a descoberta de que o estresse emocional também é fator de risco para a doença, até mais importante que o consumo excessivo de carne vermelha”, conta o neurologista da Unifesp.

O tratamento, que agora inclui medidas de redução do estresse, como psicoterapia e incentivo para que os pacientes encarem a vida de maneira mais leve, tem dado bons resultados. Entre eles, o desaparecimento dos problemas urinários, dos pesadelos e das dificuldades de raciocínio que alguns indivíduos apresentam nos estágios finais da enfermidade. “De modo geral, os sintomas regridem até o que eram um ano antes de a pessoa começar a se tratar. Alguém que esteja doente há oito meses, por exemplo, passa a não apresentar mais nenhum sinal. Daí a importância do diagnóstico precoce”, alerta Cícero Galli Coimbra.

COMO RECONHECER
Segundo o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e organizador do livro Conhecendo Melhor a Doença de Parkinson(ed. Summus), é difícil para o doente e a família identificarem a época exata em que surgiu o problema, já que este começa de maneira quase imperceptível. O primeiro sintoma pode ser um dos descritos a seguir:
 Cansaço ou mal-estar no fim do dia.
 Letra menor ou menos legível.
 Fala menos articulada.
 Depressão ou vontade de se isolar, sem motivo.
 Lapsos de memória.
 Dificuldade de concentração.
 Irritabilidade.
 Dores musculares, principalmente na região lombar.
 Menos movimento em uma dos braços ou em uma das pernas.
 Piscadas pouco freqüentes.
 Expressão facial rígida, ‘congelada’.
 Lentidão nos movimentos.
 Permanência na mesma posição por muito tempo.

Tremores, movimentos lentos e fala monótona
Quando se fala em Parkinson, muita gente associa a doença apenas a tremores nas mãos. Mas ela abrange um conjunto de alterações bem mais amplo, a começar pelos tremores propriamente ditos, que podem aparecer também nas pernas, pés, cabeça, queixo e lábios. Os movimentos, por sua vez, ficam mais lentos, o que leva a pessoa a realizar as atividades comuns do dia-a-dia com menos rapidez e destreza do que quando era saudável. Como os gestos perdem a amplitude, a caligrafia diminui de tamanho. A rigidez muscular é outra manifestação do distúrbio, afetando braços, pernas e pescoço. A marcha se caracteriza por passos mais curtos que o normal e pelo arrastar dos calcanhares no chão, enquanto o corpo se inclina para a frente – e esse desequilíbrio na postura provoca quedas freqüentes. Sinais que não estão relacionados com o sistema motor também costumam surgir, como depressão, insônia, pesadelos, tonturas, cãibras nos pés, problemas urinários e dificuldades respiratórias. Além disso, a voz tende a se tornar mais fraca, e a fala, monótona.

A evolução da doença é lenta e os especialistas a dividem em cinco fases. Na primeira, aparecem tremores, rigidez muscular ou ambos em apenas um lado do corpo. Na segunda, os dois lados passam a apresentar os mesmos sintomas. Quando surge a terceira, o doente adota uma postura permanentemente curvada, perde o equilíbrio ao dar passos para trás e, quando está caminhando, não consegue mudar de direção com rapidez. A rigidez muscular na quarta fase chega a tal ponto que o indivíduo precisa de ajuda para comer e cuidar da higiene pessoal. Por fim, na última etapa, ele não é mais capaz de levantar sozinho da cama ou da cadeira, a não ser que use uma bengala ou um outro apoio.

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O estresse e o mal de Parkinson
Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

A doença surge como conseqüência de uma degeneração neurológica na área do cérebro conhecida como ‘substância negra’. Nessa região se concentram neurônios (células nervosas) que produzem dopamina, matéria química que, entre outras funções, tem papel fundamental na manutenção das atividades motoras. No mal de Parkinson, por razões ainda desconhecidas, essas células param de funcionar ou são destruídas e morrem, levando a uma deficiência de dopamina no organismo. Homens e mulheres são afetados em igual proporção pelo distúrbio, que, segundo as estimativas, aflige cerca de 200 indivíduos em cada grupo de 100 mil. Ele aparece em geral a partir dos 60 anos e tem uma incidência maior na faixa entre 70 e 75. Porém também pode atacar, embora mais raramente, pessoas com menos de 45 anos.

ÁREA DO CONFLITO

Em um corte da parte média do cérebro é possível visualizar a substância negra, região em que se concentram os neurônios produtores de dopamina, fundamental para as atividades motoras.

Medicamentos e atividade física ajudam
Apesar de todo o progresso científico ocorrido desde que a enfermidade começou a ser estudada, a medicina ainda não conseguiu descobrir a cura. Felizmente, a qualidade de vida dos parkinsonianos hoje é bem melhor do que três décadas e meia atrás, quando não se conhecia nenhum tratamento e, nos estágios mais avançados, a doença se tornava totalmente incapacitante, confinando a pessoa a uma cama.

Em 1970, os neurologistas passaram a cuidar de seus pacientes com a levodopa, medicação que, ao se transformar em dopamina no organismo, repõe a quantidade que o cérebro não é mais capaz de produzir, suavizando drasticamente os sintomas. De lá para cá, outros remédios antiparkinsonianos vêm sendo desenvolvidos, para uso conjunto com a levodopa ou isoladamente.

Além dos medicamentos, os especialistas recomendam que se pratique atividades físicas diariamente, como caminhadas ou natação, e se faça sessões de fisioterapia, para fortalecer a musculatura e manter a flexibilidade das articulações. A terapia ocupacional também se mostra benéfica nos casos em que a depressão faz parte do quadro.

A alimentação deve ser rica em fibras, para evitar a prisão de ventre, causada tanto pelas drogas administradas como pelo enfraquecimento dos movimentos do intestino, que acompanha o processo degenerativo da enfermidade. Devido à possibilidade de quedas e conseqüentes fraturas, é fundamental ainda prevenir a osteoporose – com o consumo de produtos ricos em cálcio – e a obesidade.

Cientistas buscam deter o avanço
Como os remédios atualmente disponíveis combatem apenas os sintomas do mal, sem impedir que os neurônios produtores de dopamina continuem se deteriorando, inúmeras pesquisas vêm sendo feitas, em busca das possíveis causas da doença e de formas de tratamento mais eficazes. Recentemente, cientistas americanos divulgaram resultados de testes indicando que um antibiótico usado em casos de lepra e tuberculose pode bloquear reações químicas associadas à morte de neurônios – descoberta que, se confirmada em animais e, posteriormente, em seres humanos, abrirá caminhos para deter o avanço do distúrbio.

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O estresse e o mal de Parkinson
Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

Em outro experimento, realizado no Japão, os pesquisadores transplantaram células-tronco de embriões de macacos para o cérebro de macacos que tinham uma doença semelhante ao Parkinson, revertendo os sintomas – um resultado animador para o tratamento de pessoas no futuro, mas também polêmico, uma vez que enfrenta a oposição daqueles que consideram antiético o uso de embriões humanos. Já estudos recentes nos Estados Unidos, envolvendo a comparação do DNA de famílias e indivíduos, mostraram que um gene defeituoso era a causa de 5% dos casos de mal de Parkinson hereditários e de 1,6% dos casos chamados ‘esporádicos’ (que não têm causa hereditária). Tal alteração, identificada futuramente em testes genéticos, poderá favorecer o diagnóstico precoce, isto é, antes que a doença se manifeste. E o tratamento será, então, iniciado rapidamente, permitindo melhor qualidade de vida ao portador.

