Vitamina D em medicina preventiva: estamos ignorando as provas?

A vitamina D em medicina preventiva: estamos ignorando as provas?

Department of Nutrition Science, University of Bonn, Endenicher Allee 11-13, 53115 Bonn, Germany. Departamento de Ciência da Nutrição, da Universidade de Bonn, Endenicher Allee 11-13, 53115 Bonn, Alemanha. a.zittermann@uni-bonn.de a.zittermann @ uni-bonn.de

Vitamin D is metabolised by a hepatic 25-hydroxylase into 25-hydroxyvitamin D (25(OH)D) and by a renal 1alpha-hydroxylase into the vitamin D hormone calcitriol. A vitamina D é metabolizado por uma 25-hidroxilase hepática em 25-hidroxi-vitamina D (25 (OH) D) e por um 1alpha renal-hidroxilase no hormônio calcitriol vitamina D.
Calcitriol receptors are present in more than thirty different tissues. Receptores de calcitriol estão presentes em mais de trinta diferentes tecidos. Apart from the kidney, several tissues also possess the enzyme 1alpha-hydroxylase, which is able to use circulating 25(OH)D as a substrate. Para além do rim, vários tecidos também possuem a enzima 1alpha-hidroxilase, que é capaz de usar circulam 25 (OH) D como substrato. Serum levels of 25(OH)D are the best indicator to assess vitamin D deficiency, insufficiency, hypovitaminosis, adequacy, and toxicity. Os níveis séricos de 25 (OH) D é o melhor indicador para avaliar a deficiência de vitamina D, insuficiência, hipovitaminose, adequação e toxicidade.
European children and young adults often have circulating 25(OH)D levels in the insufficiency range during wintertime. Crianças europeias e adultos jovens têm frequentemente circulam 25 (OH) níveis de D na faixa de insuficiência durante o inverno.Elderly subjects have mean 25(OH)D levels in the insufficiency range throughout the year. Idosos têm média de 25 (OH) níveis de D na faixa de insuficiência longo do ano. In institutionalized subjects 25(OH)D levels are often in the deficiency range. Em indivíduos institucionalizados 25 (OH) níveis de D são freqüentemente na faixa de deficiência. There is now general agreement that a low vitamin D status is involved in the pathogenesis of osteoporosis. Há agora um acordo geral de que o baixo status da vitamina D está envolvida na patogênese da osteoporose. Moreover, vitamin D insufficiency can lead to a disturbed muscle function. Além disso, a insuficiência de vitamina D pode levar a uma função muscular perturbado. Epidemiological data also indicate a low vitamin D status in tuberculosis, rheumatoid arthritis, multiple sclerosis, inflammatory bowel diseases, hypertension, and specific types of cancer. Os dados epidemiológicos indicam também um baixo status da vitamina D na tuberculose, artrite reumatóide, esclerose múltipla, doenças inflamatórias intestinais, hipertensão e certos tipos de câncer.Some intervention trials have demonstrated that supplementation with vitamin D or its metabolites is able: (i) to reduce blood pressure in hypertensive patients; (ii) to improve blood glucose levels in diabetics; (iii) to improve symptoms of rheumatoid arthritis and multiple sclerosis. Alguns estudos de intervenção têm demonstrado que a suplementação com vitamina D ou seus metabólitos é capaz: (i) reduzir a pressão arterial em pacientes hipertensos, (ii) para melhorar os níveis de glicose no sangue em diabéticos, (iii) para melhorar os sintomas da artrite reumatóide e esclerose múltipla .The oral dose necessary to achieve adequate serum 25(OH)D levels is probably much higher than the current recommendations of 5-15 microg/d. A dose oral necessária para atingir adequado soro 25 (OH) níveis de D é provavelmente muito maior do que as atuais recomendações de 5-15 microg / d.PMID: 12720576 [PubMed – indexed for MEDLINE]
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Vitamina B2 ajuda a combater Parkinson, mostra pesquisa

Vitamina B2 ajuda a combater Parkinson, mostra pesquisa

26/05/2003 – 10h36

da France Presse, em Brasília

Reverter o mal de Parkinson, revela um estudo conduzido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Doses elevadas de vitamina B2, ou riboflavina, aliadas à retirada de carne vermelha do cardápio, ajudam a reverter o mal de Parkinson, revela um estudo conduzido na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com a pesquisa, os pacientes que seguiram esse molde de dieta recuperaram em média 18% de suas funções motoras no primeiro mês, 39% no segundo e 62% no terceiro mês de tratamento.