PARKINSONIANOS FAMOSOS
Michael J. Fox
Lembrado sobretudo por sua participação na trilogia De Volta para o Futuro, o ator abandonou a carreira aos 39 anos, depois de revelar que estava com Parkinson. Criou a Michael J. Fox Foundation, organização que, desde 2000, já arrecadou mais de 40 milhões de dólares para pesquisas sobre a cura da doença. No ano passado, apoiou publicamente o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, por sua postura progressista em relação às pesquisas com células-tronco.

Papa João Paulo II
Apresentou em 1994 os primeiros sinais da doença, amenizados durante anos graças ao uso de remédios. De lá para cá, sua fragilidade física se acentuou de maneira drástica, em parte devido aos problemas decorrentes da velhice – o Papa tem hoje 84 anos. Nas últimas semanas seu estado de saúde se agravou e ele foi submetido a uma traqueostomia (intervenção cirúrgica para facilitar a respiração). Segundo especialistas, essa dificuldade para respirar também pode ser conseqüência do mal de Parkinson.

Fotos: DivulgaçãoMuhammad Ali
Um dos maiores boxeadores de todos os tempos, Ali iniciou a carreira aos 22 anos, época em que se converteu ao islamismo e abandonou o nome de batismo, Cassius Clay. Quando parou de lutar, em 1981, tinha acumulado 56 vitórias, contra apenas 5 derrotas. Descobriu que sofria do mal de Parkinson em 1984, e a notícia deu origem a rumores de que a doença fora causada pelos inúmeros e perigosos golpes recebidos na cabeça em treinos e lutas, o que nunca ficou comprovado.

Quem foi Parkinson?
Londres, 1817. O médico James Parkinson publica um livreto em que descreve os casos de seis pacientes homens, com idades entre 50 e 72 anos, todos com tremor involuntário, alterações no caminhar e tronco curvado para a frente – sinais da enfermidade à qual ele dá o nome de ‘paralisia agitante’. Só em 1875, porém, ela se tornaria mais conhecida no meio científico, graças aos estudos do famoso neurologista francês Jean Martin Charcot, que, em uma homenagem àquele que pela primeira vez a relatou, batizou-a como ‘mal de Parkinson’.

Produção: Patida Mauad. Assistente de produção: Odete Marietto. Maquiagem: Kaio Martinelli

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Disponivel em

http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/11/artigo5894-1.asp

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Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

Nutrição cerebral


Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

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Disponível em
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/05/06/ma_alimentacao_pode_comprometer_atividade_cerebral_dizem_especialistas-427251019.asp

Publicada em 06/05/2008 às 20h14m
Ystatille Gomes – especial para O Globo Online


RIO – A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.

– O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral – diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).

” A ingestão de gorduras trans intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral (Luciana Ayer) “

Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.

– As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras.

Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais – alerta Galli.

Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.

-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio – diz Lenita.

” Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante e prolonga a vida das células cerebrais (Lenita Zajdenverg) “


Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina – presente no ovo – ou em caroteno – encontrado nas frutas vermelhas – para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.

É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli Coimbra. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca

Reduzir o consumo de carne vermelha e tomar vitamina B2, diminui os sintomas do Mal de Parkinson

“Essas pessoas se mantêm com níveis baixos ao longo da vida, mas elas só desenvolvem a doença se, principalmente, passarem por sofrimento emocional prolongado e intenso”.

Globo Reporter

24/08/2008

Nova terapia para traumas

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Todo dia, tudo igual: o trajeto de sempre, a mesma espera na estação. O metrô de São Paulo e seus 3 milhões de passageiros. Mas com tanta gente assim, alguém pode quebrar a rotina.

“Quando chegou mais ou menos na estação da Sé, eu vi muitas pessoas correndo e atrás vinha uma pessoa com uma faca enorme na mão. No desespero, alguém teve a idéia de quebrar o vidro da porta do metrô. A porta se abriu e todo mundo saiu correndo. Foi o maior desespero”, lembra a biomédica Cláudia Faturi.

Medo foi o que Cláudia sentiu. A primeira percepção do medo acontece na região mais profunda do cérebro, a amígdala cortical, que vai comandar a reação do corpo. Por causa dela, nos preparamos para lutar ou para fugir diante de qualquer perigo.

“Quando uma pessoa observa uma cobra, a primeira reação dela é dar um pulo. Antes de pensar, você já teve essa reação de se esquivar. Nós estamos falando da amígdala atuando para o seu organismo se defender. Num segundo momento, você pode olhar para aquela cobra e avaliar que ela não é venenosa”, diz a psicóloga Mara Raboni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Mas pode acontecer de o medo resistir e permanecer mergulhado no caos e na confusão, recusando uma explicação racional, como se o cérebro não conseguisse processar aquela sensação que vai e volta, feito um fantasma do passado. É o chamado estresse pós-traumático.

“Parece que é exatamente o processo de como esse pensamento não pôde ser organizado na hora de ser fixado na memória. Ele fica sempre buscando um retorno para que seja trabalhado e reprocessado”, esclarece Mara.

Para enfrentar o estresse pós-traumático do enorme susto que levou no metrô, Cláudia buscou ajuda na própria escola em que estuda, a Unifesp, onde uma técnica inovadora para o tratamento de traumas está sendo testada.

É o EMDR, sigla em inglês para Reprocessamento e Dessemsibilização pelo Movimento dos Olhos. O paciente é estimulado a olhar de um lado para outro e recebe também outros estímulos bilaterais, como toques alternados em uma perna e na outra. Ao mesmo tempo em que faz a pessoa reviver a experiência ruim, a técnica ajuda a reinterpretar o que aconteceu.

A Unifesp está pesquisando os efeitos desse novo tratamento em vítimas de seqüestros-relâmpagos.

“Esses indivíduos chegam com alto grau de depressão e depois do tratamento melhoram muitíssimo, apesar de não estarem exatamente iguais a indivíduos saudáveis. Mas a melhora é muito impressionante”, constata a biomédica Débora Sucheki, da Unifesp

Embora constate que a técnica funciona, a ciência ainda não descobriu como ela atua no cérebro humano e o que faz o movimento dos olhos ser tão eficaz. Por alguma razão ainda desconhecida, os estímulos bilaterais simultâneos ajudariam a organizar melhor a memória mais profunda.

“Viajar no metrô agora é normal, faz parte da minha rotina. Não tenho nenhum problema com isso”, garante Cláudia.

Crises pessoais, dramas familiares, a doença, a morte. Quais os efeitos das pequenas e das grandes tragédias que se sucedem ao longo da vida? Entre os muitos estudos sobre a repercussão de um trauma emocional ou de um sofrimento prolongado na saúde das pessoas, alguns concluem claramente: existem doenças que só aparecem quando a gente sofre demais.

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De segunda a sexta-feira, a vida é uma grande espera. Para a aposentada Cecília Simões, nada pode ser melhor do que o fim de semana, quando ela, finalmente, reúne todos os filhos, netos e sobrinhos. “Todo domingo a casa fica cheia. Eu gosto, porque ficar sozinha é ruim”, diz ela.

Mas a alegria do domingo acabou quando o sobrinho que ela criou como filho perdeu o braço numa máquina da firma em que ele trabalhava. “Eu não comia. Parecia que tudo havia acabado para mim”, lembra dona Cecília.

Com a depressão, vieram os tremores. Dona Cecília estava com o Mal de Parkinson. “Era a pior coisa. Eu derrubava tudo”, conta.

A doença atinge uma região do cérebro que afeta os movimentos. E é isso que provoca os tremores. Alguns médicos acreditam que não é só a genética que determina o aparecimento dos sintomas.

“Após ter visto e avaliado vários pacientes com Mal de Parkinson, hoje nós adquirimos a certeza de que esta é a doença do sofrimento. Você tem uma predisposição genética, que, no nosso entender, provoca a dificuldade de absorver a vitamina B2. Essas pessoas se mantêm com níveis baixos ao longo da vida, mas elas só desenvolvem a doença se, principalmente, passarem por sofrimento emocional prolongado e intenso”, diz o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Unifesp.

Dona Cecília foi voluntária da pesquisa do doutor Cícero Galli Coimbra. Ela e os outros pacientes do experimento reduziram o consumo de carne vermelha e passaram a tomar grandes doses de vitamina B2, diminuindo os sintomas do Mal de Parkinson.

Dona Cecília prossegue com o tratamento. Está seguindo as prescrições há mais de três anos e, até agora, não tem do que reclamar. “Eu procuro não me aborrecer. O médico falou para eu não esquentar com nada. Isso que é duro. Eu disfarço”, diz ela. Neste caso, disfarçar talvez seja o mesmo que viver.

 

Disponivel em

http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-14904-3-239449,00.html

Misterios do Cerebro – evitar danos ao sistema nervoso

Controlar o estresse é essencial para evitar danos ao sistema nervoso. As técnicas de respiração permitem aumentar o bem-estar.

misterios do cerebro


RESPIRAR


Roteiro de relaxamento progressivo e respiração diafragmática


Informações:

Elaborado por José Roberto Leite, psicólogo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)


Este roteiro servirá para seu treinamento individual, devendo ser realizado preferencialmente todos os dias. Trata-se de um roteiro de exercícios que você deverá aprender a realizá-los de forma o mais automaticamente possível, para utilizar nas situações em que se fizerem necessários (ao se sentir tenso, ansioso, com insônia etc.).


Aprenda a realizá-lo na posição deitada, inicialmente, e posteriormente na posição sentada. Repita cada movimento por 2 ou 3 vezes. Cada movimento deverá durar cerca de 10 segundos. Procure perceber o melhor possível, o estado do músculo que você estiver tensionando ou relaxando. Procure não pensar ou se preocupar com coisa alguma. Apenas se concentre na atividade de relaxamento.


Focalize sua atenção em sua respiração ou nas regiões do seu corpo com as quais você estará lidando durante o procedimento.


1. Sentado confortavelmente, com as mãos apoiadas nas coxas e pernas ligeiramente afastadas, e as palmas das mãos voltadas para baixo, ombros relaxados, feche os olhos e respire tranqüila e profundamente. Procure efetuar os movimentos respiratórios de tal forma que haja pouco movimento toráxico (movimento do peito) e mais movimentos abdominais (movimento de barriga). Ao inspirar, expanda o abdômen (encher a barriga) e ao soltar o ar, sinta sua barriga como que esvaziando. Procure manter sua atenção focalizada nos movimentos respiratórios. Na inspiração, conte mentalmente 4 tempos (tempo subjetivo), retenha o ar por 2 tempos e expire durante 5 tempos. Reinicie os movimentos após reter os pulmões vazios por 2 tempos. Faça este exercício de respiração por cerca de 5 minutos.


2. Mantendo todo corpo relaxado, focalize sua atenção em seu braço direito. Dobre seu pulso, forçando ligeiramente sua mão direita para trás. Mantenha essa posição por uns dez segundos e sinta que os músculos de seu braço estão tensos. Em seguida, volte sua mão à posição original de repouso (relaxado). Respire profunda e calmamente e solte o ar lentamente, e relaxe-se enquanto solta o ar. Efetue a respiração por 3 vezes e repita o exercício.


3. Mantendo o seu corpo relaxado, respirando tranquilamente, dobre sua mão na altura do pulso para dentro, em direção a seu corpo e perceba a tensão em seu braço. Mantenha todo o seu corpo relaxado, tensionando somente seu braço direito. Pare de forçar e relaxe todo o seu braço. Respire calmamente por 3 vezes. Repita o exercício.


4. Ainda focalizando sua atenção no seu braço direito, feche sua mão direita mais ou menos fortemente, dobre seu braço em direção ao seu ombro, mantendo seus dedos voltados em direção ao seu corpo. Sinta a tensão que se forma em todo o braço direito. Procure manter todo o resto de seu corpo relaxado. Respire calmamente por 3 vezes e repita o exercício.


5. Repita os mesmos exercícios agora com o braço esquerdo e mantendo o restante do corpo o mais relaxado que você puder.


6. Focalize sua atenção em sua perna direita. Procurando manter todo o corpo relaxado, force as pontas de seus dedos de seu pé direito na superfície de apoio, levantando o calcanhar, forçando um pouco como se estivesse empurrando algo e perceba toda a tensão que se forma na parte frontal de sua perna. Volte à posição anterior (relaxada). Respire calmamente por 3 vezes e na medida em que solta o ar, relaxe cada vez mais.


7. Flexione o seu pé direito para trás, apoiando o calcanhar na superfície de apoio, forçando um pouco. Sinta a tensão que se forma em sua perna direita. Mantenha a posição por uns 10 segundos e volte seu pé à posição anterior (relaxada). Respire como fez anteriormente.


8. Mantendo todo o corpo relaxado, focalize sua atenção para a perna esquerda. Efetue de forma semelhante aos exercícios 6 e 7 com a perna esquerda.


9. Mantendo todo o corpo relaxado, force seus ombros em direção às orelhas, respirando tranquilamente, perceba toda a tensão em seus ombros. Volte à posição anterior (ombros relaxados), movimente os ombros efetuando movimento rotatório, e relaxe. Tente perceber a diferença. Respire tranquilamente.


10. Focalize sua atenção no seu rosto. Franza a testa como se estivesse preocupado (a). Mantenha essa posição por cerca de 10 segundos. Perceba a tensão que se forma em sua testa. Relaxe sua testa e sinta a diferença. Respire calmamente. Repita o exercício.


11. Cerre os dentes e faça movimentos de “mastigar”. Sinta a tensão que se forma no músculo da mastigação. Solte e relaxe. Respire calmamente como anteriormente.


12. Procure manter todo o seu corpo relaxado, respirando tranquilamente e sem nenhuma preocupação. Fique nesta posição por cerca de 2 minutos e sentindo todo o corpo relaxado. Encerrar o relaxamento gradativamente, respirando mais profundamente por 2 vezes, abrindo lentamente os olhos e se espreguiçando descontraidamente. Permaneça por mais alguns segundos com o corpo todo relaxado.