O estudo começou em setembro, com um número reduzido de pacientes do Hospital Municipal dos Funcionários Públicos. Segundo o professor do Departamento de Neurologia da Unifesp e responsável pelo estudo, Cícero Galli Coimbra, a pesquisa começou depois de ficar comprovado que 100% dos portadores de Parkinson apresentavam no organismo um nível baixo de vitamina B2 –necessária para o processo de respiração celular e responsável por mais de cem reações químicas.

A carne vermelha dificulta a absorção da vitamina B2. Aqueles que estavam na fase avançada da doença recuperaram boa parte de suas funções motoras, e alguns já conseguem dirigir, disse o professor. Os dados preliminares da pesquisa foram apresentados no 6º Congresso Internacional sobre doença de Alzheimer e Parkinson, realizado em Sevilha, Espanha, no começo do mês.

O mal de Parkinson surge quando 60% das células nervosas da região do cérebro responsável pelas funções motoras estão prejudicadas. O leite é um dos alimentos com maior concentração de vitamina B2.

disponivel em

http://www.doencadeparkinson.com.br/b2.htm

Dieta especial pode regredir Parkinson

Dieta especial pode regredir Parkinson
17 de Junho de 2003 (Bibliomed)

Dieta especial pode regredir Parkinson

Uma simples alteração na dieta de portadores da doença de Parkinson – tirar a carne vermelha e incluir vitamina B2, encontrada principalmente no leite – é capaz não apenas de estagnar a doença como também de regredi-la. Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo constatou que a recuperação da função motora de 31 pacientes em tratamento no Hospital do Servidor Público Municipal saltou, em média, de 44% para 70% em apenas três meses de tratamento e dieta.

“Os melhores resultados são encontrados nos pacientes que estão nas fases iniciais da doença. Entretanto, existem casos de pessoas que se tratam há muito tempo e que tiveram uma melhora na função motora de 15% para 90% após a intervenção”, disse o pesquisador Cícero Galli Coimbra, que é neurologista e professor livre-docente de Neurologia Experimental da Unifesp. Os dados preliminares da pesquisa foram apresentados no 6º Congresso Internacional sobre doença de Alzheimer e Parkinson, realizado em Sevilha, Espanha, no começo de maio.

O pesquisador explica que é do conhecimento médico que a carne vermelha produz uma substância chamada hemina, extremamente tóxica para as células do organismo, originando a produção de radicais livres. “Para serem eliminados, esses radicais livres precisam de uma substância chamada glutationa que, depois de utilizada, só pode ser recuperada com vitamina B2. A falta da glutationa é a primeira alteração neuroquímica presente nas células cerebrais que estão degenerando com a doença de Parkinson”, explicou.

Com a reposição da vitamina, Coimbra esperava que a doença parasse de progredir, mas ela começou a regredir. O neurologista ainda não sabe explicar se esse fenômeno se deve à neurogênese (processo que leva à formação do sistema nervoso) ou à recuperação de células que não funcionavam, mas encontravam-se ainda vivas na substância negra do encéfalo, principal região afetada pelo processo neurodegenerativo. “De qualquer forma, o nível de recuperação alcançado em tão pouco tempo é surpreendente, pois estima-se que cerca de 60% das células dessa região já foram perdidas quando surgem os primeiros sintomas”, comemorou.

A doença de Parkinson é uma alteração do sistema nervoso central que afeta principalmente o sistema motor, provocando tremores, rigidez muscular e alterações posturais, além de comprometimento de memória, depressão e alterações do sono. Segundo o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, do Departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, apenas 5% dos portadores da doença apresentam forte componente hereditário. Em 20% dos casos é possível identificar uma causa medicamentosa, tóxica, infecciosa ou traumática para o desenvolvimento da doença. Os 75% restantes ainda desafiam a ciência a descobrir a causa.

Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo

Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo

25/09/2003 – 13h50
Deixar de comer carne vermelha ajuda a tratar Parkinson, diz estudo
da Folha Online

Cortar todos os tipo de carne vermelha na alimentação faz com que pessoas afetadas pelo mal de Parkinson aumentem a recuperação de suas funções motoras de 44% para 71%, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O estudo, realizado por Cícero Galli Coimbra, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da universidade, e por Virgínia Junqueira, do Centro de Estudos do Envelhecimento da mesma instituição, foi publicado na edição de outubro do “Brazilian Journal of Medical and Biological Research” e incluiu ainda a utilização de doses de 30 miligramas de riboflavina, ou vitamina B2, a cada oito horas.

O consumo de carne vermelha gera toxinas no corpo humano, que produzem alguns tipos de radicais livres. A eliminação desses elementos, que atacam as células, ocorre por meio de uma substância chamada glutationa, cuja recuperação natural depende da vitamina B2. Em pacientes com mal de Parkinson, os níveis de riboflavina são baixos.

Resultados

O estudo foi feito com um grupo de 19 pessoas (8 homens e 11 mulheres), que cortaram a carne vermelha de suas dietas e tomaram a vitamina por seis meses, ao mesmo tempo em que continuavam a utilizar seus remédios para controlar o mal de Parkinson.

Um mês depois de iniciado o estudo, o grupo já tinha níveis normais de riboflavina no sangue. Seis meses depois do início, os paciente tiveram uma estagnação dos sintomas da doença e apresentaram melhora motora expressiva.

Com os resultados, os pesquisadores pretendem entender melhor como funcionam os mecanismos sensíveis à vitamina B2 dentro do corpo e aplicar esse conhecimento no tratamento da doença.

As informações são da Agência Fapesp

http://www.doutorbusca.com/artigos/showquestion.asp?faq=6&fldAuto=152

O estresse e o mal de Parkinson

O estresse e o mal de ParkinsonUm novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

POR CACILDA GUERRA
FOTO MÁRIO LEITE
INTERFERÊNCIA GRÁFICA MARCELO GARCIA

Um indivíduo extremamente preocupado, exigente demais consigo mesmo, que vive para o trabalho, passou por períodos de tensão prolongados ou sofreu fortes abalos emocionais: esse é o perfil mais comum do portador do mal de Parkinson, distúrbio neurológico crônico e progressivo, que prejudica os movimentos e causa tremores por todo o corpo. A descrição é feita pelo médico Cícero Galli Coimbra, professor de Neurologia Experimental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que desde 2003 coordena um estudo sobre a doença.

Em um primeiro momento, a pesquisa esteve focada em um pequeno grupo de pessoas que se tratava no Hospital do Servidor Público Municipal, na capital paulista, revelando que os pao estresse e o mal de Parkinson Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo cientes tinham uma deficiência de vitamina B2 no sangue e ingeriam carne vermelha em excesso. A associação desses dois fatores foi a base do tratamento, que consistiu na reposição da vitamina e na eliminação da carne e seus derivados da dieta. Após três meses, a recuperação média da função motora passou de 44% para 70%.

O estudo prosseguiu e conta hoje com cerca de 600 indivíduos. “A novidade em relação àqueles dados preliminares, a ser apresentada em junho em um congresso sobre o mal de Parkinson em Berlim, na Alemanha, é a descoberta de que o estresse emocional também é fator de risco para a doença, até mais importante que o consumo excessivo de carne vermelha”, conta o neurologista da Unifesp.