Nome: José Roberto Leite – psicólogo da Unifesp

Informações:

E-mail: jrleite@psicobio.epm.br

Nome: Paula Viana – neurologista responsável pela pesquisa sobre os efeitos da música no cérebro, realizada pelo Departamento de Neurologia da USP de Ribeirão Preto

Informações:

E-mail: pcviana2000@yahoo.com.br

Nome: Cia. Minaz de Música – coral de Ribeirão Preto

Informações:

Maestrina: Gisele Ganade

E-mail: cia.minaz@terra.com.br

Nome: Cícero Galli Coimbra – neurologista Unifesp

Informações:

E-mail: coimbracg.nexp@epm.br


Disponivel em:

http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VVM0-2708-14904-3-0,00.html

Mistérios do Cérebro – Fim de um mito

MISTÉRIOS DO CÉREBRO

misterios do cerebro

 

 

Fim de um mito

Globo Reporter – 25/08/2006

disponivel em http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-14904-3-239446,00.html

Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta. Não se engane com o endereço fácil. A corrida de táxi vai pegar o atalho de um cérebro privilegiado. São Paulo tem 128 mil ruas. Cada passageiro, um destino. Cada destino, um roteiro repleto de minúcias. Alguns segundos. É só o que o taxista João Pereira de Souza precisa para desvendar qualquer trajeto. Um detalhado mapa imaginário vai aparecendo na cabeça dele.

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Dar sentido a uma cidade é o que urbanista Lucídio Guimarães Albuquerque faz. Ordenar o desenho urbano, pôr letras e números numa seqüência lógica. Ajudar a planejar Brasília faz parte do trabalho de Lucídio.

“Arquitetura, urbanismo e planejamento regional sempre foram meus grandes interesses profissionais, desde jovem, quando entrei para a antiga Universidade do Brasil, em 1943. Eu não sei o vem a ser sossegar. Se é parar, isso eu não faço”, diz Lucídio.

Aos 85 anos, Lucídio estuda como nunca e trabalha como sempre. Arquiteto e consultor da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, percorre os núcleos rurais que ajudou a criar e acompanha a produção agrícola. Conhece todo mundo pelo nome.

“Eu tenho que me lembrar, de memória, de pessoas que moram aqui. Se falam comigo, eu tenho que lembrar e conversar com eles como naquele tempo em que tinham 20 anos, como o Hugo Bota e o Chico Carioca”, conta Lucídio.

João, 65 anos. Lucídio, 85. O que será que evitou o envelhecimento do cérebro deles e os manteve ativos e saudáveis? “Eu como o trivial: feijão com arroz, carninha de sol. E digo mais: mocotó uma vez por semana. Já falei isso para meu doutor cardiologista. Eu gosto porque são os sabores da minha infância. Era o que mais se comia na minha casa”, lembra Lucídio.

A ciência já estuda a relação entre os alimentos e o funcionamento do cérebro. Duas universidades gaúchas – a Federal do Rio Grande do Sul e a Unisinos – estão pesquisando juntas o quanto a nossa dieta pode ser capaz de fornecer nutrientes essenciais para melhorar a comunicação entre as células do cérebro. É o caso, por exemplo, do arroz com feijão. O prato típico do brasileiro ajuda a manter o cérebro funcionando bem. E ele precisa.

O cérebro tem menos de 5% da massa total do corpo, mas gasta 20% de todo o oxigênio que respiramos. Com tanto oxigênio concentrado num espaço tão pequeno, pode acontecer com o cérebro o que acontece com um pedaço de metal em contato com o ar: a oxidação. É como se ele enferrujasse.

Alguns alimentos combatem a oxidação. “Frutas e verduras são fundamentais – de cinco a sete porções diferentes por dia, de preferência, coloridas. Há um tempo, as cores dos alimentos estavam relacionadas com a beleza e a vontade de comer. Hoje se sabe que as cores têm pigmentos que são antioxidantes”, explica a nutricionista Denize Righetto Ziegler, da Unisinos e da UFRGS.

Tão importante quanto à alimentação é a postura diante da vida. Antes de sair da Bahia, ninguém acreditava em João.

“Eu era considerado o garotinho mais burrinho da cidade, porque eu não estudei. Quando se falava qualquer coisa sobre estudo, eu não sabia nada. Então, fiquei conhecido como o mais burrinho da cidade”, conta o taxista.

E o baiano do interior virou taxista em São Paulo. Aí, piorou. Ele conta que alguns passageiros ficavam indignados quando ele não sabia a localização de determinada rua. E quando descobriam de onde ele era, saíam-se com esta: “Também… Deixam baiano trabalhar na praça!”.

De orgulho ferido, o baiano João meteu o mapa da metrópole na cabeça: decorou 200 páginas do Guia da Grande São Paulo. Não há um único paulistano capaz de saber mais do que ele.

“A página 26 está já lá no fim, fazendo divisa com Itaquaquecetuba. É mais conhecida como Avenida Água Chata”, afirma João.

Ao enfrentar a humilhação, João estava, sem saber, ajudando o cérebro dele a funcionar melhor. A memória fantástica apareceu quando ele rejeitou uma atitude derrotista.

“O sofrimento envelhece o cérebro, bloqueia a produção de novas células nervosas que iriam substituir células perdidas e acelera a perda de células nervosas em regiões específicas do cérebro”, revela o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A ciência sempre acreditou – e todos nós sempre aprendemos na escola – que as células do cérebro, ao contrário das outras células do nosso corpo, nunca se regeneram. Quando um neurônio morre, jamais nasce outro no lugar dele. Mas, de dez anos para cá, essa certeza científica foi dando lugar a evidências cada vez maiores de que as células nervosas podem, sim, construir novas pontes tapando os buracos provocados pelos neurônios mortos e religando a comunicação que estava interrompida.

Isso é feito pelas chamadas células precursoras, que podem viajar de uma região a outra do cérebro e substituir os neurônios mortos. Quando elas fazem isso, acontece a neurogênese, o nascimento de novos neurônios.

Tomar sol bem cedo ou no fim da tarde ajuda a pele produzir a vitamina D, fundamental para a neurogênese. Mas não é só. “É absolutamente importante a pessoa manter ao longo da vida inteira a alegria de viver, o entusiasmo pelo que faz, procurar enfrentar os problemas do dia-a-dia com serenidade”, aconselha doutor Galli.

Outro aliado da produção de novos neurônios é um ex-vilão inteiramente regenerado pela medicina: o ovo, com a clara bem durinha e a gema mole.

“Isso pode parecer contrário ao conceito tradicional, mas está absolutamente de acordo com os dados mais recentes que têm sido demonstrados na literatura médica. O ovo possui elementos, entre eles eu destaco o colesterol de alto peso molecular, o chamado colesterol bom, e a colina, que são nutrientes essenciais para a produção de novas células”, ressalta doutor Galli.

Botar o ovo no cardápio e apanhar um pouco de sol todo dia é barato e fácil. Mas e a outra pré-condição para favorecer o nascimento de neurônios: como lidar com o estresse?

João garante que não é estressado com trânsito. “O engarrafamento não tem jeito. Fazer o quê? Relaxar. Aí, o passageiro fica nervoso porque acha que eu não conheço o melhor caminho. Quando São Paulo pára, não temos por onde sair”, conforma-se o taxista.

Manter a calma num trânsito infernal é uma façanha que traz suas recompensas. Uma pesquisa da Rede Sarah mostra que o estresse exagerado afeta a memória.

“De repente, começaram a aparecer muitas pessoas, principalmente na faixa etária dos 45 aos 60 anos, dizendo que estavam ficando velhas porque estavam perdendo a memória”, conta a neurocientista Lucia Willadino Braga.

A pesquisa comparou o cérebro de dois grupos de pessoas. O primeiro tinha entre 45 e 60 anos. O segundo, como Lucídio, mais de 80 anos de idade. A pedido do Globo Repórter, Lucídio refez os testes da pesquisa.

Logo no primeiro teste, Lucídio mostrou a memória impecável. Para fazer o teste de memória visual em que ele tinha de lembrar de uma série de figuras, Lucídio entrou numa máquina de ressonância magnética. Enquanto isso, os pesquisadores monitoravam sua atividade cerebral.

Enquanto ele lembrava das figuras, os equipamentos identificavam que região do cérebro ele estava usando. Lucídio confirmou os resultados anteriores: na memória de curto prazo, o acerto foi de 96%, bem maior do que o das pessoas mais jovens que participaram da pesquisa.

“Depois nós fizemos o teste da memória visual, que são as figuras abstratas. Eu perguntei qual delas você tinha visto antes e, incrivelmente, você acertou 100%. Então, você está com o cérebro muito jovem, muito exercitado, o que mostra que durante a sua vida toda você manteve o cérebro funcionando”, anunciou Lucia.

O exame revelou também a estratégia usada por Lucídio para se lembrar das figuras. Ele ativou uma parte do cérebro acima dos olhos, perto da testa, uma área relacionada com o planejamento.

Culto e sofisticado, Lucídio foi buscar na obra de um pintor do século 16 uma maneira de fixar na memória, por associação, uma das figuras do teste. “Uma delas eu associei àquelas imagens fantásticas de El Greco”, contou o urbanista.

A pesquisa do Hospital Sarah de Brasília concluiu que o grupo mais jovem estava tendo falhas na memória por causa do estresse e que o grupo mais velho manteve a memória intacta porque nunca deixou de exercitar o cérebro.

“A gente viu que nesse grupo entre 45 e 60 anos, as pessoas estavam estressadas. Elas estavam tomando remédio para dormir, fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Então, elas não tinham um problema de memória e sim um problema de estruturação da vida”, esclarece a neurocientista.

“Eu sei que me dediquei bastante até hoje. A partir do dia em que o homem achar que sabe tudo, ele estará perdido”, diz João.

“Trabalhar é importante. Levantar cedo também. Passarinho madrugador é que come minhoca. Na roça, achamos que era importante sair com o nascer do sol”, finaliza Lucídio.

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http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-14904-3-239446,00.html

O remédio da serenidade

O remédio da serenidade

Médicos descobrem que controlar o stress e as emoções é essencial para tratar o Mal de Parkinson.

19/06/08

serenidade







A vida de dona Afra Maria de Albuquerque mudou quando o filho dela se separou. A nora foi morar nos Estados Unidos e levou junto o seu neto. “A saída do meu neto foi uma coisa que veio e me pegou muito forte. Eu não tinha mais vontade de fazer nada, só queria ficar deitada”, lembra a costureira.


Alguns anos depois, dona Afra ficou doente, com Mal de Parkinson. Para os médicos, a doença pode ser causa e conseqüência de um grande trauma. Nos últimos anos, pesquisas vêm comprovando que stress, depressão, ansiedade e medo estão diretamente relacionados ao aparecimento do Mal de Parkinson.

Esse estado emocional, segundo as pesquisas, leva o organismo a produzir substâncias tóxicas, que destroem as células nervosas e dificultam o nascimento de novas células. Isso acontece numa parte do cérebro que facilita os movimentos, e por isso o doente passa a sofrer de rigidez no corpo, tremores, e pode ter dificuldade para se equilibrar, andar e falar.

Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo, explica que a doença está associada a uma predisposição genética, mas que mudar o comportamento pode ser decisivo pra evitá-la ou tratá-la. “É fundamental que essa pessoa aprenda modificar a sua reatividade emocional, a se reeducar emocionalmente, procurando a se transformar numa pessoa serena, tranqüila, se possível até numa pessoa feliz”, afirma ele. “E é fundamental que essa pessoa não tema a doença, porque o medo da doença provoca sofrimento”.

Dona Afra aderiu à mudança de atitude. Além de tomar remédios, ela decidiu ajudar as crianças de uma creche: passou a costurar para elas, e a sorrir. A doença regrediu. “Quando vem a primavera eu começo os vestidos, aqueles vestidinhos enfeitadinhos, cheio de fitas, rendinhas. É tanta coisa bonita…”, ela conta, alegre. E aconselha: “O paciente tem que ter auto-estima e estar sempre firme”.


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Lembre de alimentar seu cérebro

 

Lembre de alimentar seu cérebro


por Conceição Trucom*

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A mente anda cansada, com preguiça de pensar, planejar e aprender?
E pior, vive dando brancos: para onde estou indo mesmo? Sei que tenho que comprar algo… Caramba, esqueci a panela no fogo! Qual é mesmo o nome daquele ator?

Bem, isto é sinal de que você está esquecendo de colocar alguns alimentos no prato. Afinal, um cérebro saudável e vivo, depende de uma alimentação consciente e vitalizante.

Que o consumo de peixes faz bem à manutenção das células cerebrais todo mundo já sabe. Mas os neurobiólogos não param de realizar estudos, e a lista de alimentos que fortalecem as funções cerebrais fica cada vez mais focada para o mundo dos vegetais frescos e integrais.

É nas frutas, por exemplo, que se encontra a fisetina – mais precisamente no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã e também na cebola e espinafre. Segundo o Instituto Salk, na Califórnia (EUA), essa substância vem sendo considerada fundamental para manter a memória jovem, porque sua função é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las.

O fenômeno pode ser explicado pelo fato destes vegetais, quando integrais, frescos e crus, estão concentrados de compostos antioxidantes, que neutralizam os danos dos radicais livres no cérebro, melhorando a juventude e sanidade das suas células. A capacidade delas se comunicarem com todas as partes do organismo e de armazenarem informações.

Além disso, encontramos na fração oleosa das sementes, grãos integrais e na gema do ovo, uma grande gama de substâncias que são muito amigas do cérebro. Vamos conhecê-las:

Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo – sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantêm o cérebro acordado e ativo (elétrico). Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e nas folhas verde escuro.

Vitamina E – poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

Vitamina C – famosa ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-germinadas, assim como na maioria das frutas.

Vitaminas do complexo B – regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais.

Bioflavonóides – são polifenóis com forte ação antioxidante. Além das sementes são encontrados também no limão, frutas cítricas, uva e nas folhas verde escuro.

Colina – participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

Acetil-colina – um neurotransmissor, fundamental para as funções de memorização no hipocampo. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

Fitosteróis – estimulante poderoso do sistema de defesa do organismo, reduzindo proliferação de células tumorais, infecções e inflamações. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.