O tratamento, que agora inclui medidas de redução do estresse, como psicoterapia e incentivo para que os pacientes encarem a vida de maneira mais leve, tem dado bons resultados. Entre eles, o desaparecimento dos problemas urinários, dos pesadelos e das dificuldades de raciocínio que alguns indivíduos apresentam nos estágios finais da enfermidade. “De modo geral, os sintomas regridem até o que eram um ano antes de a pessoa começar a se tratar. Alguém que esteja doente há oito meses, por exemplo, passa a não apresentar mais nenhum sinal. Daí a importância do diagnóstico precoce”, alerta Cícero Galli Coimbra.

COMO RECONHECER
Segundo o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e organizador do livro Conhecendo Melhor a Doença de Parkinson(ed. Summus), é difícil para o doente e a família identificarem a época exata em que surgiu o problema, já que este começa de maneira quase imperceptível. O primeiro sintoma pode ser um dos descritos a seguir:
 Cansaço ou mal-estar no fim do dia.
 Letra menor ou menos legível.
 Fala menos articulada.
 Depressão ou vontade de se isolar, sem motivo.
 Lapsos de memória.
 Dificuldade de concentração.
 Irritabilidade.
 Dores musculares, principalmente na região lombar.
 Menos movimento em uma dos braços ou em uma das pernas.
 Piscadas pouco freqüentes.
 Expressão facial rígida, ‘congelada’.
 Lentidão nos movimentos.
 Permanência na mesma posição por muito tempo.

Tremores, movimentos lentos e fala monótona
Quando se fala em Parkinson, muita gente associa a doença apenas a tremores nas mãos. Mas ela abrange um conjunto de alterações bem mais amplo, a começar pelos tremores propriamente ditos, que podem aparecer também nas pernas, pés, cabeça, queixo e lábios. Os movimentos, por sua vez, ficam mais lentos, o que leva a pessoa a realizar as atividades comuns do dia-a-dia com menos rapidez e destreza do que quando era saudável. Como os gestos perdem a amplitude, a caligrafia diminui de tamanho. A rigidez muscular é outra manifestação do distúrbio, afetando braços, pernas e pescoço. A marcha se caracteriza por passos mais curtos que o normal e pelo arrastar dos calcanhares no chão, enquanto o corpo se inclina para a frente – e esse desequilíbrio na postura provoca quedas freqüentes. Sinais que não estão relacionados com o sistema motor também costumam surgir, como depressão, insônia, pesadelos, tonturas, cãibras nos pés, problemas urinários e dificuldades respiratórias. Além disso, a voz tende a se tornar mais fraca, e a fala, monótona.

A evolução da doença é lenta e os especialistas a dividem em cinco fases. Na primeira, aparecem tremores, rigidez muscular ou ambos em apenas um lado do corpo. Na segunda, os dois lados passam a apresentar os mesmos sintomas. Quando surge a terceira, o doente adota uma postura permanentemente curvada, perde o equilíbrio ao dar passos para trás e, quando está caminhando, não consegue mudar de direção com rapidez. A rigidez muscular na quarta fase chega a tal ponto que o indivíduo precisa de ajuda para comer e cuidar da higiene pessoal. Por fim, na última etapa, ele não é mais capaz de levantar sozinho da cama ou da cadeira, a não ser que use uma bengala ou um outro apoio.

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O estresse e o mal de Parkinson
Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

A doença surge como conseqüência de uma degeneração neurológica na área do cérebro conhecida como ‘substância negra’. Nessa região se concentram neurônios (células nervosas) que produzem dopamina, matéria química que, entre outras funções, tem papel fundamental na manutenção das atividades motoras. No mal de Parkinson, por razões ainda desconhecidas, essas células param de funcionar ou são destruídas e morrem, levando a uma deficiência de dopamina no organismo. Homens e mulheres são afetados em igual proporção pelo distúrbio, que, segundo as estimativas, aflige cerca de 200 indivíduos em cada grupo de 100 mil. Ele aparece em geral a partir dos 60 anos e tem uma incidência maior na faixa entre 70 e 75. Porém também pode atacar, embora mais raramente, pessoas com menos de 45 anos.

ÁREA DO CONFLITO

Em um corte da parte média do cérebro é possível visualizar a substância negra, região em que se concentram os neurônios produtores de dopamina, fundamental para as atividades motoras.