Fosfolipídeos entre eles a Lecitina – funcionam como um detergente, desengordurando todos os sites por onde passa. Além disso, participam na recuperação das estruturas do sistema nervoso e da memória. Presente em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.

Ômega-3 – funciona como um antiinflamatório poderoso, evitando a morte dos neurônios. Existem somente três fontes: os peixes de águas frias e profundas e as sementes de linhaça e prímula.

NÃO ESQUEÇA DE TER SEMPRE NA DESPENSA

Sementes cruas e sem sal: linhaça, gergelim, girassol, abóbora, castanha do Pará, castanha de caju, noz pecã e macadâmia. Lembre das sementes da melancia, do pepino e do melão.

Óleos: azeite virgem ou aqueles que são prensados a frio – linhaça, girassol, gergelim e soja. Lembre do famoso óleo de fígado de bacalhau.

Leguminosas: soja, ervilha, lentilha, grão de bico, feijão branco, azuki e os demais.

Frutas: limão e as demais cítricas, uva, maçã, kiwi, pêssego, morango e demais frutas vermelhas (amora, cereja), abacate, tomate e azeitona.

Cereais integrais: arroz, trigo, aveia e centeio, como também o germe de trigo.

Verduras: todas as folhas de cor verde escura, como todas as couves (manteiga, brócolis, flor), a bertalha, a espinafre e a folha da beterraba.

Legumes: principalmente os de cores vivas como a cenoura, a beterraba, a abóbora e no meio deles a cebola e a cebolinha.

Se você não é vegetariano, lembre-se que os peixes não devem faltar quando o propósito é cuidar do cérebro, da capacidade de se concentrar e da memória. Os mais interessantes são os de água fria, ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala.

Os Alimentos Neuroprotetores

São os agentes antioxidantes, como os bioflavonóides e carotenos, presentes nas frutas cítricas, na uva (principalmente as escuras), nas frutas vermelhas (morango, amora e cereja) e laranjas (pêssego, caqui, mamão, manga e damasco) e na maçã.   Quanto às hortaliças, insista nas de folhas escuras, como as couves, a bertalha e o espinafre. Nos legumes: a abóbora, a cenoura e a beterraba.

A vitamina E (tocoferóis) está presente nas sementes e nos óleos vegetais prensados a frio, como o de soja, linhaça e girassol, assim como no germe de trigo.   Óleos vegetais refinados são pobres de micronutrientes de valor terapêutico.

Entre os minerais, as revelações são o zinco – encontrado em doses generosas na semente de abóbora, no iogurte e nos cereais integrais; e o selênio, que está concentrado na castanha do Pará e em menores doses nos grãos integrais, na cebola e no alho.

Por fim, o ômega-3 dos peixes de água fria, que também protege os neurônios. Mas ele está presente em altas doses na semente de linhaça e no seu óleo prensado a frio.

Os Alimentos Regeneradores das células

A colina e a lecitina, substâncias fartamente encontradas na fração oleosa da soja e na gema do ovo, têm papel fundamental na composição da membrana gordurosa que reveste os neurônios. E, haja colina, pois as funções cerebrais de aquisição e armazenamento de novos dados, exigem mais intensamente pela formação de novas células. Bem, não dá para sair comendo ovo em excesso, mas é possível fazer uso diário de suplementação alimentar com a lecitina isolada de soja (1 grama/dia).

Elas estão presentes também, mas em menor concentração, no germe de trigo, nas leguminosas e no levedo de cerveja. Está provado que o consumo de alimentos que contêm colina durante a gravidez e na fase de aleitamento influi beneficamente no desenvolvimento cerebral da criança.

Os Alimentos que Estimulam as conexões cerebrais

Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar. É o caso da fisetina, que marca presença nas frutas já citadas.

As vitaminas do complexo B também facilitam a comunicação entre as células e tais substâncias são mais comuns em alimentos de origem animal como as carnes, peixes, aves, vísceras, leite e derivados.

Entretanto, nos vegetais como os cereais integrais, sementes, germe de trigo, soja e demais leguminosas, também estão presentes, porém em menor concentração.

Finalmente, o fósforo, que se encontra nos peixes, no germe de trigo e ainda nas sementes de girassol e abóbora.

O QUE COMPROMETE A SANIDADE DO CÉREBRO?

Procure fugir de alimentos que causam picos glicêmicos – eles estouram a taxa de glicose no sangue e no cérebro – como o açúcar (principalmente o refinado), massas e cereais refinados, batata inglesa e doces em geral. Eles elevam a produção de insulina e de ácido aracdônico, fortes responsáveis pelos processos inflamatórios, que aceleram o envelhecimento e morte das células cerebrais.

Metabolicamente, sabe-se que logo após os picos glicêmicos gerados pelo consumo excessivo de açúcar e amidos, é inevitável quadros de hipoglicêmia, que é a queda vertiginosa do teor de glicose no sangue.

Tal situação desarticula todas as funções sensoriais do cérebro, assim como a sua produtividade, poder de comunicação interna e armazenagem de dados. Tanto que a reação natural de um cérebro em estado de hipoglicemia é o sono, ou seja, pára tudo.

Evite também as drogas que geram produção massiva de radicais livres como é o caso do cigarro, das frituras, do álcool, do café, dos alimentos muito processados e aditivados. Os radicais livres AMAM destruir neurônios e demais células do organismo.

Por último, evite as frituras e as gorduras de origem animal, que tormam as membranas celulares rígidas e pouco porosas, inviabilizando a fluidez e a qualidade das trocas químicas, tanto de nutrição, como de limpeza orgânica. Uau! Cérebro desnutrido e envenenado.

Este texto faz parte do livro Exercícios cerebrais – Por que e como praticá-los? – Conceição Trucom

* Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas
voltados para o bem-estar e qualidade de vida.Visite seu Site no STUM e o www.docelimao.com.br
Email: mctrucom@docelimao.com.br

5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO

5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO


Dr. Cicero Galli Coimbra, M.D., Ph.D.
Laboratory for Brain Ischemia Research, Head Department of Neurology and Neurosurgery Federal University of São Paulo.
Escola Paulista de Medcina

 

Revista Viva Saúde
http://revistavivasaude.uol.com.br/edicoes/23/artigo15542-1.asp


Manter a saúde mental é mais fácil do que muita gente imagina. As pesquisas dos últimos 10 anos apontam ser possível, sim, estimular a formação de novos neurônios (o que até 1998 a ciência considerava impossível!) e, conseqüentemente, afastar os riscos de doenças como Parkinson e mal de Alzheimer. Saiba como:

POR DANIELA TALAMONI

FOTOS FERNANDO GARDINALI

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O que fazer para manter o corpinho em forma e poupar as articulações, as artérias, o fígado, os pulmões, o coração e tantos outros órgãos e sistemas vitais todo mundo está cansado de saber: atividade física regular, alimentação leve e balanceada, abandono de vícios e exames preventivos anuais. Agora, o desafio da ciência é desvendar os mistérios que ainda envolvem a complexa estrutura cerebral para encontrar saídas que também ajudem a conter ao máximo a morte natural dos neurônios e a preservar a saúde mental.


Essa preocupação faz sentido. Muitas pessoas passam a vida tentando conciliar uma rotina de trabalho estressante com aulas de ginástica, avaliações e consultas médicas, almoço e jantar saudáveis, algumas horas de lazer… E até conseguem, mas, quando finalmente conquistam o bem-estar físico, é a cabeça que começa a falhar, especialmente após os 60 anos.

 


Segundo relatório publicado pela revista científica inglesa The Lancet, um novo caso de demência surge a cada sete segundos no mundo (o que inclui entre outros distúrbios progressivos e degenerativos do cérebro o mal de Alzheimer) – são quase 5 milhões de novas vítimas ao ano. E estima-se que esses números possam quadruplicar[/b, chegando a um total de 81 milhões de pessoas nas próximas três décadas.


Para piorar, soma-se a essa triste estatística o fato de neurocientistas e pesquisadores sempre terem alertado para a fragilidade das células nervosas cerebrais. Até mesmo nós, simples mortais, aprendemos que os neurônios vão morrendo com o passar dos anos e, uma vez danificados, não podem se regenerar. Resultado: a nossa única esperança de manter a lucidez na terceira idade seria mesmo continuar cuidando da saúde geral e fortalecendo as conexões (a comunicação entre as células nervosas do cérebro) para tentar ao menos adiar as conseqüências das perdas neuronais – uma vez que é impossível evitá-las.


A boa nova é que em 1998 uma notícia abalou o mundo da neurociência e, apesar de ainda causar controvérsias, sugere um futuro menos sombrio para a humanidade. Naquele ano, uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine comprovava uma desconfiança que surgiu na década de 60 com os estudos realizados com ratos pela equipe do neurocientista norte-americano Fred Gage – e para a qual pouca gente deu importância na época -, a de que novos neurônios são produzidos diariamente no cérebro humano.

 

 


O fenômeno, que ficou conhecido como neurogênese, logo atraiu o interesse da comunidade científica que passou a acompanhar de perto todos os detalhes das descobertas.


Espécies de células-tronco localizadas ao redor dos ventrículos (as cavidades internas do cérebro por onde deságua o líquido encefalorraquidiano que vem da medula espinhal) são capazes de dar origem aos neurônios e todas as células do Sistema Nervoso Central (SNC). Chamadas de precursoras, essas ‘células-mãe’ se multiplicam toda vez que há perda de neurônio. As células nervosas ‘recém-nascidas’, então, migram para suprir a região onde houve o dano e restabelecer o circuito nervoso por ali. Muitos desses ‘bebês’, porém, não conseguem chegar até o seu destino e morrem pelo caminho – é a apoptose, um acidente de percurso cujo risco de ocorrer aumenta 90% à medida que o indivíduo envelhece.

 

Segundo o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor e pesquisador do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), depois desses achados, cientistas de todo o mundo passaram a se empenhar na identificação dos fatores que, ao longo dos anos, podem estimular ou impedir tanto a multiplicação e o nascimento das células nervosas do cérebro quanto a apoptose.


“Agora, este será o melhor caminho para descobrir tratamentos mais eficazes e até a prevenção de doenças relacionadas às falhas e perdas de neurônios, como os males de Parkinson e Alzheimer”, acredita.


Para provar isso, o médico fez um levantamento de todos os estudos relacionados ao assunto e publicado em revistas científicas especializadas desde 98 e revelou para Viva Saúde pelo menos cinco atitudes que, comprovadamente, contribuem para equilibrar a perda e o nascimento de células nervosas e, conseqüentemente, preservar o nosso cérebro intacto por mais tempo.

 

 


Segundo o especialista, quem estiver falhando em algum dos fatores relacionados à neurogênese a seguir tem muito mais chance de desenvolver doenças neurodegenerativas no futuro, mesmo que não apresente nenhuma predisposição genética.


Confira:

 


1 FUJA DO ESTRESSE CRÔNICO


As pesquisas da década de 60 desenvolvidas pela equipe do neurocientista Fred Gage com ratos adultos já sugeriam uma possível influência do estilo de vida na saúde dos neurônios. Em animais criados em gaiolas cheias de brinquedos para explorar, observou-se um aumento de novas células nervosas no hipocampo (a área responsável pela capacidade de memorizar e aprender). Enquanto que naqueles ratinhos submetidos a estresse constante, uma condição desfavorável ao aprendizado, essa produção diminuiu significativamente.


“Hoje, já se sabe que as tensões diárias, a angústia e a preocupação antecipada – sensações comuns no dia-a-dia do homem moderno – são capazes de afetar também o cérebro do ser humano. Esse estresse crônico bloqueia a neurogênese no início, impedindo que as células precursoras se multipliquem”, explica o neurologista Cícero Galli, da Unifesp.

 

 


Vários estudos já comprovaram que, nestas condições, o cérebro só perde neurônios e não os repõe. O próprio médico, que já avaliou mais de 600 portadores de mal de Parkinson desde 2002, foi um dos pesquisadores a demonstrar isso. Em junho do ano passado, durante um congresso sobre a doença na Alemanha, ele apresentou resultados que indicavam o estresse como um dos principais responsáveis pela destruição das células nervosas produtoras da dopamina, matéria química que, entre outras funções, tem papel fundamental na manutenção das atividades motoras. Essa deficiência dificulta os movimentos, provoca rigidez muscular e causa os tremores em quem desenvolve esse distúrbio neurológico crônico e progressivo.

 


“Não há dúvidas de que a tensão emocional está envolvida em 95% dos casos de mal de Parkinson, que são exatamente aqueles que não têm uma causa genética. Sempre descubro um trauma por trás do problema. Uma das minhas pacientes, por exemplo, começou a manifestar os sintomas da doença algumas horas depois de presenciar a morte do marido em um assalto no trânsito”, conta o neurologista.


Além disso, aqueles que são tratados com a ajuda de psicoterapia têm apresentado excelentes resultados.


“Os que recebem instruções para relaxar e encarar a vida de forma mais simples e descontraída, em casos mais leves, podem deixar de apresentar os sintomas. Enquanto aqueles que se encontram em estágios finais da enfermidade, há ao menos uma melhora do quadro, com o desaparecimento de problemas urinários, bem como dos pesadelos e dificuldades de raciocínio – comuns nessa fase”, explica.


 

 


2 INCLUA GEMA DE OVO NO CARDÁPIO


Depois da absolvição pela condenação injusta que o colocava como principal responsável por elevar as taxas de colesterol no sangue, o ovo ganha mais um motivo para ser consagrado como uma opção do bem e, agora, indispensável no prato. O fato é que a gema (e não a clara, é bom lembrar), mais do que qualquer outro alimento, oferece uma grande concentração de colina – uma substância que, agora se sabe, reveste a membrana das células (incluindo as células nervosas do cérebro) e que não é produzida pelo organismo.


 

“A presença dela é muito importante para a formação de novas células, incluindo as células nervosas cerebrais do adulto. Quanto mais colina no organismo, mais material para a formação da membrana celular”, explica o neurologista da Unifesp.