Medicamentos e atividade física ajudam
Apesar de todo o progresso científico ocorrido desde que a enfermidade começou a ser estudada, a medicina ainda não conseguiu descobrir a cura. Felizmente, a qualidade de vida dos parkinsonianos hoje é bem melhor do que três décadas e meia atrás, quando não se conhecia nenhum tratamento e, nos estágios mais avançados, a doença se tornava totalmente incapacitante, confinando a pessoa a uma cama.

Em 1970, os neurologistas passaram a cuidar de seus pacientes com a levodopa, medicação que, ao se transformar em dopamina no organismo, repõe a quantidade que o cérebro não é mais capaz de produzir, suavizando drasticamente os sintomas. De lá para cá, outros remédios antiparkinsonianos vêm sendo desenvolvidos, para uso conjunto com a levodopa ou isoladamente.

Além dos medicamentos, os especialistas recomendam que se pratique atividades físicas diariamente, como caminhadas ou natação, e se faça sessões de fisioterapia, para fortalecer a musculatura e manter a flexibilidade das articulações. A terapia ocupacional também se mostra benéfica nos casos em que a depressão faz parte do quadro.

A alimentação deve ser rica em fibras, para evitar a prisão de ventre, causada tanto pelas drogas administradas como pelo enfraquecimento dos movimentos do intestino, que acompanha o processo degenerativo da enfermidade. Devido à possibilidade de quedas e conseqüentes fraturas, é fundamental ainda prevenir a osteoporose – com o consumo de produtos ricos em cálcio – e a obesidade.

Cientistas buscam deter o avanço
Como os remédios atualmente disponíveis combatem apenas os sintomas do mal, sem impedir que os neurônios produtores de dopamina continuem se deteriorando, inúmeras pesquisas vêm sendo feitas, em busca das possíveis causas da doença e de formas de tratamento mais eficazes. Recentemente, cientistas americanos divulgaram resultados de testes indicando que um antibiótico usado em casos de lepra e tuberculose pode bloquear reações químicas associadas à morte de neurônios – descoberta que, se confirmada em animais e, posteriormente, em seres humanos, abrirá caminhos para deter o avanço do distúrbio.

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O estresse e o mal de Parkinson
Um novíssimo estudo aponta que a tensão emocional influencia no desenvolvimento dessa doença neurológica, que afeta os movimentos e causa tremores no corpo

Em outro experimento, realizado no Japão, os pesquisadores transplantaram células-tronco de embriões de macacos para o cérebro de macacos que tinham uma doença semelhante ao Parkinson, revertendo os sintomas – um resultado animador para o tratamento de pessoas no futuro, mas também polêmico, uma vez que enfrenta a oposição daqueles que consideram antiético o uso de embriões humanos. Já estudos recentes nos Estados Unidos, envolvendo a comparação do DNA de famílias e indivíduos, mostraram que um gene defeituoso era a causa de 5% dos casos de mal de Parkinson hereditários e de 1,6% dos casos chamados ‘esporádicos’ (que não têm causa hereditária). Tal alteração, identificada futuramente em testes genéticos, poderá favorecer o diagnóstico precoce, isto é, antes que a doença se manifeste. E o tratamento será, então, iniciado rapidamente, permitindo melhor qualidade de vida ao portador.

PARKINSONIANOS FAMOSOS
Michael J. Fox
Lembrado sobretudo por sua participação na trilogia De Volta para o Futuro, o ator abandonou a carreira aos 39 anos, depois de revelar que estava com Parkinson. Criou a Michael J. Fox Foundation, organização que, desde 2000, já arrecadou mais de 40 milhões de dólares para pesquisas sobre a cura da doença. No ano passado, apoiou publicamente o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, por sua postura progressista em relação às pesquisas com células-tronco.

Papa João Paulo II
Apresentou em 1994 os primeiros sinais da doença, amenizados durante anos graças ao uso de remédios. De lá para cá, sua fragilidade física se acentuou de maneira drástica, em parte devido aos problemas decorrentes da velhice – o Papa tem hoje 84 anos. Nas últimas semanas seu estado de saúde se agravou e ele foi submetido a uma traqueostomia (intervenção cirúrgica para facilitar a respiração). Segundo especialistas, essa dificuldade para respirar também pode ser conseqüência do mal de Parkinson.