Mas não é só. Ela, colina, também forma acetilcolina, um neurotransmissor relacionado às funções de aprendizado e memória, e teria um papel importante na gravidez e no desenvolvimento do cérebro do feto. Os pediatras ainda não recomendam uma suplementação da colina durante a gestação, mas a importância dessa substância para o bebê foi sugerida em 1997, a partir dos resultados de estudos realizados pelo pesquisador Steven Zeisel, da Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, com ratas de laboratório prenhas.

 

 

“Aquelas que recebiam suplemento de colina durante a gestação estimulavam muito mais o crescimento das células nervosas nos ratinhos.

Quando estes nasciam, eram testados em um labirinto e demonstravam muito mais agilidade para aprender o caminho e encontrar a saída do que aqueles nascidos de ratas que não haviam sido submetidas à suplementação”, conta Cícero Galli.

 


A importância dessa e de outras descobertas sobre as funções da colina tem sido tão grande que o governo norte-americano providenciou em 2004 a divulgação de um banco de dados (o USDA Database for the Choline Content of Common Foods) para verificar a presença da substância nos alimentos. Com a ajuda dele, é possível saber por exemplo que a colina também está presente em boas quantidades no fígado de boi e de frango, no gérmen de trigo e na soja. E que cinco gemas de ovo somam 682,4 mg de colina, enquanto só a clara equivale a 1,1 mg e 1 litro de leite a apenas 14 mg da substância.

 

“Vale lembrar que para oferecer todos os benefícios para o cérebro precisaríamos de pelo menos 500 mg de colina por dia, o que pode ser obtido com uma cardápio variado”, alerta o neurologista.


 

 

 

3 TOME SOL NA MEDIDA CERTA


Quem, afinal, em uma metrópole como São Paulo, não costuma sair de carro para trabalhar, estacionar no prédio onde fica a empresa, permanecer o dia inteiro trancafiado em um escritório com janelas escuras e anti-ruídos e voltar para casa ao anoitecer sem ver a cara do astro-rei ou perceber se a temperatura lá fora mudou?


É isso mesmo… A vida moderna nos transformou em ratos de esgoto ou de laboratório (como preferir), pelo menos no que diz respeito ao contato saudável com o sol. A conclusão foi do bioquímico Reinhold Vieth, da Universidade de Toronto, no Canadá. Ele avaliou os níveis de vitamina D (que para ser assimilada pelo organismo precisa da ajuda dos raios solares) em animais e comparou aos níveis encontrados no homem moderno. Foi então que percebeu a queda dessa vitamina.


E em que isso prejudica o cérebro?

 

“Além de ser essencial para a formação óssea, ela estimula a produção de NGF (fator de crescimento dos neurônios)”,

esclarece Cícero Galli Coimbra.


Descrita em 1956, a NGF é uma proteína essencial para a sobrevivência e fortalecimento das células nervosas cerebrais, por ser capaz de enviar sinais contínuos para que um neurônio dirija suas terminações na direção de outro e forme uma sinapse (aproximação entre os neurônios, onde ocorrem várias reações químicas que ainda estão sendo estudadas). Quanto mais numerosas e fortes forem essas conexões (sinapses), menos ocorrências de apoptose e mais eficientes as capacidades cognitivas, como a memória.

 

 

 

4 TAURINA NA MEDIDA CERTA


Aminoácido de maior concentração nas células do corpo, a taurina tem a função de impedir a formação de coágulos no sangue, diminuir a quantidade de triglicérides (gordura) no sangue, fortalecer o endotélio (a camada de revestimento dos vasos sangüíneos e, agora se sabe, bloquear a apoptose (a morte dos novos neurônios).


O problema é que o organismo produz naturalmente esta substância, mas sua quantidade diminui bastante com o passar do tempo. Não é à toa que, segundo o neurologista Cícero Galli, alguns geriatras têm recomendado a seus pacientes com mais de 60 anos fórmulas para repor essa substância no organismo, embora isso ainda seja questionável. “Ainda não se sabe qual o mecanismo que envolve a taurina com a neurogênese, nem mesmo a quantidade necessária para cada pessoa”, alerta.

 

 

 

 

5 EVITE O CONSUMO DE ÁLCOOL

 

Não é difícil imaginar por que bebidas alcoólicas e outras drogas podem afetar o cérebro. Essas drogas costumam afetar em cheio o Sistema Nervoso Central, provocando uma mudança no comportamento ao serem ingeridas. Quem bebe além da conta, por exemplo, pode ter tonturas, falta de coordenação motora, confusão mental, desorientação e até anestesia momentânea.


usuários de maconha apresentam alteração nos sentidos (visão, audição, olfato e tato), na cognição (pensamentos, memória e atenção) e até no humor.


 

“As células nervosas cerebrais, apesar de complexas, são extremamente frágeis e sensíveis. E, além de estimular a morte de neurônios, o uso dessas substâncias pode bloquear a formação de novos”, afirma o neurologista da Unifesp, Cícero Galli.


Vale lembrar que mesmo aqueles que dizem beber socialmente podem estar arriscando a sua saúde mental no futuro. De acordo com o especialista, ainda não se sabe qual a quantidade de álcool, por exemplo, já é capaz de interromper a neurogênese, até porque a sensibilidade do organismo varia de pessoa para pessoa.


 

COMO A NEUROGÊNESE FOI DESCOBERTA


 

Na década de 60, Fred Gage e sua equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA), em experiências com canários machos adultos, notaram que toda vez que os pássaros cantavam havia proliferação de novos neurônios. Até então, a ciência acreditava que as células nervosas cerebrais não podiam nascer em cérebros adultos – no máximo, conseguiam amadurecer ou fortalecer suas conexões.

 

Para verificar a presença dos neurônios recém-nascidos, porém, não bastava um microscópio potente. Todos os neurônios são iguais e transparentes, e só com a ajuda desse equipamento não haveria como saber quais eram os novos habitantes do cérebro.

 


Nesse sentido, a tecnologia foi permitindo o uso de técnicas mais eficientes e que possibilitaram a realização de testes mais precisos a partir da década de 90 em ratos, sagüis e outros primatas adultos. A técnica utilizada para comprovar a neurogênese tinha como princípio deixar uma marca visível em todo o neurônio que nascia. Para isso, os cientistas lançaram mão de um marcador celular, a substância BrDu (bromodesoxiuridina), que tem a propriedade de ser captada pelas células que estão se reproduzindo no organismo. O BrDu fica colorido após reação química e pode ser destacado e visualizado por microscópio. Assim, ficaria comprovado o nascimento de neurônios. Mas como fazer essa experiência com humanos?

 


O BrDU é tóxico e seria necessário remover o cérebro para procurar com o microscópio os neurônios marcados. Ou seja, seria necessário conseguir doadores e aguardar sua morte. Mas em 1998 pesquisadores suecos tiveram uma grande chance. Como o BrDu estava sendo usado em pacientes terminais com câncer, para verificar a multiplicação de células cancerígenas e a existência de metástase, os cientistas explicaram a importância do experimento às famílias de cinco pacientes e obtiveram a permissão para remover o seus cérebros após a morte para analisar a região do hipocampo. Os resultados, finalmente, comprovaram a neurogênese e foram publicados na revista científica Nature.

 


5 FORMAS DE PROTEGER SEU CÉREBRO
Viva Saúde
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