Fotos: DivulgaçãoMuhammad Ali
Um dos maiores boxeadores de todos os tempos, Ali iniciou a carreira aos 22 anos, época em que se converteu ao islamismo e abandonou o nome de batismo, Cassius Clay. Quando parou de lutar, em 1981, tinha acumulado 56 vitórias, contra apenas 5 derrotas. Descobriu que sofria do mal de Parkinson em 1984, e a notícia deu origem a rumores de que a doença fora causada pelos inúmeros e perigosos golpes recebidos na cabeça em treinos e lutas, o que nunca ficou comprovado.

Quem foi Parkinson?
Londres, 1817. O médico James Parkinson publica um livreto em que descreve os casos de seis pacientes homens, com idades entre 50 e 72 anos, todos com tremor involuntário, alterações no caminhar e tronco curvado para a frente – sinais da enfermidade à qual ele dá o nome de ‘paralisia agitante’. Só em 1875, porém, ela se tornaria mais conhecida no meio científico, graças aos estudos do famoso neurologista francês Jean Martin Charcot, que, em uma homenagem àquele que pela primeira vez a relatou, batizou-a como ‘mal de Parkinson’.

Produção: Patida Mauad. Assistente de produção: Odete Marietto. Maquiagem: Kaio Martinelli

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Disponivel em

http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/11/artigo5894-1.asp

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Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

Nutrição cerebral


Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas

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Disponível em
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/05/06/ma_alimentacao_pode_comprometer_atividade_cerebral_dizem_especialistas-427251019.asp

Publicada em 06/05/2008 às 20h14m
Ystatille Gomes – especial para O Globo Online


RIO – A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.

– O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral – diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).

” A ingestão de gorduras trans intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral (Luciana Ayer) “

Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.

– As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras.

Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais – alerta Galli.

Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.

-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio – diz Lenita.

” Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante e prolonga a vida das células cerebrais (Lenita Zajdenverg) “


Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina – presente no ovo – ou em caroteno – encontrado nas frutas vermelhas – para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.

É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli Coimbra. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca

Reduzir o consumo de carne vermelha e tomar vitamina B2, diminui os sintomas do Mal de Parkinson

“Essas pessoas se mantêm com níveis baixos ao longo da vida, mas elas só desenvolvem a doença se, principalmente, passarem por sofrimento emocional prolongado e intenso”.

Globo Reporter

24/08/2008

Nova terapia para traumas

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Todo dia, tudo igual: o trajeto de sempre, a mesma espera na estação. O metrô de São Paulo e seus 3 milhões de passageiros. Mas com tanta gente assim, alguém pode quebrar a rotina.

“Quando chegou mais ou menos na estação da Sé, eu vi muitas pessoas correndo e atrás vinha uma pessoa com uma faca enorme na mão. No desespero, alguém teve a idéia de quebrar o vidro da porta do metrô. A porta se abriu e todo mundo saiu correndo. Foi o maior desespero”, lembra a biomédica Cláudia Faturi.

Medo foi o que Cláudia sentiu. A primeira percepção do medo acontece na região mais profunda do cérebro, a amígdala cortical, que vai comandar a reação do corpo. Por causa dela, nos preparamos para lutar ou para fugir diante de qualquer perigo.

“Quando uma pessoa observa uma cobra, a primeira reação dela é dar um pulo. Antes de pensar, você já teve essa reação de se esquivar. Nós estamos falando da amígdala atuando para o seu organismo se defender. Num segundo momento, você pode olhar para aquela cobra e avaliar que ela não é venenosa”, diz a psicóloga Mara Raboni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Mas pode acontecer de o medo resistir e permanecer mergulhado no caos e na confusão, recusando uma explicação racional, como se o cérebro não conseguisse processar aquela sensação que vai e volta, feito um fantasma do passado. É o chamado estresse pós-traumático.

“Parece que é exatamente o processo de como esse pensamento não pôde ser organizado na hora de ser fixado na memória. Ele fica sempre buscando um retorno para que seja trabalhado e reprocessado”, esclarece Mara.

Para enfrentar o estresse pós-traumático do enorme susto que levou no metrô, Cláudia buscou ajuda na própria escola em que estuda, a Unifesp, onde uma técnica inovadora para o tratamento de traumas está sendo testada.

É o EMDR, sigla em inglês para Reprocessamento e Dessemsibilização pelo Movimento dos Olhos. O paciente é estimulado a olhar de um lado para outro e recebe também outros estímulos bilaterais, como toques alternados em uma perna e na outra. Ao mesmo tempo em que faz a pessoa reviver a experiência ruim, a técnica ajuda a reinterpretar o que aconteceu.

A Unifesp está pesquisando os efeitos desse novo tratamento em vítimas de seqüestros-relâmpagos.

“Esses indivíduos chegam com alto grau de depressão e depois do tratamento melhoram muitíssimo, apesar de não estarem exatamente iguais a indivíduos saudáveis. Mas a melhora é muito impressionante”, constata a biomédica Débora Sucheki, da Unifesp

Embora constate que a técnica funciona, a ciência ainda não descobriu como ela atua no cérebro humano e o que faz o movimento dos olhos ser tão eficaz. Por alguma razão ainda desconhecida, os estímulos bilaterais simultâneos ajudariam a organizar melhor a memória mais profunda.

“Viajar no metrô agora é normal, faz parte da minha rotina. Não tenho nenhum problema com isso”, garante Cláudia.

Crises pessoais, dramas familiares, a doença, a morte. Quais os efeitos das pequenas e das grandes tragédias que se sucedem ao longo da vida? Entre os muitos estudos sobre a repercussão de um trauma emocional ou de um sofrimento prolongado na saúde das pessoas, alguns concluem claramente: existem doenças que só aparecem quando a gente sofre demais.

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De segunda a sexta-feira, a vida é uma grande espera. Para a aposentada Cecília Simões, nada pode ser melhor do que o fim de semana, quando ela, finalmente, reúne todos os filhos, netos e sobrinhos. “Todo domingo a casa fica cheia. Eu gosto, porque ficar sozinha é ruim”, diz ela.

Mas a alegria do domingo acabou quando o sobrinho que ela criou como filho perdeu o braço numa máquina da firma em que ele trabalhava. “Eu não comia. Parecia que tudo havia acabado para mim”, lembra dona Cecília.

Com a depressão, vieram os tremores. Dona Cecília estava com o Mal de Parkinson. “Era a pior coisa. Eu derrubava tudo”, conta.

A doença atinge uma região do cérebro que afeta os movimentos. E é isso que provoca os tremores. Alguns médicos acreditam que não é só a genética que determina o aparecimento dos sintomas.

“Após ter visto e avaliado vários pacientes com Mal de Parkinson, hoje nós adquirimos a certeza de que esta é a doença do sofrimento. Você tem uma predisposição genética, que, no nosso entender, provoca a dificuldade de absorver a vitamina B2. Essas pessoas se mantêm com níveis baixos ao longo da vida, mas elas só desenvolvem a doença se, principalmente, passarem por sofrimento emocional prolongado e intenso”, diz o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Unifesp.

Dona Cecília foi voluntária da pesquisa do doutor Cícero Galli Coimbra. Ela e os outros pacientes do experimento reduziram o consumo de carne vermelha e passaram a tomar grandes doses de vitamina B2, diminuindo os sintomas do Mal de Parkinson.

Dona Cecília prossegue com o tratamento. Está seguindo as prescrições há mais de três anos e, até agora, não tem do que reclamar. “Eu procuro não me aborrecer. O médico falou para eu não esquentar com nada. Isso que é duro. Eu disfarço”, diz ela. Neste caso, disfarçar talvez seja o mesmo que viver.

 

Disponivel em

http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-14904-3-239449,00.html

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